18 de out. de 2012

Filme – A Casa do Lago


A bela capa do lançamento no Japão
The Lake House, 2006
Keanu Reeves e Sandra Bullock
98 min. Warner Bros.
“O romance finalmente entrou na vida da Drª Kate Forster. Ele é complicado, de fato, graças à distância que a separa de seu amor. Ela está no centro de Chicago. Ele está em distante subúrbio. E tem mais: ela vive em 2006. Ele, em 2004!
Keanu Reeves e Sandra Bullock se reúnem novamente desde o lançamento de “Speed – Velocidade Máxima”, para estrelarem esta bela história de amor que transcende o tempo. Tudo começa quando Kate se muda de sua deslumbrante casa à beira de um lago e deixa uma nota para o próximo inquilino, o arquiteto Alex Wyler. Eles começam a trocar correspondências e rapidamente descobrem que foram feitos um para o outro... apesar de ficarem separados por dois anos. Eles podem se encontrar? O que aconteceria se eles tentassem? Mágica e emocionalmente rica, A Casa do Lago é uma história de amor perfeita para 2004, 2006 e para todos os anos.”

É provável que você tenha torcido o nariz diante desta horrorosa sinopse que acabou de ler. Eu também torci e não teria adquirido o DVD se ele não me tivesse sido indicado por minha prima Suzenne Kovacs.

The Lake House, A Casa do Lago, é “um filme cativante e irresistível”, como bem descreve os críticos Ebert e Roeper. É um filme contemporâneo com um leve toque de fantasia, um romance surgido nas raias do absurdo, que se constrói, cresce e desanda diante de uma realidade improvável.

Sandra Bullock é Kate Forster, uma jovem médica que vive uma vida melancólica dividida entre casa, trabalho e visitas esporádicas à mãe, uma viúva que tem a vida igualmente introspectiva.

Ao romper com o único namorado que teve, Kate aluga e vai morar numa peculiar casa de vidro construída sobre um tranquilo lago, onde tem por vizinhança apenas a serena paisagem. Porém, a história começa quando Kate finalmente se muda da Casa do Lago, deixando, na caixa de correio, um carta destinada ao próximo inquilino.

Esse tal “próximo inquilino” é Keanu Reeves, que protagoniza Alex Wyler, um jovem arquiteto que cultiva uma eterna mágoa contra o pai, submerso em sua própria vida e sem grande preocupação com o mundo exterior.

Embora Kate e Alex sejam conterrâneos, o contato entre eles se dá através de cartas, pois estão absurdamente separados pelo tempo, num espaço de dois anos!

O elo de conexão entre eles é a caixinha de correio da Casa do Lago, e o agente que os ligará e os fará se encontrar no futuro é a cadelinha Jack, uma criaturinha aparentemente comum, mas um serzinho encantado que aparece do nada para ambos e do nada desaparece quando sua "missão cupido" é concluída.

Apesar dos atores serem figurinhas constantes em filmes-pipoca, e o próprio filme em si aparentar ser um simples água-com-açúcar de Sessão da Tarde, ele é muito mais, muito além disso.

A Casa do Lago é quase um filme-arte. É filosófico ao se movimentar por entre os pequenos dramas e tragédias pessoais de todos os personagens. É conceitual ao percorrer pelas construções de Chicago, mostrando a arquitetura como uma arte filosófica, um conceito de vida. A atmosfera plácida e melancólica da própria casa de vidro construída sobre um lago num subúrbio campestre e desabitado, é repetida ao longo dos 96 minutos do filme. Introspecção, melancolia, placidez, erros cometidos que nunca tiveram a sua redenção.

E, assim como o livro de Jane Austen, “Persuasão”, o preferido de Kate e que é citado algumas vezes no filme, A Casa do Lago fala de um romance que sobrevive ao tempo e sobre a paciente espera pelo momento certo desse romance se concretizar. Porém, ao contrário do livro, a Espera é de fundamental importância para que esse Amor sobreviva, se consuma e dê certo.

Ao contrário da vida real, há um final feliz, em que a longa espera foi vital para isso. Assim como no livro de Jane Austen e aqui na vida real, um romance esperar para ser realizado chegará tarde demais para que dê certo...

Mas, neste, há um happy end!


 

17 de out. de 2012

Augusto Boal e o Teatro do Oprimido

 
“O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores – porque observam. Somos todos
ESPECT-ATORES’”
- Boal.

Augusto Boal e o Teatro do Oprimido
“O teatro como instrumento de integração”

O Teatro é uma das mais antigas formas de expressão criada pelo homem e, igualmente, uma antiga arte que veio no encalço da literatura, contando histórias através de gestuais, vocalizações e (ou apenas) sonorização, dança, música, expressão. No passado, fora uma poderosa ferramenta de comunicação para as massas, com apresentações em locais públicos de grande transição, sendo utilizada não apenas para contar histórias para divertir e entreter, mas também como forma de protesto e de propagação de ideias, usada para fins políticos e revolucionários.

