9 de ago de 2016

Ainda em Férias!


Teve uma postagem ontem, mas já estava programada, afinal os gatos merecem esse tipo de coisa :)

AINDA ESTAMOS EM FÉRIAS!

E voltaremos em Setembro, junto com a Primavera \o/

Até mais!
 

8 de ago de 2016

Hoje - Dia Internacional do Gato


Em 8 de agosto de 2002, foi instituído o Dia Internacional do Gato, uma iniciativa da International Fund for Animal Welfare (Fundo Internacional Para o Bem-Estar Animal), como uma forma de sinalizar os maus-tratos e preconceitos que essa maravilhosa criatura sofre até os dias atuais.

No site da ANDA, foram listados e desmistificados 12 mitos a respeito dos gatos. Vale uma lida, pois há itens que nem os amantes de gatos devem saber - e muito interessantes :)

Feliz Miau-Dia!

Mitos:

1) “Todo gato caça passarinho e rato”

Muitos gatos não caçam, outros pegam passarinhos e ratos, mas não machucam e outros pegam e matam. Depende da personalidade de cada um. Da mesma forma, nem todo cão detesta gato, alguns não ligam para os gatos e outros os atacam. Os animais mais evoluídos não têm comportamento padrão. No entanto, ratos fogem de gatos instintivamente. Por isso, basta ter um gato na casa para os gatos se mandarem. Basta ter uma caixinha com areia de gato usada para os ratos procurarem outro lugar para viver.

2) “Gato gosta da casa e não do tutor”

Uma das maiores inverdades já espalhadas. Os gatos amam e acompanham seus tutor. Quem tem gato sabe disso e quem nunca teve deveria ficar quieto.

3) “Gato que não faz suas necessidades na areia é mal-educado”

Todo gato instintivamente, desde pequeno, procura a caixa de areia ou o jardim de uma casa para fazer xixi e coco. Atentos a sua higiene pessoal, eles cobrem tudo. Quando fazem fora da caixinha é porque ela já está suja demais, com pouca areia, perto da comida ou porque eles estão com algum problema de saúde e querem chamar a atenção para isso

4) “Gato dorme de dia e fica atento à noite”

Depende da personalidade do gato e costumes da casa onde vive. Em geral, gatos dormem junto com seus tutores e acordam com eles. Alguns, geralmente mais jovenzinhos, continuam brincando à noite, mas a tendência é se ajustarem aos costumes dos tutores e dormirem a noite toda. Claro que isso não vale para gato abandonado.
 
5) “Gato é traiçoeiro”

Inverdade sem qualquer fundamento. Gatos amam e defendem seus tutores. São carinhosos e companheiros, com exceção de um ou outro que já esteja muito traumatizado ou tenha se mantido selvagem, mas ainda assim o termo traição não se aplica. Algumas pessoas passam a mão onde alguns gatos não gostam como na barriga deles e, se são levemente arranhadas por isso dizem que o gato é traiçoeiro. Se eu enfiar o dedo no ouvido de uma pessoa e ela der instintivamente um tapa na minha mão posso dizer que ela é traiçoeira?

6) “Gato absorve energia negativa”

Na verdade, gatos absorvem e dissipam energia eletrostática de aparelhos elétricos e eletrônicos e de seus tutores se estiverem “carregados” dessa energia e, normalmente, todo mundo que passa o dia na frente de um computador tem bastante energia eletrostática acumulada no corpo. Nesse caso é ótimo ter um bichano no colo ou para dividir a cama. É uma limpeza natural do corpo e ambiente. É por isso que gatos dormem sobre impressoras, modens, TVs e tudo que for quentinho e estiver ligado na eletricidade.

7) “Gato é frio, distante e independente”

Independência está presente em muitos gatos, mas isso não quer dizer que são frios e distantes. Muitos gatos fazem valer sua vontade deixando, por exemplo, de comer uma ração que não apreciam e não aceitando a imposição de uma caminha ou lugar para dormir. Mas esse comportamento não tem nada a ver com frieza e sim com vontade própria.

8) “Gato detesta água”

A maioria não gosta de banho e chuva, mas há cada vez mais exceções. No entanto, vale lembrar que não há necessidade de dar banho em gato, principalmente, se ele não sai de casa. Eles mesmos se banham e precisam fazer isso. Pote com água para beber é essencial, mas eles preferem água corrente, saindo da torneira ou de uma fonte.

