25 de out. de 2013

Patrimônio Histórico e Material


Patrimônio é tudo que provém do passado do homem, como um legado que atesta sua presença significativa na Terra. Esse legado tanto pode ser material, como objetos e construções, quanto imaterial, como mitos, crenças e modos de vida.

O Patrimônio Histórico e Artístico tanto pode ser material quanto imaterial, criado pelo Homem. Através dele, é possível conhecer a História do Homem e de Civilizações até já extintas. É um legado de produtos materiais, intelectuais e artísticos, móveis e imóveis, que podem ser entendidos como construções, objetos, indumentárias (materiais); narrativas, lendas, crenças, leis e códigos (intelectuais); monumentos, obras de arte, literatura, música, festas (artísticos).

O Patrimônio Material se restringe a tudo que é tangível. São bens de valor cultural. Construções e objetos construídos pelo homem, mas também espaços naturais, como paisagens e sítios arqueológicos. Nem todo Patrimônio Material se equivale a Patrimônio Artístico e Histórico, pois o primeiro se restringe a um conjunto de bens culturais que não são necessariamente de cunho artístico ou histórico, mas que contém sua importância para o conhecimento e compreensão do passado ou perpetuação para o futuro.

23 de out. de 2013

Resenha - “O imprescindível aporte das ciências sociais para o planejamento e a compreensão do Turismo”, de Margarita Barreto.


Resenha do artigo “O imprescindível aporte das ciências sociais para o planejamento e a compreensão do Turismo”, de Margarita Barretto.



BARRETTO, Margarita. O imprescindível aporte das ciências sociais para o planejamento e a compreensão do turismo. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 9, n. 20, p. 15-29, outubro de 2003.

Neste artigo, a autora Margarita Barretto busca respaldo para os estudos sobre o fenômeno do Turismo nas Ciências Sociais e na Antropologia, elencando diversos autores com trabalhos de peso publicados em épocas diversas, todos voltados para a abertura da academia em relação ao fenômeno em crescente expansão.

O Turismo, feito de forma livre, como ainda é hoje, gera mais impacto negativo do que positivo. De ‘forma livre’ entende-se sobre o Turismo de massa, vendido como produto de consumo. Sendo que o lucro imediato é o único objetivo nesse negócio, as demais questões são negligenciadas, especialmente às comunidades receptivas, que tem uma participação ínfima por ser necessária sua mão de obra – geralmente braçal e barata – ou quando seus modos de vida e sua cultura local são expostas como mais uma forma de mero atrativo, nem sempre espontâneo e autêntico, para arrecadar mais turistas e, consequentemente, mais dinheiro, tornando a comunidade em uma espécie de “zoológico cultural”, como descreve a autora ao citar o trabalho de referência de Urbanowicz em seu artigo.

Como demonstra no artigo de Barretto, o Turismo até hoje foi estudado e planejado apenas sob a ótica administrativa e econômica. Por outras Ciências não considerarem o fenômeno como digno de estudos e aprofundamentos, o que ocorre é o direcionamento para a atividade apenas pelo seu lado mercantil e lucrativo. Espaços e estruturas são criados para melhor atender e oferecer ao cliente-turista, porém nem sempre isso é feito de uma forma saudável, sustentável ou mesmo respeitando o meio ambiente, incluindo Natureza e População, ambas englobando todas as características inerentes de cada.

Há a geração de emprego e renda, mas, mais uma vez, nem sempre de forma saudável, organizada, estável. Há mais exploração do que emprego, mais esmola do que renda. Isso no ponto de vista positivo. No negativo, a degradação ambiental e humana pode descer a níveis escatológicos, desde a destruição de uma área de mata virgem para a construção de estruturas que terão uso por uma parcela minúscula da população – e não a local, esta apenas se como mão de obra barata – até a pedofilia em aliciamento de crianças para a prostituição infantil.

Ao expor seu ponto de vista sobre o fenômeno turístico em uma revista científica de Antropologia, Margarita Barretto mostra vários argumentos que validam a sua tese, a da urgente necessidade de se obter maiores estudos e pesquisas sobre o Turismo, uma vez que essa atividade, que se baseia especialmente no movimento de pessoas, logo movimenta o mundo num ir e vir recíproco, literal e figurativamente, precisa de uma atenção especial.