Como tudo, o Teatro evoluiu e muitas técnicas foram desenvolvidas, e hoje ele é utilizado largamente para diversas finalidades: desde o mero entretenimento e diversão até a forma de integração social entre os mais desafortunados. E é essa forma que iremos abordar: o teatro como instrumento de integração.
 

TEATRO DO OPRIMIDO

“Quando alguém pega um monte de areia e faz uma obra, ele passa a ser um escultor, assim como uma pessoa pega um monte de palavras e faz um poema se transforma em poeta. Essa é a nossa proposta. Queremos com essa maneira de fazer teatro, fazer fluir a capacidade artística contida dentro de cada um. Todos nós precisamos exercitar todas as nossas capacidades. Entendemos que é isso que precisa ser desenvolvido. Precisamos exercitar todas as nossas capacidades e a potencialidade estética. Admitamos que a palavra seja extremamente importante, mas existe também o som, o toque, a imagem, o silêncio. O que está ao nosso redor e percebemos e o que está ao nosso redor e não conseguimos perceber. No teatro ninguém pode ser mero observador, é preciso entrar em cena, se transformar no próprio artista e deixar fluir todo o seu potencial artístico.”                                   
Augusto Boal.

Não existe uma data especifica que defina o início do Teatro do Oprimido (TO). Augusto Boal, o teatrólogo que elaborou tal método, tinha como objetivo a democratização dos meios de produção teatral, que até então eram voltados para as camadas mais altas da sociedade, a fim de favorecer as classes mais baixas para o acesso a essa arte e transformar a vida de milhares de pessoas, além de tornar uma nova técnica para a preparação do ator, tornando o teatro mais natural, livre, visceral. Portanto, seus primórdios se encontram entre as décadas de 1960 e 1970, uma época perigosa para tal intento.

Inspirado nas propostas educacionais de Paulo Freire, Boal escreve vários artigos sobre um tipo de teatro mais humanizado e educativo, durante os anos de 1962 a 1973. Em 1975 é lançado o livro “Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas” pela editora Civilização Brasileira. Nasce, nessa época, a primeira técnica do Teatro do Oprimido: o Teatro Jornal (TJ). Inspirado no grupo norte-americano Living Newspaper, da década de 1930, o TJ trabalhava dramatizações a partir de notícias de jornal. A intenção era a conscientização das pessoas durante a ditadura militar. Porém, em 1971, no auge da ditadura, Boal é preso, torturado e exilado, mas mesmo isso não foi o suficiente para esse teatrólogo humanista abandonar os seus ideais. É quando o Teatro do Oprimido toma forma e força.

Os cinco primeiros anos de exílio de Augusto Boal foram passados na Argentina, país natal de sua esposa, Cecília Boal. Já em 1971, o seu texto Torquemada, sobre a Inquisição, é encenado em Buenos Aires e o teatrólogo desenvolve a segunda técnica do TO: o Teatro Invisível (TI).

O TI é um teatro da/na vida real e cotidiana em que o ator representa um papel e encena, mas os espectadores não tomam conhecimento disso. Acontece em espaços públicos, nas ruas, no meio da multidão. O ator pode estar fazendo o papel de um transeunte, de um mendigo, ou qualquer outro personagem comum ao dia-a-dia de uma localidade. É um teatro espontâneo, natural, improvisado, voltado para a reflexão do ator e dos envolvidos conscientes.

Em 1973, no Peru, o TO é aplicado num programa de alfabetização integral, dando início a mais uma nova técnica: o Teatro Fórum (TF). Praticado hoje em mais de 70 países, o TF visa a interatividade entre o público e os atores. Baseado em fatos reais, a peça mostra os conflitos entre oprimidos e opressores, aonde o primeiro perde o confronto e o público é convidado a tomar o lugar do protagonista (o oprimido), tentando buscar uma solução para o problema apresentado. O Teatro Fórum é a principal técnica do Teatro do Oprimido, pois atua no ponto central dos dramas diários, despertando reflexões do público – ou, como Boal os chama – os espect-atores.

Por volta desse mesmo período, Augusto Boal desenvolve uma outra técnica: o Teatro Imagem (TImg). Voltado para as populações indígenas e os descendentes de espanhóis na Colômbia, Equador, Venezuela e México. Trata de assuntos como o racismo e demais questões sociais segregatórias. A intenção é transformar em imagens cênicas o abstrato como os sentimentos, a imaginação, as condições, tornando-os concretos nas encenações e, assim, facilitando a compreensão, a assimilação dos fatos, o debate, os questionamentos. Através das experiências vividas no TImg, Boal escreve o livro “Murro em ponta de faca”, que o marca nessa época.