9) “Gato transmite toxoplasmose”

Em casos raríssimos, pois, a mais comum forma de pegar essa doença é ingerindo carne mal-passada. Nem todo gato tem a bactéria da toxoplasmose e, mesmo quando tem, só a elimina uma vez na vida nas fezes. Uma única vez. E é nessa ocasião que, se a pessoa tiver contato muito direto com as fezes poderá se contaminar. Mas todo mundo usa pazinha para recolher as fezes, né? Então contaminação por meio do gato é algo muito, mas muito raro.

10) “Gato sempre cai em pé”

Depende da distância do solo e do tipo físico do bichano. Um gatinho fora do peso não gira no ar e cai em pé. Se a altura for pequena e o gato for solto de barriga para cima ele pode cair deitado e se ferir. Se a altura for alta demais ele pode morrer e sofrer graves fraturas. O gato tem a habilidade de cair em pé, mas depende das condições dele e da queda.

11) “Gato não passeia de coleira”

Passeia sim, mas preferem peitoral porque eles não gostam de ser conduzidos pelo pescoço. E nem é preciso acostumar desde pequeno. Alguns gatos aceitam o peitoral depois de adultos, enquanto outros não aceitam nunca. Mais uma vez, depende muito da personalidade do bichano que tem que ser respeitada.

12) “Gato não atende pelo nome”

Atende. Entende o nome e outras palavras, assim como os cães e outros animais. E se comunicam conosco. Quem tem gato reconhece alguns miados e entende o que o gato está querendo.
 

1 de ago de 2016

FÉRIAS! I'm be FREE!


SAINDO DE FÉRIAS!!!

E o PatriciaDo permanecerá também em férias, até setembro.

ATÉ LOGO!
AU REVOIS!
SEE YOU LATER! BYE!
ĜIS!
¡ADIÓS!
VISZLÁT!
   
 

31 de jul de 2016

Contagem Regressiva: 4, 3, 2...

Amanhã entro de férias e só retorno em Setembro. Eu, uma frô, retorno junto com a Primavera!
Não, não precisa chorar, sei o quanto já está sentindo saudades de mim.
Retornarei com um mooooonte de coisas novas pra contar, tipo isso aqui:

 Até lá, então.
... ou não. 

 

30 de jul de 2016

Quotes Conformistas


Sabe aquela hora em não há mais nada que possa ser feito e o negócio é se conformar? Então, temos aqui uma seleção de quotes conformados com a sorte que têm... tem alguns que destoam um pouquinho, mas no geral é aquela "se não pode vencer seus inimigos, junte-se a eles"...





29 de jul de 2016

Resenha de Livro - Ansiedade, de Augusto Cury


Temos aqui mais um livro produzido na Fábrica Augusto Cury... e, não, não estou elogiando a produtividade do autor, muito pelo contrário: estou criticando mesmo, pois Augusto Cury é um desses autores que descobriu a fórmula do sucesso, tipo receita de bolo, e a repete em todas as suas 300 obras!

Também não estou dizendo que o livro em questão é ruim, ou que as obras de Cury são ruins... apenas reclamo da repetição, pois elas até dão para quebrar um galho, se distrair e aprender alguma coisa. Se você pegar apenas um livro de Cury mais abrangente, nem precisa ler os outros, pois todos estarão falando a mesma coisa. Obviamente que isso é um excelente negócio para ele.

Ansiedade, como enfrentar o mal do século, de Augusto Cury, publicado pela Editora Saraiva, foi o segundo livro escolhido para leitura do mês no grupo de leitura que participo. Leitura do mês de maio, penei para encontrar o livro e tive que encomendar pela internet, e agora está em todos os lugares, até no catálogo da Avon Casa!

O livro é pequeno, em torno de cem páginas, e é fácil e rápido de ler: dependendo da sua disposição, dá para ler em uma só pegada, ou em intervalos durante um final de semana comum. Neste livro, Augusto Cury trata exclusivamente sobre a ansiedade, realmente um mal do Século XXI, porém não o maior, cuja medalha de ouro fica para a Depressão. Mas jargões clássicos do autor estão presentes também nesta obra, e às vezes em mais que uma vez: "Seja autor da sua própria história e não espectador", "Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros", "A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior perdoa, a inferior condena", pode ver muito mais clicando aqui.

Assim como Paulo Coelho - igualmente best-seller e com uma mega-sena de conta bancária com venda de livros - Augusto Cury é autor fast-food para leitores menos exigentes ou que topam qualquer coisa na falta de algo melhor. Seus livros são para ler e passar adiante (já que sou totalmente contra jogar livros no lixo, não recomendo isso, embora seja isso, rs). Mesmo em Ansiedade, o Mal do Século, o livro não é realmente baseado em estudos científicos, mas em conclusões próprias do autor que se gaba de ter desenvolvido a super teoria da inteligência multifocal (para ler de perto e de longe :P ). 

