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5 de set. de 2016

O chão em que pisamos...

Chão em ladrilho hidráulico da Igreja de Santa Cruz dos Militares, Centro, RJ. Foto de Pat Kovacs.
Desconfio de ter vindo com a vocação para Biologia, mas também para a Arquitetura, e a não realização dessas vocações deve fazer parte do meu auto-sabotamento, porque não segui nem um, nem outro - e qualquer outra coisa.

Explicando apenas o gérmen da vocação para Arquitetura, sempre me encanto com as construções, desde casinha suburbanas até suntuosas igrejas católicas. Porém, não apenas a construção me chama atenção, mas também, e talvez até mais, o chão. Desse, nem precisa ser um chão rico como de um palácio, pois mesmo um chão de terra me agrada.

Certa vez, vi um ensaio fotográfico de um jornal de grande circulação, em que vários leitores colaboraram com fotos tiradas de seus pés, mostrando uma boa parte do chão. Então pensei em fazer o mesmo, criar uma galeria apenas com fotografias dos chãos que piso. Embora tenha feito uma dúzia dessas fotos, nunca as organizei em alguma galeria e tampouco tornei públicas, para apreciação dos demais.

Hoje, porém, procurando na internet sobre a história de uma igreja antiga aqui do Rio, me deparei com este blog aqui: Blog Chão que eu piso - http://chaoqueeupiso.com.br/. A proposta é contar a história de lugares e construções através do chão, a parte menos notada por aqueles que frequentam ou visitam os lugares.

Para quem vive com a cabeça nas nuvens mas gosta de manter os pés no chão, o Chão Que Eu Piso vai fazer sonhar em caminhar por tais lugares.

Chão da Igreja Nossa Senhora do Monte Carmo, Centro, RJ.
Chão da Igreja Nossa Senhora do Monte Carmo, Centro, RJ.

Chão da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, Centro, RJ.

Chão do corredor da Igreja de Santa Cruz dos Militares, Centro, RJ.
Chão da Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, Centro, RJ.

Desculpe a qualidade das fotos, a câmera do celular não é boa e a fotógrafa é menos ainda :/

3 de mai. de 2016

Seleção de 50 documentários sobre Arte

Recebi a dica por email, de um dos tutores da minha graduação em Turismo que estou à beira do abandono, da seleção de 50 vídeos-documentários sobre a Arte e seus Artistas. Confira a seguir essa humilde listinha.

O site que publicou a seleção é o História Hoje, que por sua vez compilou da comunidade do Facebook Nossa Alma de Fotógrafo.