Em 1976, Augusto Boal muda-se para Portugal e leva à Europa o seu TO. Tempos depois, em 1979, funda em Paris o Centre du Théatre de l’Opprimé. Surge a técnica introspectiva do TO, o Arco-íris do DesejoMétodo Boal de Teatro e Terapia, usado para as questões interpessoais e individuais, para a introspecção e a auto-análise. Passa a ser usado com propósitos terapêuticos, inclusive em instituições psiquiátricas.

Augusto Boal volta para o Brasil em 1986 a convite do professor Darcy Ribeiro, então Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, durante o governo de Leonel Brizola. Cria-se a Fábrica de Teatro Popular, da qual Boal torna-se o diretor, com o objetivo de fazer do teatro uma arte de acesso a todos, estimular o diálogo e transformar a realidade social.

Nesse mesmo ano, o teatrólogo em parceria com outros artistas populares, cria o Centro de Teatro do Oprimido (CTO – Rio), na intenção de difundir o TO pelo Brasil. O CTO – Rio é atuante até os dias de hoje, com diversas programações voltadas para as áreas de saúde, educação e social.

Surge, então, mais uma nova técnica: o Teatro Legislativo (TL) – que rendeu, na prática, belos frutos: doze leis municipais, duas leis estaduais e dois projetos ainda em trâmite.

No TL são encenados os problemas sociais da cidade, estado, país, e os espectadores são estimulados a participarem, propondo leis e soluções para os problemas apresentados, desenvolvendo nas pessoas o gosto pela política e o exercício da democracia direta e participativa. Além dos atores e dos espect-atores, o TL conta, também, com a participação da “Célula Metabolizadora”, uma equipe formada por um especialista do tema proposto, um acessor legislativo e um advogado.

Para finalizar – até o presente momento – em 2007 é desenvolvida a Estética do Oprimido, cuja proposta é promover a expansão da compreensão do mundo e a transmissão desses novos conhecimentos adquiridos através da observação e compreensão aos demais indivíduos das comunidades onde os atores estão inseridos.
“Esta tem, por fundamento, a certeza de que somos todos melhores do que pensamos ser, capazes de fazer mais do que realizamos, porque todo o ser humano é expansivo.” ~Boal~
A Estética do Oprimido é um programa de formação estética que integra experiências com o som, a palavra, a imagem e a ética.

O Teatro do Oprimido é um método teatral dividido em várias técnicas que visam sempre a inclusão social das massas menos favorecidas da sociedade no contexto sócio-cultural-educativo, mostrando que todos têm capacidade de aprendizagem e desenvolvimento do ser, mostrando que o Teatro, uma antiga forma de arte e comunicação, também é uma ferramenta de integração social, aproximando e igualando os seus indivíduos. Levado às populações mais carentes, aos doentes nos hospitais, às escolas, aos internos nos presídios, o Teatro do Oprimido tem como proposta a mudança de vida e realidade das pessoas, ultrapassando barreiras e levando alegria e esperança aonde isso não mais existia. Todos são atores e espectadores no teatro da vida.
 
 
Augusto Pinto Boal nasceu em 16 de março de 1931, no bairro da Penha, Rio de Janeiro, e faleceu em 2 de maio de 2009, aos 78 anos, vítima de leucemia. Foi diretor de Teatro, ensaísta, dramaturgo e teórico. Formado em Engenharia Química, sendo Ph.D pela Columbia University, Nova Iorque, EUA. Na mesma época, estuda dramaturgia na School of Dramatics Arts, também em Colúmbia, com John Gasner. Em 1956, Boal volta ao Brasil a convite de Sábato Magaldi e Zé Renato para dirigir o Teatro de Arena de São Paulo. Escreveu cerca de dezoito livros, todos enfocando o Teatro, que foram publicados também em inglês, espanhol e francês. Seu método do TO é usado no mundo todo, nos cinco continentes, sendo Boal um dos nomes mais respeitáveis do meio. Tem uma verdadeira coleção de prêmios, a maioria internacionais, incluindo a Unesco e o Nobel.

“Ser Cidadão não é viver em sociedade, e sim transformá-la.”
Augusto Boal

Fontes de consultas:
     Jornal Capital Cultural #109, de maio de 2009 (Republicação e edição de entrevistas concedidas em 2006 e 2007)
     Teatro do Oprimido: pt.wikipedia.org/Teatro_do_Oprimido
     Site oficial CTO-Rio: www.ctorio.org.br
     Augusto Boal: http://pt.wikipedia.org.wiki/Augusto_Boal e www.ctorio.org.br/CURRICULO_BOAL

16 de out. de 2012

Filme - A Última Dança

Filme - A Última Dança
The Last Dance, Canadá, 2003.
Com Patrick Swayze, Lisa Niemi e George de la Pena
101 min. Flashstar Home Video