Essa atenção especial por parte de cientistas e estudiosos de áreas diversas – como nas Ciências Sociais e Antropologia – visa trazer o aporte científico necessário para a criação de políticas públicas que regulamentem o Turismo como uma forma de preservação dos patrimônios e bens móveis e imóveis, materiais e imateriais, incentivando práticas saudáveis e justas para obtenção de renda e geração de lucro, evitando a degradação ambiental da Natureza e do Homem, protegendo especialmente as áreas receptivas e sua população local, minimizando o impacto negativo de todas as formas possíveis.

Se o Turismo se tornará uma importante fonte de renda e lucro do Século 21, que este seja feito para trazer e construir o melhor para todos – turistas e locais – que seja feito para preservar, manter e aperfeiçoar, seja pessoas, seja locais, seja culturas. Para isso acontecer, o lucro pela atividade não pode ser o único objetivo.

Concluindo, Margarita Barretto mostra, em seu artigo, a amplidão a ser alcançada pelo Turismo por todas as Ciências, bastando que deem atenção e importância necessárias ao fenômeno que movimenta o mundo e que pode se tornar a chave para o resgate de antigas culturas e expressões folclóricas, para dignidade humana para os menos favorecidos, a preservação dos ambientes a serem desfrutados (jamais consumidos ou explorados) e movimentação financeira sem materialismo, ou pelo menos o excesso, como vivenciamos atualmente no consumo desenfreado – “Se quer ser feliz não compre coisas, viaje!”

Com a Ciência dando seu aporte ao Turismo, políticas públicas de incentivo e regulamentação da atividade, visando inclusive a proteção global das regiões turísticas, poderão ser criadas e tratadas com igual prioridade das necessidades mais básicas, como saúde, infraestrutura, saneamento, segurança e locomoção. Se o produto do Turismo são os lugares, então tudo está interligado. Se é bem conduzido, traz benefícios para todos – visitantes e habitantes... e o inverso ocorre quando há a negligência diante de uma atividade que movimenta tanto matéria quanto pessoas.

22 de out. de 2013

Despedida - Cecília Fidelli


Uma Estrela a mais no Céu,
um diamante raro a menos aqui na Terra.

Cecília Fidelli
 nos deixou silenciosamente, sem ter exposto seus problemas entre os amigos no Facebook.

A conheci através dos fanzines, no final de 90 e início de 2000. Ela fundara o Reviragita Poesia e distribuía como folhetim por todo o Brasil, e o fez por 16 anos.

Depois que eu aloprei com essa coisa de "cena underground" e fanzines, abandonando tudo sem dar nenhuma satisfação a nenhum dos meus contatos, fiquei sem saber de muitos deles por anos, até a internet se tornar uma realidade presente na vida de todos. Então, há menos de dois anos, Cecília e eu nos reencontramos no Facebook. Infelizmente, para a reta final dessa caminhada.

Faz e fará muita falta, Cecília.

Continue poetizando na Colônia em que estiver.


VIVER É O COMPROMISSO DE APERFEIÇOAR UMA ARTE.
(Do livro: Coisa Nossa)


21 de out. de 2013

RESENHA - "Memória pantaneira no curso do rio Paraguai”, de Álvaro Banducci Jr.



RESENHA do artigo “Turismo cultural e patrimônio: a memória pantaneira no curso do rio Paraguai”, de Álvaro Banducci Jr.

BANDUCCI Jr, Álvaro. Turismo cultural e patrimônio: a memória pantaneira no curso do rio Paraguai. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 9, n. 20, p. 117-140, outubro de 2003.

O artigo de Álvaro Banducci Jr trata sobre o impacto da hidrovia na costa fluvial do Rio Paraguai, entre os trechos da cidade de Cárceres (MT) e Porto Murtinho (MS). O estudo serviu de base para outro estudo, o do impacto socioambiental do Turismo no Pantanal, e avaliar o patrimônio histórico e cultural para um tipo mais específico da atividade turística.