Documentários sobre arte

1- Bosch
Jeroen van Aeken, cujo pseudônimo é Hieronymus Bosch, e também conhecido como Jeroen Bosch (‘s-Hertogenbosch, c. 1450 — 9 de Agosto de 1516), foi um pintor e gravador Holandês dos séculos XV e XVI. Muitos dos seus trabalhos retratam cenas de pecado e tentação, recorrendo ao uso de figuras simbólicas complexas, originais, imaginativas e caricaturais, muitas das quais eram obscuras mesmo no seu tempo.
2- Blake
Um dos maiores exemplos do Romantismo, William Blake foi um artista multifacetado. Nos chamados “livros iluminados”, Blake combinou pintura, gravura e poesia, e seus versos estão hoje entre os mais famosos da língua inglesa.
Michelangelo Merisi da Caravaggio (Milão, 29 de setembro de 1571 – Porto Ercole, comuna de Monte Argentario, 18 de julho de 1610) foi um pintor italiano atuante em Roma, Nápoles, Malta e Sicília, entre 1593 e 1610. É normalmente identificado como um artista barroco, estilo do qual foi o primeiro grande representante. Caravaggio era o nome da aldeia natal da sua família e foi escolhido como seu nome artístico. Passou a envolver-se em brigas, fazer ameaças e insultos em comércios, quebrando pratos em restaurantes e ferindo seus adversários com faca ou espada.
John Constable usou durante toda a vida sua terra natal, Suffolk, como inspiração para suas paisagens. The Hay Wain (A Carroça de Feno), é provavelmente uma das obras mais famosas já criadas por um artista inglês.
5- Courbet
Courbet foi o primeiro artista a pregar que a arte deveria versar sobre o momento, e para tanto usou como modelos pessoas comuns, eliminando qualquer espécie de requinte ou exagero romântico de suas telas.
6- Delacroix - Considerado o maior pintor do romantismo francês, Eugène Delacroix introduziu o romantismo na pintura, equilibrando-se entre a lealdade ao mundo clássico e a urgência em exprimir seus sentimentos e produzindo obras absolutamente originais.
7- Degas
Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro, 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo pela sua visão particular no mundo do ballet, sabendo captar os mais belos e súbteis cenários. É ainda reconhecido pelos seus célebres pastéis e como um dos fundadores do impressionismo.
8- Escher
Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 – Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com efeitos de ilusões de óptica.
Doménikos Theotokópoulos (em grego: Δομήνικος Θεοτοκόπουλος), mais conhecido como El Greco, (“O Grego”; Heraclião ou Fodele, 5 de outubro de 1541 — Toledo, 7 de abril de 1614) foi um pintor, escultor e arquiteto grego que desenvolveu a maior parte da sua carreira na Espanha. Assinava suas obras com o nome original, ressaltando sua origem. Documentário em espanhol dividido em 6 capítulos.
10- Friedrich
Caspar David Friedrich é conhecido como o maior pintor romântico de paisagens. Ao adicionar elementos de profundo teor simbolista às suas obras, Friedrich rompeu com a tradição acadêmica que prezava, acima de tudo, a representação fiel do que era visto.
Fragmentos de um documentário sobre a vida e obra da pintora mexicana Frida Kahlo, e sua tortuosa relação com o muralista Diego Rivera.
12- Gauguin
O audacioso uso que Gauguin fazia de cores puras e intensas deu às suas telas uma expressividade intensamente pessoal, mas seu trabalho não encontrou receptividade na época. Hoje, entretanto, suas obras estão entre as mais procuradas por colecionadores de arte de todo o mundo.
13- Goya
As imagens sombrias presentes nas pinturas e gravuras de Goya não têm precedentes na história da arte ocidental. Inspirado pelos horrores da guerra e da Inquisição, produziu obras-primas atemporais que lhe garantiram o lugar entre os maiores artistas românticos.
14- Hogarth
William Hogarth foi o primeiro grande pintor originário da Inglaterra, e sua obra retrata com inteligência e técnica brilhante a sociedade inglesa da época. Excelente retratista, também ficou conhecido por suas pinturas históricas.
15- Kandisky
Wassily Kandinsky (Moscou, 16 de dezembro de 1866 (4 de dezembro no calendário juliano, então em vigor na Rússia) — Neuilly-sur-Seine, 13 de dezembro de 1944) foi um artista plástico russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem russa, adquiriu a nacionalidade alemã em 1928 e a francesa em 1939.
16- Klimt
Gustav Klimt foi um improvável rebelde no mundo da arte. Seus retratos intensamente sensuais das mulheres vienenses ainda hoje impressionam o apreciador moderno de arte, e sua incomparável técnica decorativa demonstra a disposição de Klimt em buscar inspiração além das fronteiras europeias.
Leonardo di Ser Piero da Vinci, ou simplesmente Leonardo da Vinci7(Anchiano, 15 de abril de 1452[1] — Amboise, 2 de maio de 1519), foi um polímata nascido na atual Itália, uma das figuras mais importantes do Alto Renascimento, que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico.
Neste sites você encontra diversas seleções para assistir documentários online de forma gratuita. Confira!
19- Manet
Edouard Manet foi um dos mentores do Impressionismo, tomando uma posição firme contra as restrições e convenções dos salões franceses. Uma das grandes obras de Manet é o famoso Bar aux Folies-Bergère. Apesar da aceitação que seu trabalho recebeu no fim de sua vida, morreu ressentido.