“Quando a Cia. de dança Dance Motive perde o seu diretor artístico, Alex Megrath (Mattew Walker), vítima de um derrame cerebral, não só a companhia. Perde seu fundador e gênio criador, mas sem ninguém para tomar à sua frente e substituí-lo, significa o fim. Alex deixou um grande legado de dança para entre os quais uma famosa coreografia criada há sete anos, mas jamais apresentada. A companhia agora vê a chance de se manter unida estreando esta obra. Entretanto, para que isso aconteça, eles precisam chamar os três dançarinos originais, Travis McPhearson (Patrick Swayze), Chrissa Lindh (Lisa Niemi) e Max Delgado (George Delapena) que haviam abandonado o grupo. Os três se unem, lutando contra o tempo e relacionamentos mal resolvidos, para dançar a coreografia, a mesma que havia terminado suas carreiras de forma traumática. E acabam descobrindo que antes de enfrentar a dança, eles terão primeiro que confrontar a verdade dentro de cada um.”
Diretor: Lisa Niemi
Elenco: Patrick Swayze, Lisa Niemi, Matthew Walker, George De La Peña, Timothy Webber
Produção: Rhonda Baker, Lisa Niemi, Patrick Swayze
Roteiro: Lisa Niemi
Fotografia: Albert J. Dunk
Este é claramente um filme-arte, quase biográfico, e foi escrito e dirigido por Lisa Niemi, esposa de Swayze por 34 anos (até que a morte os separou, de fato!). Assim como o marido, Niemi é também bailarina na vida real, iniciando sua carreira na escola da futura sogra, aos 14 anos.

Visceral e dramática, a história fala de dor, culpas, erros e separação. Os bailarinos Max Delgado (o lindo George de la Pena), Travis McPhearson (Patrick Swayze) e Chrissa Lindh (Lisa Niemi), arrastam suas vidas como bailarinos frustrados, já não sendo mais jovens e com quase mais nenhuma perspectiva ou esperança à grande paixão da dança, quando são contatados pela antiga companhia de ballet a qual faziam parte, por conta da morte do severo diretor Alex Megrath, que foi o responsável pela destruição da carreira dos três bailarinos.

O reencontro dos velhos amigos, após 7 anos de separação e sem saberem nada uns dos outros, não é fácil. Repletos de rusgas e mágoas do passado, o relacionamento entre eles será ora permeado por companheirismo e esperança, ora por rancores e assuntos não resolvidos. A superação que os três personagens deverão vivenciar vai além de vencer os traumas do passado que os legaram ao ostracismo e ao afastamento da razão de suas existências – a dança. Terão também que superar as mágoas, os rancores, as frustrações e a desesperança.

O filme não enfoca apenas um dos personagens. Há três protagonistas e todos os três têm igual peso na trama, cujos dramas mesclam-se uns aos outros, por vezes respingando-se em individualismos.

Porém, o elo de conexão entre Travis e Chrissa é muito mais profundo, por isso mesmo mais traumático. O ponto alto do filme é quando ambos, a sós, vivenciam teatralmente na dança a relutância do perdão e do esquecimento dos erros passados, a resistência à vontade da entrega e da reconciliação, gerando uma cena muda, dramática, repleta de beleza em que o conflito entre razão e sentimento duela numa dança repleta de significados e dolorosa sensualidade.

O fim é belo, como o é todo o filme. Os três bailarinos encontram a redenção ao superarem seus traumas, superando-se ao dançarem a coreografia que uma vez os condenou à falência artística.

Há muita dança, reflexões e bela fotografia ao longo dos 101 minutos de A Última Dança. É um filme que vale além de ver, mas também figurar na filmoteca particular.



15 de out. de 2012

Festival Literário e Exposição de Miniesculturas - CCBB RJ

O findão de semana não foi de praia para o povo do Rio - exceto por hoje, uma maravilhosa e deliciosa segunda-feira de céu mais azul que alguns dias chuvosos anteriores podem porporcionar. Mas para o carioca que sabe sobreviver sem uma prainha, houve eventos muito legais espalhados pela cidade.

Um deles foi no Centro Cultural Banco do Brasil - o Festival Literário CCBB (FLIBB), uma comemoração à reabertura da Biblioteca a ao aniversário de 23 anos do próprio CCBB. O evento durou todo o final de semana, desde sexta-feira, dia 12, e vai até a próxima terça-feira, dia 16. Com exposições de arte, mesas redondas, música, sarau e leituras, contando com autores, artistas e profissionais da área literária como Zé Andrade, Antonio Carlos Secchin, Cora Rónai, Leonardo Fuks, Sérgio Sant'Anna, Milton Gonçalvez, Beth Goular entre outros.

O destaque vai para a exposição "Na palma da minha mão", de Zé Andrade, caricaturista e ceramista, com suas incríveis miniesculturas feitas em argila, representando grandes personalidades da nossa terra, especialmente nossos escritores clássicos, como Rubem Braga, Ziraldo, Rachel de Queiroz, Monteiro Lobato, Jorge Amado, Lima Barreto, Ferreira Gullar e dezenas de outros mais. Na Exposição, estão 38 peças, pequenas caricaturinhas moldadas representando os expoentes da Literatura Brasileira.