Para quem curte fast-book de autoajuda, o livro está baratinho e vale o investimento, mas acredito que se consiga informações mais abrangente e profundas na internet sobre a Ansiedade, que é apenas o segundo mal do século.

28 de jul de 2016

Resenha de Livro - Sob as cinzas de Stalingrado, de Marcelo Lacativa

Sinopse:

Cerca de cinquenta anos após a batalha mais sangrenta da Segunda Guerra Mundial a incrível história do soldado que lutou nas duas frentes do conflito é reconstruída por sua neta a única pessoa capaz de descobrir segredos que deveriam ficar enterrados para sempre.



Autor: Marcelo Lacativa
252 páginas
Editora: Rocco (2008)

Meu Achismo:
Eis um livro surpreendente. E como um bom livro nacional surpreendente, é ignorado pelo grande público e desprezado pelo leitores costumazes. Encontrei e comprei este livro por acaso, no estande da Imprensa Oficial; era um dos livros do Projeto Mais Leitura e custou apenas R$ 2, mas nas livrarias ele está com preço normal de livro, por volta de R$ 30.

Logo no início do Romance, pensei ter caído em uma armadilha... o discurso esquerdista do professor de História, exaltando a Rússia de Stalin, me fez revirar o estômago. Igualmente os alunos com suas conversas sob doutrinação de Antônio Gramsch, se contrapondo à protagonista da trama, Anna Ivanovna, tida como uma burguesinha insossa, ainda mais por ser neta de um grande industriário russo radicado no Brasil.

Felizmente, o discurso esquerdista para por aí, e a trama se mostra envolvente e muito bem trabalhada.

É certo que há uma certa exaltação à Rússia de Stalin, por conta do feito na Batalha de Stalingrado que conseguiu pôr fim ao avanço da Alemanha e, praticamente, ao fim da Segunda Guerra Mundial.

Apesar do cenário de guerra, a história se desenvolve através de um conturbado romance entre os avós de Anna: um soldado russo vira-casaca e uma enfermeira, que enfrentam adversidades da guerra e de caprichos humanos para ficarem juntos.

A história não é linear, pois vai do passado ao futuro, e do passado em tempos diferentes, dando voltas espiraladas para chegar a um desfecho de grande emoção. Só é necessário ficar um pouco mais atento à leitura, mas a narrativa é tão bem escrita que você não se perde, pois fica preso à história e acaba por ser lembrar de pormenores, que são as peças chaves para a ligação entre os tempos pretérito, passado e presente, se assim posso me referir a dois passados de um mesma época.

Marcelo Lacativa foi ardiloso e muito inteligente para montar e amarrar a trama, não a toa que ele dedicou quatro anos e muitas pesquisas para concluir sua obra (prima). Não apenas romance (que não tem nada de água com açúcar), mas também dados reais da própria História e muitos dramas de guerra, que desmistificam um pouco os super disciplinados soldados alemães, os patrióticos soldados russos e o poder bélico da própria Rússia.

E Sob as Cinzas de Stalingrado é uma prova de que tamanho não é documento. Com apenas um pouco a mais de 250 páginas, você dispõe de uma obra completa e riquíssima em narrativa e enredo. É uma leitura fluída, não condensada, e que usa a arte do dizer muito em poucas palavras. Com certeza, uma raridade entre as literaturas dos dias de hoje, que precisam ser, no mínimo, uma trilogia para contar uma história que seria completa e fechada em apenas um conto. 

Leitura recomendadíssima. 


27 de jul de 2016

Quotes Malcriados

Porque são poucas as coisas no mundo tão libertadoras quanto um palavrão certeiro desferido... a alma fica mais leve e a gente precisa disso de vez em quando.