Enquanto o restaurador de obras de arte italiano Antonio Forcellino está limpando séculos de sujeira da estátua de Moisés, de Michelangelo, em uma igreja em Roma, ele desvenda um segredo há muito tempo escondido sobre a vida do grande mestre da Renascença.
Joan Miró i Ferrà (Barcelona, 20 de abril de 1893 — Palma de Maiorca, 25 de dezembro de 1983) foi um escultor, pintor, gravurista e ceramista surrealista catalão.
22- Monet
Foi o quadro Impression: soleil levant (Impressão: nascer do sol) de Claude Monet que deu nome ao Impressionismo. Famoso por perceber as mais sutis nuances de cor e luz nas paisagens, Monet produziu obras-primas como as séries Les meules (Montes de feno) e Les nymphéas (As ninféias).
23- Munch
Durante toda a vida, Edvard Munch sofreu as consequências de uma infância rodeada de loucura e morte. Chegando à meia-idade, ele mesmo desmoronou completamente, mas nessa época sua obra já havia lhe conquistado fama em toda a Europa.
Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 — Aix-en-Provence, 22 de outubro de 1906) foi um pintor pós-impressionista francês, cujo trabalho forneceu as bases da transição das concepções do fazer artístico do século XIX para a arte radicalmente inovadora do século XX.
25- Paul Klee
O programa entra na intimidade do artista plástico Paul Klee por meio das páginas de seu diário para entender sua relação com a arte. Através de suas histórias de vida na Alemanha nazista, da vida familiar, da influência de grandes artistas como Kandinski e movimentos como o expressionismo e o cubismo, conhecemos um pouco mais o pintor e entendemos como suas ideias, sua curiosidade e seus métodos o levaram a se tornar um dos maiores pintores do século XX.
Pablo Ruiz Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor espanhol, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo que passou a maior parte da sua vida adulta na França. Considerado um dos maiores e mais influentes artistas do século XX, é conhecido por ser o co-fundador do cubismo – ao lado de Georges Braque -, inventor da escultura construída, o inventor da colagem e pela variedade de estilos que ajudou a desenvolver e explorar.
27- Pissarro
Pissarro exerceu uma considerável influência no início de carreira de Cézanne e Gauguin, e uma de suas obras-primas é Le Boulevard Montmartre, effet de nuit hoje exposto na National Gallery, em Londres da famosa série de quatorze quadros retratando a vista de seu quarto no Hotel de Russie.
28- Rafaello
Rafael Sanzio (em italiano: Raffaello Sanzio; Urbino, 6 de abril de 1483 — Roma, 6 de abril de 1520), frequentemente referido apenas como Rafael, foi um mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento italiano, celebrado pela perfeição e suavidade de suas obras.
29- Rembrandt
Há quem diga que a habilidade de Rembrandt como retratista nunca foi superada, e talvez sua famosa série de auto-retratos seja a melhor demonstração de sua genialidade. Sua produção foi prodigiosa, e dominou com maestria todos os gêneros de pintura, incluindo retratos, paisagens e imagens religiosas.
31- Renoir
Pierre-Auguste Renoir (Limoges, 25 de fevereiro de 1841 — Cagnes-sur-Mer, 3 de dezembro de 1919) foi um pintor francês impressionista. Desde o princípio sua obra foi influenciada pelo sensualismo e pela elegância do rococó, embora não faltasse um pouco da delicadeza de seu ofício anterior como decorador de porcelana.
32- Rossetti
A obra profundamente simbólica de Rossetti, de uma beleza ao mesmo tempo pueril e erótica, é considerada um dos maiores feitos artísticos do século XIX por sua originalidade e pela influência exercida nos simbolistas.
33- Rousseau
Henri Rousseau trouxe vitalidade, charme e, principalmente, inocência à arte. Suas imagens em cores vivas de florestas e animais selvagens imaginários são quase infantis em sua execução, mas estão entre as mais fascinantes já produzidas, apesar de suas imperfeições técnicas.
Salvador Dalí i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol (Figueres, 11 de maio de 1904 — Figueres, 23 de janeiro de 1989) foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica.
36- Seurat
George Pierre Seurat foi o inventor da técnica conhecida como pontilhismo, em que uma figura é formada por pequenos pontos de cores básicas que se fundem à distância, e completou apenas sete telas usando essa técnica extremamente complexa, entre elas a magnífica Une baignade, Asnières (Cena de banho em Asnières). Apesar de morrer jovem, Seurat definitivamente teve uma vida cheia de realizações e seu legado para a arte é inestimável.
37- Turner
J. M. W.Turner chegou ao final da vida como o artista mais conhecido da Inglaterra. Demonstrando uma clara preferência pela pintura de paisagens, seu uso de luz e cor é incomparável.
Henri de Toulouse-Lautrec foi uma figura trágica na história da arte. A vida boêmia que levou nos bordéis e casas noturnas de Paris forneceu a inspiração para suas melhores obras, e suas ousadas pinturas do famoso Moulin Rouge refletem efetivamente toda a energia da vida noturna da época.
39- Van Gogh
41- Van Dyck
42- Vermeer
44- Velasquez