Em poucas páginas expostas das anotações de viagem feitas da Expedição Cárceres-Porto Murtinho, é possível avaliar o impacto negativo ocasionado por uma atividade que se pretende chamar de turística, que é apresentada em sua pior faceta, a mais degradante: quando o Turismo é voltado exclusivamente para a questão financeira e, por consequência, se passa por cima de tudo e de todos para garantir o lucro final.

A Expedição Cárceres-Porto Murtinho, feita pela rede fluvial de hidrovia, através de 1200 km do Rio Paraguai, iniciando-se no Mato Grosso (em Cárceres) e se finalizando no Mato Grosso do Sul (em Porto Murtinho), tinha por principal objetivo fazer o estudo e mapeamento das zonas de degradação nas margens do Rio Paraguai, ocasionado pela exploração “turística” da região. A expedição foi promovida em conjunto das instituições CEBRAC e ICV, a pedido da WWF, que atua mundialmente pela preservação do meioambiente e manutenção da vida silvestre.

O “turismo” altamente degradante praticado na região colocou – e ainda coloca – em risco não apenas a flora e fauna nativa em seu delicado ecossistema, mas também a própria história do homem pantaneiro no curso da colonização que se iniciou no início do século XX e muito antes mesmo disso, dos povos aborígenes e primitivos que se pode datar em até 5 mil anos de ocupação humana na região.

Na região cortada pela hidrovia Paraguai-Paraná, o “turismo” praticado é o da pesca esportiva, duas atividades que, ao se misturarem, se tornam moralmente antiéticas, pois se pressupõe que tanto a pesca quanto a caça são atividades de subsistência, praticadas ao mínimo possível e apenas quando realmente necessárias (o que não é o caso, em absoluto, de qualquer um que viva em cidades ou localidades com o mínimo serviço de comércio e produção). Uma atividade de subsistência tornada esporte é, no mínimo, amoral.

No artigo de Álvares Banducci Jr, se expõe a pesca esportiva como atividade turística e rentável para o povo que vive nas regiões margeadas pelo Rio Paraguai, gerando empregos e renda extra para alguns que se favorecem de forma indireta. Em seu lado negativo – e até perverso – se expõe uma calamidade tanto social quando ecológica: a degradação do meio ambiente, da flora, da fauna, das águas e dos terrenos; a degradação humana, da submissão dos povos ribeirinhos até o aliciamento de crianças na prostituição infantil.

E, se apenas a degradação sócio-ambiental não fosse o suficiente, há ainda sérios riscos de se perder evidências e provas materiais da atuação humana na região, desde os primitivos povos aborígenes até, mais recentemente, a riqueza de uma época áurea das grandes fazendas e colônias. Enfim, o artigo de Banducci expõe os dois lados da moeda chamada Turismo: a sua pior faceta, quando é voltada ao lucro sob qualquer custo, visando apenas o momento presente; e a sua face nobre, com o qual o termo ‘turismo’ encontra sentido verdadeiro: quando se torna um propósito para a conservação dos bens patrimoniais, culturais, ambientais, móveis e imóveis; para a descoberta da História e a redescoberta de histórias locais; na manutenção de expressões culturais; na preservação da vida animal, vegetal e humana; em trazer perspectivas e oportunidades verdadeiras para as pessoas que vivem nas localidades, oferecendo um desenvolvimento material sadio sem que, com isso, abram mão de seu modo de vida e atividades.

10 de out. de 2013

Leitora & Livro - Celly Monteiro


Olha que coisa mais linda e mais cheia de graça!
É a CELLY MONTEIRO que vem mostrar
seu exemplar de Asas Negras =D
Se há o provérbio que diz "Digas-me com quem andas e te direis quem és", então
"proverbeio" o seguinte:
Mostras-me os Leitores que atestarei a qualidade do livro!
Graças, Celly!