Sorry u.u

26 de jul de 2016

Resenha - Bonita Luz, o Sumiço do Anjo Barroco

Sinopse:

Bonita Luz é uma menina curiosa que ainda pequena enfrenta um momento muito difícil - a morte da sua mãe. Sozinha no Rio de Janeiro com o pai, que é transferido e se vê obrigado a viajar, a menina vai morar com a avó em Tiradentes, no estado de Minas Gerais. O que poderia ser uma experiência traumática transforma-se então em um horizonte de descobertas e aventuras - Bonita faz novos amigos e é apresentada ao confortável mundo da comida caseira, dos doces de Minas e da vizinhança de uma cidade do interior. Além de muitas descobertas, Bonita faz um grande amigo - é o menino Quincas, que trabalha como guia turístico na cidade. Juntos, Bonita e Quincas envolvem-se em um mistério que mobiliza várias pessoas; o sumiço de um anjo barroco, que foi roubado da sacristia da igreja. Muitos são os suspeitos, entre eles um homem estranho conhecido por todos como 'o louco'. Bonita Luz conduz o leitor pelas paisagens de Tiradentes - como a maria-fumaça, os antiquários e as belas igrejas - e revela a importância de se enfrentar desafios e ter coragem de experimentar o desconhecido.

Autoras: Ana Maria Moretzsohn e Patrícia Moretzsohn
Ano: 2006
Editora: Record
Páginas: 178

Meu Achismo:

Bonita Luz, O Sumiço do Anjo Barroco, é um livro nacional destinado ao público infanto-juvenil, e trata das aventuras da pequena Bonita Luz, uma menina de nove anos, quando ela se muda com a avó paterna para a cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, após o desencarne de sua mãe. Apesar do início um tanto pesado para uma literatura destinada a um público tão jovem, a leitura é leve e descontraída que muito lembra as aventuras dos livros da Coleção Vagalume da década de 70.

Tive a impressão de que as autoras pretendiam transformar Bonita Luz em uma série literária, mas pelo visto ficou mesmo num único livro. A aventura é fechada, com início, meio e fim, mas o final dá a entender que haveria uma próxima história, desta vez vivenciada na Bahia.

A história trata de morte, diferenças religiosas e culturais, ideais e conceitos morais. Seria uma boa leitura para as crianças, não fosse o episódio da morte da mãe da protagonista. As pessoas já têm grandes problemas de tratar deste assunto, e quase ninguém trata disso com suas crianças... se for uma criança sensível demais, pode ocorrer algum tipo de trauma. Fora isso, é um dos poucos livros escritos na atualidade que não contém uma doutrinação esquerdista, exceto pelo ateísmo do pai de Bonita, cuja ideia é cortada logo que a menina se muda para a casa da avó em Minas Gerais, e vai conviver com pessoas de duas denominações cristãs, conhecendo assim um pouco das religiões mais influentes no nosso país.

Leitura para todas as idades, mas com algumas passagens confusas. Tem mistério, tem suspense e a trama tem um desfecho um pouco inesperado. Acho que tem um excesso de personagens para uma história tão curta (tirando páginas com ilustrações e diminuindo a fonte, o livro não daria nem cem páginas), e algumas situações que parecia que seriam melhor desenvolvidas, ficaram perdidas pelo caminho. No entanto, nessas questões, nem sempre é culpa dos autores, mas da própria editora que manda condensar a trama para caber em determinado número de páginas.

Bonita Luz é um bom entretenimento, é uma leitura saudável que traz informações culturais a respeito de Tiradentes e cidades vizinhas. Conforme a protagonista Bonita Luz vai aprendendo novas coisas e anotando em seu caderninho, o leitor aprende junto. Leitura recomendável para crianças não muito sensíveis e para todos em geral.

25 de jul de 2016

Resenha de Livro - Petrus Logus, de Augusto Cury

Livro - Petrus Logus: O Guardião do Tempo
 
Quando as fontes de água secaram, as terras tornaram-se inférteis e a violência tomou conta do planeta, a Catástrofe aconteceu. E agora, cem anos depois, o mundo aos poucos está se reestruturando e novos povos começam a surgir. O Reino de Cosmus, liderado com mãos de ferro pelo poderoso rei Apolo, se destacou perante os demais e se tornou um grande império. Com a ajuda de seus conselheiros, entre eles Terrívius, Demétrius e Cômodus, e do sumo sábio Superius, Apolo prega que o conhecimento foi o responsável pela destruição do mundo e, por isso, proíbe o uso da tecnologia e todo qualquer tipo de educação: dos livros às escolas.

Porém, apesar de todo o seu poder, Apolo não consegue controlar um de seus filhos, o príncipe Petrus, que, ao contrário do irmão gêmeo Lexus, não está interessado no poder e nos treinamentos para batalha. Petrus é apaixonado por aprender. Educado pelo sábio Malthus para ser um líder justo e generoso, Petrus é visto pelo pai como um rebelde e sofre as consequências por ser uma mente livre. Condenado a usar a Máscara da Humilhação, utilizada para castigar os maiores criminosos do reino, o jovem príncipe precisa sobreviver para realizar sua grande missão, que poderá mudar os rumos da História, e precisará de muita coragem para se reinventar e ser feliz. E, para isso, contará com uma ajuda nada convencional. 