2 de mar. de 2016

Doodle


Não sei dizer se isso é bom ou mau, mas os rabiscos espontâneos feitos pelas pessoas em momentos de tédio ou distração, quando portando um lápis ou caneta e papel em mãos, se elevou à categoria de Arte. Agora, não é mais mero rabisco passível de ir para a lixeira, mas uma Arte que até se incrementa, podendo surgir, dependendo do capricho e talento do artista, desenhos muito interessantes.

Quem nunca fez um Doodle? Todo mundo já rabiscou bordas de caderno e livros, enquanto se entediava com uma aula. Só que nunca ninguém imaginou que isso poderia ser considerado Arte em algum momento... isto é, até chegar a Internet, em que tudo pôde, então, se tornar possível.

A palavra é inglesa significa "desenho" ou "esboço". Nos EUA, recebeu uma conotação pejorativa, significando "tolo", "simplório". Entretanto, o rabisco é um desenho simplório, só que tem artistas que gostam de caprichar e, no fim, não sabemos onde começa o esboço e onde termina a arte final, como pode conferir nos Doodles que ilustram esta postagem ;)



Como pode notar pelos poucos exemplos aqui apresentados, o Doodle, ou simplesmente Rabisco, pode ser muito criativo e muito livre também, sem haver aquela preocupação que é exigida ao desenho clássico. Ótima forma de exercitar a criatividade, libertando-se de algemas que apenas servem de bloqueio criativo. Por não haver regras - basta apenas desenhar! - é possível desenvolver as ideias e ampliar as percepções. Esse exercício pode, inclusive, ser comparado ao Brainstorming, que é um processo para desbloquear a mente para a criação, quanto ao Fluxo de Consciência, que é uma técnica utilizada na Literatura para descrever o que se passa na cabeça dos personagens, mesmo sendo coisas caóticas.
 
 
Quer ver mais do que há na rede? Basta clicar aqui e será direcionado a uma página de busca do Google, com milhares de Doodles para apreciar e, por que não?, se motivar e se inspirar a fazer os seus próprios! :D
 
A beleza da coisa está no capricho que o Artista dá ao desenho. Não é meramente rabisco aleatório sobre uma folha qualquer de desenho, e é isso que torna alguns Doodles tão especiais! Há também os em grande escala, decorando paredes, como fossem Grafites, outra forma de Arte também subversiva e que pode ser muito polêmica.
 

 
Diante de tais belezas, é até irônico chamar a isso de rabisco! Mas eis que são! E me diga se não dá vontade de fazer o mesmo? Desenhar o que vier à mente, sem se preocupar com detalhes técnicos, comparações com a realidade ou lógica no que se apresenta? Libertar a mente para exercitar a criatividade, o que pode ser muito útil e até benéfico aos artistas de outras áreas, como da Literatura, por exemplo. E para aqueles que gostam de escrever Ficção Fantástica, pode ser um grande aliado para desenvolver ainda mais as ideias e, até mesmo, ajudar a organizar e visualizar as ideias de Fantasia que, muitas vezes, não se consegue traduzir verbalmente através das palavras.
 

 
Quer misturar desenho e mensagens? Também pode. Quer fazer uma poesia espontânea e ilustrada? Pode. Ao que parece, o Doodle tudo permite. Aliás, a Arte em si tudo permite. Quem coloca barreiras e empecilho somos nós mesmos: nós conosco, os outros conosco ou nós com os outros. Tantas regras e tantas estéticas para quê, afinal?
 

 Será que preciso informar que estou MUITO tentada a "doodlear" por aí? Pois que sim, que até está dando vontade de voltar a desenhar, mas desta vez sem encanamento por questões estéticas e qualidades que jamais alcançarei. Já adquiri uma parte do material para isso, que mostrarei em outra postagem, só para não começar a atividade de qualquer jeito.
 
Convido você a fazer o mesmo, e até proponho um desafio como o que vi em um dos blogs que pesquisei sobre o tema: 365 Doodles, um para cada dia do ano... claro que isso não rola de fazer, a não ser que se faça qualquer coisa que seja meramente rabisco mesmo, o que não deve ser o caso e nem é o que quero... mas, de repente, um desafio do tipo "52 Doodles", um para cada semana do ano, rs.
 
Esse desafio já me propus. Veremos se levarei adiante. E, é claro, irei postando por aqui. Mas gostaria muito, também, da sua participação, assim um incentivaria o outro a progredir :)
 

 

29 de out. de 2012

Exposição - Portinari com Humor

Sábado, dia 27, fui até Niterói, na Sala de Cultura Leila Diniz, onde está em exposição a mostra "Portinari com Humor", sob a curadoria do meu Professor de desenho Zé Roberto Graúna.