O artista Zé Andrade e suas miniesculturas em argila.

Mas se não for possível ir ao CCBB amanhã, último dia do FLIBB, não se desespere. A mostra de Zé Andrade estará na Sala de Exposições da Biblioteca até o dia 16 de dezembro, lembrando apenas que o Centro Cultural fecha suas portas às segundas-feiras, estando aberto ao público, com infindáveis eventos, esposições, música, teatro, cinema, tudo ou gratuito ou a preços populares, de terça a domingo, das 9h às 21h.

O Festival Literário do CCBB e a Exposição Na Palma da Minha Mão está sob a curadoria de Clarisse Fukelman, com produção de Josie Menezes, Sergio Canizio e Mariana Grojsgold.

O CCBB fica à Rua Primeiro de Março, 66, Centro - RJ - Veja o mapa.


Visualizar CCBB em um mapa maior

12 de out. de 2012

Hoje - Oxum, N° Srª Aparecida e as Crianças

Ilustração de Weber Bagetti
Dia 12 de outubro, um dia cheio de motivos para comemorar. Pelo menos os motivos foram bem inventados para isso.

Cá, aqui no Brasil, temos três grandes comemorações, sendo que uma delas vale até um feriado: Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Oxum e o Dia das Crianças.

Nª Srª Aparecida é a Padroeira do Brasil, embora o Brasil seja um país laico desde 1889, quando da sua Proclamação da República, inclusive proclamando independência religiosa ao determinar a laicização do Estado.

O país é laico, porém o povo é religioso, mas um religiosismo mesclado, sincretizado, que faz com que seja algo leve e não fanatizado... ao menos, assim o era até surgir "novas religiões" com seus Achismos Dogmáticos, querendo tiranizar a mente e o espírito dessas pessoas em prol de enriquecimentos desnecessários e totalmente fora de propósito, uma vez que dinheiro não se come e poder não dá imortalidade...

Bem, tiranos religiosistas e alienados fanáticos à parte, a postagem aqui é para abranger num só assunto três questões distintas: Crianças, Nª Srª Aparecida e... Oxum!

Nossa Senhora da Conceição Aparecida (que é, historicamente, a mãe de Jesus Cristo, Maria de Nazaré, e o nome que se segue ao "Nª Srª" é referente aos locais de aparição - como Lourdes e Fátima, cidades da França e Portugal - ou nomes dados pelos devotos - como Nª Srª das Candeias, da Cabeça, Desatadora de Nós etc.) é uma Nossa Senhora "criada" no Brasil, por conta do aparecimento da imagem em terracota que acabou por originar toda essa devoção, a ponto de torná-la a Rainha do Brasil e Padroeira Principal do nosso país. É até uma história interessante de um Brasil Colônia sendo catequizado pelos padres da Companhia de Jesus (chamados "Jesuítas"), que você poderá ler na (Nossa Senhora da) Wikipédia - a "Santa" pela qual eu rezo muitas vezes, he :P

Nessa coisa única, que somente nós temos e só aqui acontece (entenda isso como uma ótima qualidade!), de um Estado Laico com um Povo de Religiosidade Sincrética, surgem devocionais e cultos que se mesclam e se tornam únicos em sua peculiaridade, como é o caso dos Cultos e Religiões de matriz africana (Candomblé, Umbanda de Nação, Jejê, Nagô, Santeria, Catimbó, Encantaria, Jurema Sagrada, Batuque, Tambor de Mina). Nesse sincretismo, temos Deidades de outros povos e panteões que se misturam, graças aos seus cultuadores, às Deidades da religião local ou dominante, no nosso caso a Católica (dominante, não local). Dessa mesclagem especificarei apenas um panteão: dos Orixás, Deidades provenientes dos povos de Daomé (atual Benin) e Yorubá (Nigéria), da África continental.

Os Orixás são representações humanizadas das Forças da Natureza, cultuados em várias nações e tribos da África Ocidental (lembrando que a maior parte dos países africanos são mulçumanos). Quando o Reino de Daomé sofreu a invasão e dominação de uma nação Yorubá, ocorreu o que os antropólogos chamam de aculturação, que é a assimilação e posterior mesclagem dos elementos culturais, sociais e religiosos de um povo pelos elementos do outro, seja por dominação ou imigração. Portanto, os Orixás originados no Daomé se integraram e, alguns, se fundiram aos dos Yorubás, surgindo aí um panteão com, entorno de, 600 Deidades.

Com a imigração forçada pela escravidão de indivíduos de nações Yorubás, algo das religiões ou cultos locais também foram integrados, sendo que apenas 18 Orixás "sobreviveram" nos "novos cultos" criados no Brasil. Dessas 18 Deidades, vamos especificar apenas uma, a de interesse máximo nesta postagem: OXUM, a Deusa do Amor e das Águas Doces.