Informações Técnicas:
 
Autor: Augusto Cury
Título: Petrus Logus
Subtítulo: O Guardião do Tempo
Páginas: 296
Editora: Saraiva
Ano: 2014
Assunto: Literatura Brasileira - Ficção Fantasiosa
Idioma: Português

Meu Achismo:

Mais um livro de auto-ajuda das auto-teorias de Augusto Cury, disfarçado de Literatura Fantástica para adolescentes e jovens adultos. Todos os chavões de Cury estão TAMBÉM presentes nesse livro, só que espalhados pelas quase 300 páginas e nas bocas de variados personagens.

Apesar disso - e outros quintais que mencionarei - é um bom livro, pois entretém sem entediar. Acredito até que seja mesmo um ótimo livro para se presentear às crianças, especialmente àquelas no início da adolescência, pois se aborda muitos conceitos como preconceito social e racial, preservação ambiental, fé, coragem, confiança e outras coisas legais que fazem o mundo ser menos selvagem, se assimilados no cerne, é claro.

Petrus Logus é Literatura Fantástica enveredada pela Distopia, entretanto não tem aquele tempero que nos faz vivenciar a história e mantê-la viva mesmo após terminado o livro. Aliás, nos Romances de Augusto Cury sempre faltam o tempero próprio da narrativa, que no caso dele sempre são narrativas engessadas, que não possuem a maleabilidade de uma história fluída, embora o autor ainda se atreva a ser filósofo e poeta em algumas passagens! Como a intenção é apenas ganhar mais e mais dinheiro, não há a preocupação de se oferecer literatura romanceada verdadeiramente, apenas um apanhado de chavões e repetições distribuídos por tramas muitas vezes até pueris e confusas. Sequer o psicológico dos personagens são trabalhados de forma a parecerem pessoas reais, e não personificações de condições psicológicas.

O personagem principal, Petrus Logus, é o protagonista, enquanto seu irmão gêmeo, Lexus, o antagonista, ambos simplesmente versões psicológicas opostas em todos os quesitos. Tem o "escudeiro" do mocinho, Laurus, que o autor confunde palhaçada com bom humor. Tem a mocinha "gata borralheira". Tem o mestre do mocinho, Malthus, que me pareceu inspirado em Mestre Ioda (Star Wars), porque não parei de visualizar o personagem dessa forma. E tem toda a cúpula do mal, incluindo o pai do protagonista, que só existe para continuar a fazer da Terra um mundo horrível para se viver.

O maior disparate do livro é que APENAS 100 anos após a Terceira Guerra Mundial e a destruição da superfície planetária e seus habitantes, o mundo já vivenciava novos conflitos e novas lendas. Cem anos é um tempo muito curto para um novo sistema de civilização se erguer das cinzas. Mil anos seria mais crível. Muito curto também para já possuir uma população de mutantes (tipo um cara com quatro braços, por exemplo!) e já estarem apartados das demais populações de "gente normal".

Embora Augusto Cury tenha utilizado uma pequena frase para mostrar que seu personagem não era perfeito, Petrus Logus é um super humano beirando o Gary Stu, e não se diferencia muito de outro(s) personagem(ns) de outro(s) livro(s), como em O Vendedor de Sonhos. Petrus é o Guardião do Tempo, e tem o poder de viajar pelo tempo e espaço através de um desdobramento quântico, ou "buraco de minhoca". É tipo um messias, um escolhido, coisa do tipo super herói.

O livro serve para entreter e é divertido, mas comete o sacrilégio de não querer ser apenas 1 livro: precisa ser uma novela, uma série! Então haverá outros livros em sequência, apenas não sabemos quantos e quando serão lançados. Já se passam 2 anos do lançamento de Petrus Logus e não há nenhuma notícia de uma segunda parte a caminho, portanto o livro finaliza inacabado, deixando a resolução para o futuro. 

Comprei Petrus Logus numa promoção da Saraiva, juntamente com outro livro de Cury, Ansiedade, para a leitura do grupo que participo. Custou menos de R$ 15 e achei que o valor seria bem empregado, por isso arrisquei. Mas não aconselho a pagar por mais que isso, pois você poderá sentir que jogou dinheiro fora.

 
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