A mostra é uma homenagem póstuma em decorrência dos 50 anos de falecimento do pintor Cândido Portinari, um dos maiores artistas plásticos do Brasil, reconhecido internacionalmente.

Cândido Portinari nasceu em São Paulo, em 1903 e morreu no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro de 1962. Dentre suas pinturas mais importantes, destacam-se "Guerra e Paz", "Meninos e piões", "A descoberta da terra".

A visitação foi em companhia do curador da Exposição, meu antigo professor dos tempos de Senac,  Zé Roberto Lopes (do saudoso jornal A Graúna), a Irmã dele (a quem finalmente tive a sorte de conhecer, quase 20 anos depois!) e Zé Andrade, escultor e pessoa de rara personalidade.

Depois de quase 10 anos, voltei a curtir a viagem de barca da Praça XV à Niterói, pendurada na janela feito criança apreciando a paisagem; almoçamos no Mercado São Pedro e, depois de um bom prato e ótimo papo, partimos para a Sala de Cultura.

Acho que estou mal acostumada às tradicionais Casas de Culturas que costumo visitar, pois esperava um casarão antigo sobrevivente readaptado para se tornar um espaço de exposições. Nada disso. É um prédio de único pavimento recentemente construído exatamente para esse fim! Uma iniciativa da Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro para apoiar a produção artística e cultural - palmas para eles!


Um espaço para mostrar a sua arte.
Criada para apoiar e incentivar toda produção cultural.
Um espaço moderno e prazeroso, onde além de apreciar as diversas formas de arte em exposições, pode-se desfrutar da beleza dos jardins inspirados no genial paisagista Roberto Burle Marx.
Rua Professor Heitor Carrilho, 81 - Centro - Niterói - RJ
De Segunda a Sexta das 10h às 17h
Sábado de 14h às 17h
Entrada franca!



A exposição é uma mostra coletiva com 33 artistas que criaram caricaturas, cartuns, pinturas e esculturas, dentre eles, das obras que mais apreciei: Zé Andrade, Márcia Mendes, Zé Roberto, Guidacci, Mônico Reis e Cris Pires. Arte Digital, reciclagem de materiais, colagens de tecidos sobre papel, esculturas em terracota, papel marché e até durepox sobre discos de vinil! A criatividade foi além da tela e papel! Apenas uma coisinha me incomodou: o uso da mesma foto de referência de Portinari em muitas obras, o que deu a impressão de serem gravuras de um mesmo autor. As obras, individualmente, mantêm sua boa qualidade, mas numa obra coletiva ela acaba se tornando repetitiva e tira um pouco o brilho individual de cada uma delas. A ousadia faz parte da Arte e não é só porque não se encontrou outra referência sobre um objeto que não se pode torcê-lo e retorcê-lo para diferenciá-lo da própria referência.


Para quem ficou super interessado na mostra, fique esperto! A Exposição Portinari com Humor se encerra no dia 31, na próxima quarta-feira! Porém, não se desespere caso não possa comparece: há a intenção do projeto se estender além da Sala Leila Diniz. Para se manter informado, acesse o blog do curador Zé Roberto Graúna, para saber desta e outras exposições, além de tudo que é referente às Arte Gráficas brasileiras.
A Sala de Cultura Leila Diniz, espaço cultural que acaba de completar 1 ano de atividades, abre suas portas para a exposição Portinari com Humor, mostra coletiva com 33 artistas que criaram caricaturas, cartuns, pinturas e esculturas para homenagear o pintor Candido Portinari.
A ideia do evento é lembrar os 50 anos de ausência do pintor brasileiro que faleceu em 1962, no dia 6 de fevereiro. A inauguração acontecerá no próximo dia 4 de outubro, às 18h, permanecendo na galeria até o dia 31.

Para prestigiar a terra de Arariboia, foram convidados os desenhistas Adam Rabello, André Flauzino, Cesar Guedes e Denis Mello, que residem em Niterói. Além dos desenhistas niteroienses, a lista se completa com artistas de diversas localidades do país, são eles: Adail, Alessandra Nogueira, André Brown, Bárbara Sotério, Biratan, Cida Calu, Glen Batoca, Cris Pires, Guto Respi, Guidacci, Hermé, Inês Maciel, J.Bosco, Jeff Bonfim, Junior Lopes, Liliana Ostrovsky, Luiz Mondego, Magon, Marcia Mendes, Marguerita Bornstein, Mônico Reis, Nei Lima, Pedro Dias, Romero Cavalcanti, Rose Araujo, Shimamoto, Souza, Zé Andrade e Zé Roberto Graúna.
A Sala de Cultura Leila Diniz fica na sede da Imprensa Oficial do Rio de Janeiro, Rua Heitor Carrilho, 81, Centro de Niterói.