As lendas que envolvem Oxum são várias, assim como várias são as versões para sua origem. Mas, seja qual lenda, seja qual versão, é consenso de que esta Orixá é uma Deidade que atua no campo do Amor, da Beleza, da fecundação, da fertilidade e da fartura, isto é, tudo aquilo que de melhor é oferecido pela Natureza, que é sempre Vida e Fartura.

Na Natureza, os campos de maior vibração dessa Orixá são os próximos às águas doces e correntes, como rios, lagos e cachoeiras, pois a água doce que flui é a água que transporta Vida, seja na forma de minerais, seja na forma de sementes, seja na água contida no sêmen, pois Oxum cuida exatamente do momento da concepção e, depois, é ela quem cuida e protege as mulheres durante a gravidez e dos bebês quando nascem, até falarem suas primeiras palavras.

Por sua origem e natureza amorosa, Oxum é chamada carinhosamente de Mamãe. É ela quem ampara, acolhe e cuida. Em uma das versões, ela é filha de Yemanjá e Oxalá, considerados os pais dos Orixás.

No Brasil, Oxum foi sincretizada pela Umbanda com várias Nossas Senhoras, de acordo com a região de culto, sendo que na Bahia ela foi sincretizada com Nª Srª Aparecida, sendo lá, hoje, o dia comemorado em sua homenagem.

As Crianças do Brasil:

Hoje, dia 12 de outubro, é institucionalizado o Dia das Crianças no Brasil, uma data que foi criada pelo político Galdino do Valle Filho, em 1920, oficializada em 5 de novembro de 1924, através do decreto 4867, pelo então presidente Arthur Bernardes.

Porém, a data começou a ser comemorada apenas em 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela em parceria com a indústria de fármacos e cosmética Johnson & Johnson, se uniram para criar uma campanha de marketing para aumentar as vendas no setor infantil, a "Semana do Bebê Robusto", efetivando-se, aí, a comemoração do Dia das Crianças.

A nível mundial, o Dia das Crianças é comemorado em 20 de novembro, quando da Declaração dos Direitos das Crianças pela ONU em 1959, criando-se o Dia Universal das Crianças.

No Brasil, na verdade, há duas datas para as crianças: o dia 27 de setembro, dia de São Cosme e São Damião (link 1 e link 2), e o dia 12 de outubro. O primeiro é uma data popular, criada em função dos santos católicos considerados protetores das crianças, e dos Orixás Ibejis, que são os Orixás que comandam a Linha das Crianças na Umbanda, que em algumas Nações e no Candomblé são chamadas de Êres.

No dia 12 é a data, aparentemente, comercial, que se divide em comemoração à Nossa Senhora Aparecida, a Rainha-mãe e protetora do Brasil, e à Oxum, Mãe amorosa e protetora das crianças pequenas. Será que tudo é apenas uma mera coincidência?

Ora Aie Ie o, Oxum (Salve a benevolente Mãezinha)
Rora Yeyé Gbémi! 
(Mãe Grandiosa, Proteja-Me!)

Intercedei por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Feliz Dia das Crianças!
 


11 de out. de 2012

E-books - Tempo Paralelo e Romances em Fragmentos

E ae, como tá a sua transição do livro impresso para o livro eletrônico? Está se adaptando facilmente? encontrando dificuldade? achando super bom porque os livros eletrônicos são mais baratos e não ocupam espaço (físico) e nem acumulam poeira?

Um e-book reader é o meu pedido para o Papai Noel neste ano. Aliás, o meu pedido é para que haja uma significativa queda de preço das tablets para que eu possa adquirir a minha e, aí... acho que nunca mais comprarei livros impressos, aushaushaush!

Oh, não! Nunca diga nunca! Só comprarei os meus próprios livros, acho, para as doações às bibliotecas...

Bem, se você já está mais que adaptada aos E-books ou pensa seriamente em partir para essa "nova" modalidade de leitura, então a postagem aqui vai te interessar, e vai interessar ainda mais acaso tenha interesses nos livros da Série Snake Storie's: Tempo Paralelo e Romances em Fragmentos ;)

Pois, então, se você era louca para adquirir os livros, mas achava os preços salgados demais (e o pior é que são mesmo e nem há nada que eu possa fazer quanto a isso :/), seus (quase todos) problemas (em relação a isso) terminaram! Agora pelo Selo e Site Amor & Livros, a Livraria Virtual especializada em vendas de romances pink, Tempo Paralelo e Romances em Fragmentos estão disponíveis para venda em E-book, em dois formatos: PDF e ePub, por apenas R$ 10 cada!

Poxa, com apenas R$ 20, você comprará dois livros que sairão, ainda, uns 30% mais barato do que a versão impressa de UM deles pelo Clube de Autores! E ae, é ou não é uma enorme vantagem?