4 de out. de 2013

Amazon Kindle Store

Agora, além da opção de ter um dos meus livros em formato impresso pelo Clube de Autores, você tem a opção de comprar em formato e-book na livraria da Amazon, a Kindle Store.
Os e-books estão variando de R$ 6 até R$ 10, e você tem ainda a opção de emprestar gratuitamente o seu exemplar para um amigo.

Por ora, os livros disponíveis são:
Raptores 1
Raptores 2
Caleidoscópio
Tempo Paralelo
Romances em Fragmentos
 Os demais livros - Raptores 3, Asas Negras e as coletâneas - serão disponibilizados em breve.

Para conhecer mais sobre os livros, você pode baixar o arquivo de degustação, que se encontra na barra lateral esquerda daqui do blog, em "E-book, distribuição gratuita" e acessar os blogs específicos de cada série - Projeto Encantados, The Snake Stories e Hybrida.

O link para ver os livros a venda é este aqui. Logo terei uma página própria que facilitará a busca pelo site ;)

23 de set. de 2013

Voltando com a Primavera!


Embora eu já tenha retornado das férias logo no dia 2 de setembro, somente agora me desocupei o suficiente para reabrir a nova temporada do PatriciaDo.

O bom de retornar agora é que volto junto com a Primavera, época de florescer novas esperanças em concretizar sonhos e colher o que vem sendo plantado há muito tempo. Pois se os ciclos sempre se renovam, devem ser renovadas nossas esperanças também, não é mesmo?

E volto com muitas coisas para postar aqui no Blog, de resenhas de livros e filmes, de histórias sobre datas especiais, de outras histórias a mais. Porém, estou com pouco tempo para me dedicar ao PatriciaDo, então muitas postagens ainda deverão demorar.

Um bom retorno para todos nós!
Uma Primavera repleta de realizações!
É bom estar de volta com você :)


1 de ago. de 2013

Em Férias!

Energia Vital do PatriciaDo:
Estarei em férias por todo este mês de agosto, portanto, minha aparição por aqui poderá ser pouca ou nenhuma durante esse período.
Porém, mesmo em férias, estarei preparando material para postagem no blog, pois não falta material para ler e resenhar :)
Desejo aos que ficam o mesmo que desejo para mim:
CAMINHOS ABERTOS!
Até mais!


31 de jul. de 2013

Padre José Moacyr Alves Pereira

Acabei de chegar do Cemitério São João Batista - um lugar bonito... há muitas esculturas para serem apreciadas.

Hoje foi a missa de corpo presente do Padre Moacyr, celebrada por Dom Orani Tempesta.


Padre Moacyr completaria 101 anos em 3 de setembro. Desencarnou na noite de ontem, sentado em sua poltrona, em seu quarto.

A sua única dificuldade era não ouvir nem enxergar muito bem. Fazia tudo sozinho, sem ajuda de nada nem de ninguém. Preferia usar as escadas do que o elevador. Gostava de contar sobre os anos que passou no Santuário de Caraça, MG.

Chegar aos 100 anos com muita lucidez, sem doenças e simplesmente entregar o Espírito é o que todos nós almejamos, mas para isso é necessário se despojar de muita, muita coisa - coisas externas e internas.

Muitos morrem todos os dias, mas acho que desencarnar é para poucos. Isso é realmente um prêmio ao se findar a missão existencial por aqui.

Trabalhe muito mais por nós, Padre Moacyr! Porque os Grandes Espíritos nunca descansam =)

30 de jul. de 2013

E-books para Degustação

Ainda é cedo para eu disponibilizar alguns livros em e-books - que será feito no futuro, para leitura online ou download gratuito - mas, aceitando uma ideia dada (indiretamente) pela amiga e autora Jossi Borges, criei e-books degustativos de alguns livros.

Estão todos no Drive do Google e podem ser lidos online ou baixados como arquivos.

Estes livros estão disponíveis, no momento, apenas em formato impresso, que podem ser adquiridos no Clube de Autores.

Segue os livros e seus links no Google Drive :)


Mas também dispomos de e-books completos para distribuição gratuita. Na barra lateral esquerda há um widget com a lista de livros para fazer download. É só dar uma olhadinha e escolher qual vai querer :)
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