27 de out. de 2012

Viradão Impressionista no CCBB RJ

Meu povo do Rio de Janeiro:

Não venho falando, nas postagens dos últimos finais de semana, que a Cultura e a Arte no Rio estão efervecentes? Que, finalmente, esta Cidade de bundas-praias-carnaval está crescendo e virando gente grande, de verdade? Pois são as Artes e as Culturas que definem o grau de civilidade de um lugar.

Neste fim de semana, começando hoje, sábado, à partir das 9 horas da manhã e vai até amanhã, domingo, às 9 horas da noite, o VIRADÃO IMPRESSIONISTA NO CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). E será non stop, 36 horas diretas para curtir as 85 obras-primas do acervo do Museu d’Orsay, de Paris, com as maravilhosas obras que a maioria de nós apenas viu em livros e na internet. Paul Cézanne, Paul Gauguin, Claude Monet, Edgar Degas, Pierre-Auguste Renoir e Vincent Van Gogh são apenas alguns dos grandes gênios da pintura impressionista que estão expostos no CCBB.

E, pra ficar perfeito: é 0800, di grátix! Entrada franca! E ae, vamos? Quem sabe não nos encontramos por lá, ainda hoje?

Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Museu d’Orsay

4 Ago a 7 Out
Local: Subsolo, térreo, 1º, 2º, 3º e 4º andares | CCBB SP

Horário: Terça a domingo, das 10h às 22h 

A exposição traz pela primeira vez ao País uma seleção de 85 obras-primas do acervo do Museu d’Orsay, de Paris, e ocupa todos os espaços do CCBB. A mostra, que reflete a história da pintura ocidental no período que compreende a segunda metade do século XIX e início do século XX, é dividida em módulos temáticos que apresentam as obras de Camille Pissaro, Claude Monet, Edgar Degas, Edouard Manet, Henri Toulosse-Lautrec, Paul Cézanne, Paul Gauguin, Pierre-Auguste Renoir e Vincent Van Gogh, entre outros mestres.

A curadoria é de Guy Cogeval, presidente do Museu d’Orsay; Caroline Mathieu, conservadora chefe do Museu d’Orsay e de Pablo Jimenez Burillo, diretor-geral da Fundación Mapfre.

24 de out. de 2012

Monumento homenageia animais vítimas do abandono

Acabei de ver esta foto no meu Facebook. A escultura, por si só, já emociona ao passar tão claramente a sua mensagem, que é tão contundente que poderia ser dispensado o texto explicativo, mas que se torna necessário, pois nem todos atinam de primeira com a imagem que percebem.

O texto a seguir é do site da ANDA - Agência de Notícia dos Direitos Animais.

Monumento homenageia animais vítimas do abandono

A protetora dos animais de O Morrazo, Moaño, em Pontevedra, Espanha, inaugurou em março deste ano, o primeiro monumento espanhol dedicados aos animais abandonados.
A peça é obra da artista Marín Carmen Grandae, que a esculpiu em pedra doada pelo vereador e deputado José Fervenza. Ambos colaboraram de forma voluntária à iniciativa da presidente da Sociedade Protetora de O Morrazo, Lela Soage.
A escultura representa um cachorro sem raça definida, com um gatinho entre suas patas. Atualmente, a obra está exposta na orla marítima da cidade.(Pontevedra/Espanha)

O monumento tem como objetivo ser uma recordação contra o abandono e maus-tratos aos animais. “Que as pessoas o vejam e saibam que os animaizinhos sofrem”, diz Soage, que começou a
desenvolver a ideia de um monumento aos animais de rua há anos, enquanto cuidava de cerca de 200 cães no refúgio de Moaña.

“Cansada de estar ali dentro e testemunhar o sofrimento e sua tristeza, pensei que devia fazer alguma coisa para sensibilizar as pessoas que não tem essa consciência, as pessoas sem coração que abandonam os pobres animais”.

(kylvia)

Fonte: ANDA
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