Estas duas versões em E-book estão com a mesma diagramação do livro impresso, porém com o diferencial que são versões exclusivas do selo Amor & Livros, portanto, você estará adquirindo um produto de qualidade e confiança garantidas!

Acesse o site e garanta seus exemplares, que chegam rapidinho em seu email ;)


Uma super parceria com o site Amor & Livros e a Escritora Jossi Borges \o/

10 de out. de 2012

Ballet - O Lago dos Cisnes

O Sábado passado (06 de outubro) foi de muita emoção, de verdade.

E uma emoção foi assistir ao ballet clássico "O Lago dos Cisnes", no Teatro Carlos Gomes, em sua segunda apresentação na casa nesta temporada no Rio de Janeiro.

Sempre achei a Dança uma arte linda, especialmente o ballet, que foi um dos meus sonhos de criança, inclusive de querer "sair de bailarina" no Carnaval, rs (que também não se concretizou).

A peça, por assim dizer, é uma obra do compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840 - 1893), e conta uma bela história de Fantasia, daquelas bem clássicas, com princesas encantadas, príncipes heróis e um reino sob a conspiração de um bruxo malígno. A princesa Odette é amaldiçoada pelo bruxo Rothbart, então ela e suas damas de companhia são transformadas em cisnes, tornando-se novamente mulheres apenas à noite.

E Odette só poderá quebrar a maldição se ela for verdadeiramente amada por um homem íntegro... é aí que entra o belo e jovem príncipe Siegfried.

A peça é dividida em 4 Atos, possuindo quase 2 horas de apresentação. E não é meramente a estética do ballet que é apresentada ao público. A Dança é visceral, expressionista, e é através dos gestuais, das expressões e, obviamente, da dança em si, que a história é contada sem que uma única palavra seja dita ou mostrada. Isso tudo é aliado à própria música de Tchaikovsky, em que os bailarinos interpretam e interagem em cadência quase perfeita.

Neste "Lago dos Cisnes" apresentado pela Cia Brasileira de Ballet, o destaque vai para Helenilson Ferreira, o bailarino que representa magnificamente o Bobo da Corte. O rapaz é, simplesmente, sensacional!
A Companhia Brasileira de Ballet estreia no Rio a temporada de O Lago dos Cisnes, após uma turnê pelo país. A excursão da obra mais popular do compositor russo Tchaikovsky começa pelo Teatro Carlos Gomes, de quarta-feira (03) a domingo (07). Ele se apresenta ainda nas arena Dicró, na Penha, nos dias 27 e 28 de outubro, na arena Jovelina, na Pavuna, dias 31 de outubro e em 1º de novembro e no Imperator, no Méier, dia 07 de novembro.    
42 bailarinos estão no palco em O Lago dos Cisnes, e a direção geral e adaptação da coregrafia são assinadas por Jorge Texeira, que também dirige a companhia. A peça, que narra um conto de fadas baseado em lendas de mulheres cisnes, tem quatro atos. Em 2010, a história chegou às telas de cinema pelas mãos do diretor americano Darren Aronofsky, no filme Cisne Negro (Black Swan), com premiada atuação da atriz Natalie Portman.
A companhia já ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais e exporta talentos de dança para outros grupos. Além das artes, o projeto contribui para melhoria social através da ONG Ciranda Carioca, que auxilia 140 jovens, não apenas com o ensino do balé, mas também com moradia e alimentação.
Criada em 1967 pelo industrial Paulo Ferraz e sua esposa, a bailarina Regina Ferraz, a Cia Brasileira de Ballet tem como objetivo estimular a arte da dança e descoberta de novos valores artísticos. Em 2001, após um período inativo o nome da Cia. foi cedido ao professor Jorge Texeira, em reconhecimento ao trabalho técnico e artístico desenvolvido por ele e seus alunos.
“Muito cedo descobri que é isso que me faz feliz. Vivo em função da companhia e da luta para manter a ONG em atividade e para não deixar que bailarinos talentosos desistam da carreira por falta de condições financeiras. Não poderia ser diferente”, ele comenta.  Ou, como dizia Pina Bausch, “dancemos, de outro modo estamos perdidos”, completa o diretor Jorge Teixeira.

Outras datas da temporada no Rio de Janeiro:
- Arena Dicró, Penha – dias 27 e 28 de outubro
- Arena Jovelina, Pavuna – dias 31 de outubro e 01 de novembro
- Imperator, Méier – 07 de novembro

Vídeo da Companhia Brasileira de Dança, que se apresentou com
O Lago dos Cisnes no Teatro Carlos Gomes.

"Tchaikovsky: Swan Lake - The Kirov Ballet"
O Lago dos Cisnes - Ballet completo, com 1h e 55min de duração.

9 de out. de 2012

PROMO! Dia das Crianças


Nova promoção no site do Clube de Autores \o/
Promo do Dia das Crianças, com livros mais baratos que brinquedos (e infinitamente mais úteis!).
Mais uma vez a nossa editora Clube de Autores nos faz uma graça, dando 25% de desconto nos nossos livros - afinal, só assim mesmo para o site vender, claro!
Então, nem existe desculpa de não adquirir algum livro nacional de autor autopublicado. Livros impressos 100% sob demanda, como é no caso do CA, sempre são mais carinhos do que os livros publicados tradicionalmente, mas com essas promoções esporádicas, os valores se tornam competitivos, sendo igualados aos livros impressos aos milhares e vendidos nas livrarias.
Da minha parte, obviamente, indico os meus livrinhos.
Aproveite mais essa chance de conhecer um trabalho amador - mas, nem por isso, inferior ;)

ROMANCES EM FRAGMENTOS - de R$ 34 por R$ 27
TEMPO PARALELO - de R$ 36 por R$ 30
RAPTORES - de R$ 31 por R$ 25
CONTOS SEM CLASSE - de R$ 32 por R$ 27
PROJETO ENCANTADOS - de R$ 28 por R$ 22
 

6 de out. de 2012

Lançamento - E-book Diário de um Romance, de Ronaldo Luiz Souza

Ronaldo Luiz Souza, autor de "Raízes e Asas" e co-autor de várias boas antologias, acaba de lançar seu primeiro e-book de poesias românticas, o "Diário de um Romance". Disponível pela Amazon, o livro pode ser adquirido aqui.

Este foi um projeto que teve a minha participação como capista e ilustradora (isso foi em 2010). Infelizmente, com aquele probleminha de identidade (insegurança, diga-se de passagem, rs), assinei o projeto com o péssimo pseudônimo "RebiSnake", o que só prova o grau da minha crise de tripla personalidade, hahahah!

Bem, o que importa é que foi um trabalho super gostoso de executar. Ronaldo não é somente um ótimo escritor, como é também uma ótima pessoa, super gentil e alguém muito fácil para se trabalhar em parcerias.

Meu amigo Ronaldo Luiz Souza: muito sucesso em seu novo livro!

Meus parabéns!

4 de out. de 2012

OCTOPUS - Cie. DCA Philippe Decouflé


O mês de Setembro fechou com chave de ouro, ao ter seus dois últimos dias, 29 e 30, as únicas apresentações da Companhia de Dança e Teatro de Philippe Decouflé no Teatro Municipal Carlos Gomes (RJ), com o espetáculo misto OCTOPUS, que foi um verdadeiro atentado aos sentidos tão acostumados à banal rotina.

Dança contemporâena, teatro, filmes em telão interagindo com os artistas e música ao vivo com o eclético, raro e talentoso Labyala Nosfell e Pierre Le Bourgeois que, apesar de estar ali para fazerem sonoplastia e música ambiente, fizeram quase que um show à parte. O próprio Nosfell é um show, com seus acordes que vão do soprano ao tenor em segundos, da cantora lírica ao vocalista de Heavy Metal.

O espetáculo é contestador, atenta contra paradigmas, surpreende e te obriga a compreender a dança, a música, a encenação com outra concepção, como se virasse seus sentidos de audição, visão e consciência de ponta cabeça.



Direção Artística: Philippe Decouflé
Programa: Octopus

Philippe Decouflé nasceu em Paris em 1961 onde se formou na Escola Nacional de Circo. Estudou com o renomado mímico Marcel Marceau. Em 1982 foi para Nova York, onde trabalhou com Merce Cunninghan e Alwin Nikolais. Escolheu ser “clown” e acabou bailarino, coreógrafo e cineasta. É um mágico do insólito, um explorador de novos territórios, onde o gestual, a utilização de imagens e efeitos especiais, um profundo senso de utilização da cor e linguagens cênicas diversas se misturam para dar ao movimento um outro sentido. Seu estilo é único.

Em 1983, com o espetáculo Vague Café, criou sua companhia, a DCA (Decouflé & Cúmplices Associés). Até 2011 foram 28 criações e o reconhecimento de um grande público em todo o mundo. A relevância e abrangência do seu trabalho fizeram com que o Parc de La Villette, importantíssimo centro de atividades culturais de Paris, decidisse promover entre 06 de junho e 13 de julho deste ano uma grande exposição retrospectiva. Uma sucessão de instalações interativas apresentará ao público desenhos, filmes, elementos cenográficos e figurinos.

Octopus
, polvo em português, é uma peça em oito poemas coreográficos, oito tentáculos, com solos, duos e coreografias de conjunto elaborados com um cuidado especial. Em cena oito bailarinos e dois músicos (piano, violoncelo, violão, címbalos e canto). Obcecado pela ideia do belo, Decouflé faz de Octopus um grande espetáculo de charme e, ao mesmo tempo, uma requintada diversão popular .
Fonte: Teatro Alfa
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...