7 de mar. de 2016

Capas de Fanfics Diversas

No fim das contas, nem foram assim tantas Fanarts que fiz para Fanfics, ainda menos para as minhas próprias. Encerrando essa sessão saudosismo dos Anos Dourados de Snake (pensei nisso só agora, na última postagem, dããã!), apresento as capas e Fanarts que fiz para Fanfics de autores diversos, da época do site Aliança 3 Vassouras (que era um excelente site que reunia enorme material referente ao Universo Potteriano, inclusive Fanfics de brasileiros ou lusófonos, hoje encontrado apenas como Fanpage no Facebook).

Também fiz para algumas autoras que se tornaram "amigas" do Snake, na época de FF.net e Orkut. Infelizmente, o sucesso não foi tanto quanto as Fanfics de Snake, provando que o carisma desse Alter Ego era muito superior que o meu jamais será.

Foram capas para Fics de terror, drama, romance e até comédia. Confira aquelas que consegui recuperar do meu antigo site, o Ridikulus Rabiskus.



















6 de mar. de 2016

Desenhador


Quando eu era criança, queria ser Desenhista Profissional, queria fazer Animação, como os desenhos que via na TV naquela época. Lembro bem amargamente quando eu disse que um dia faria aquilo (apontando para o desenho na televisão), mas riram debochando da minha cara, dizendo "Ah, sim, vai sim!". Sim, eu venho de uma família repleta de filhos da puta.

Quando terminei o Ensino Médio, na época ainda era chamado de Segundo Grau, não sabia bem o que fazer, porque a escola não preparava o aluno para nada: nem para continuar seguindo os estudos em Nível Superior, nem para buscar o mercado de trabalho. Isso foi em 1994, época em que se começava a estabilizar o país, depois de inflações que chegavam a mais de 100% ao mês e muitas crises políticas, como o Impeachment de Collor e um país totalmente falido, embora ainda houvesse alguma moralidade, já que a corrupção não era institucionalizada como é hoje. Lembro, inclusive, por essa época, que o Papa João Paulo II havia determinado como pecado mortal a corrupção e o desvio de dinheiro público.

Nessa época, a opção era procurar emprego na padaria ou supermercado. Não sabia nada de nada sobre profissões e nunca me disseram que eu poderia seguir alguma carreira se entrasse para a faculdade, que era visto como algo para gente ou muito inteligente ou muito rica. Bem, como nunca fui nem um e nem outro, restava os subempregos de balcão, para ganhar um salário mínimo que era bem mais mínimo do que é agora. Apesar de toda putaria política da nossa atualidade, não se pode negar que em termos de oportunidade de estudo e trabalho, a coisa melhorou consideravelmente.

Mas acha que alguém orgulhosa como eu iria querer parar atrás de um balcão, perder um dia inteiro, uma semana inteira, para ganhar uns trocados miseráveis? Não, era orgulhosa demais para isso, achava que era superior demais para esse tipo de coisa!

Então fiz uma das muitas escolhas erradas que fiz na vida: quis me dedicar ao desenho, pois queria ser Desenhista! Fui fazer cursos em Senac, achando que aquilo prestava para algo. E realmente me dediquei à coisa, muito mesmo. Estudei através de livros, revistas e cursos. O problema é que essa insanidade não durou apenas um ano... mas dez!

Obviamente, não me tornei a Desenhista Profissional como sempre almejei e até (pelo menos isso) batalhei muito para tal. Primeiro que NÃO EXISTE mercado para Desenhistas no Brasil. A coisa é como a profissão de farmacêutico: basta um para atender 100 drogarias de uma mesma rede. Sabe como é: brasileiro, por uma questão tradicional de descaso com tudo que não preenche seus dois buracos (a boca e o cu), não dá valor algum para a Arte, ainda menos dará valor para algo que mais parece subarte, como o desenho. Segundo, eu realmente jamais tive a qualidade necessária para conseguir concorrer no tão minguado mercado artístico brasileiro.

Portanto, o máximo que cheguei foi na categoria de Desenhador.

Não ganhei dinheiro com isso, teria passado fome e morado debaixo da ponte se não fosse minha mãe e meu tio, haha! Mas não quer dizer que não "trabalhei" com desenho. Sim, isso fiz e até muito. E publiquei. Se na época não havia a facilidade da Internet, a gente se virava nos 30 e publicava mesmo assim, até fora do país. Para isso, havia as publicações alternativas e independentes, o que seriam hoje os Blogs, Deviant Arts, Amazons e Facebooks da vida: revistas e jornais feitos na cara e na coragem, distribuídos em eventos ou pelos correios (sim, naquela época os Correios entregavam até cartas de R$ 0,01, é sério!). Nessa brincadeira fiquei por quase 10 anos, tendo trabalhos publicados em todo o Brasil e até mesmo no Japão, Estados Unidos, Portugal e Espanha. Graças a amigos poetas, também na Alemanha, França, Grécia, Rússia! Dá pra acreditar? Claro que, trabalho remunerado que é bom, nada! Fama também não, apesar da exposição.

Mas vou te contar uma coisa... ô categoriazinha mais invejosa é essa a de desenhistas! Talvez por ser um mercado quase inexistente, era uma vaidade exarcerbada as dos desenhistas, invejas, puxões de tapetes, essas coisas. Você precisava estar inserido em uma panelinha e o seu mundinho só rodava aquela panelinha. Fora isso era uma luta marcial entre um bando de rabiscadores, a grande maioria sem talento real para a coisa.

Então, os aborrecimentos eram muitos. Como editor de fanzine, comecei a me estressar com desenhistas tendo ataques de estrelismos. Não tinha a mesma oportunidade que eu própria dava aos outros nas minhas publicações. E ainda era prejuízo financeiro, porque eu que pagava por tudo para dar revista de graça para os outros, inclusive pagando o frete. Felizmente, até mesmo a burrice tem limite, e chegou uma hora que joguei TUDO isso para o alto e parei geral. E olha que eu estava bastante conhecida nesse meio alternativo, de uma ponta a outra do Brasil.

Daí que eu já estava velha demais para continuar nessa brincadeira. Precisava, NECESSITAVA acordar para a vida, começar a viver feito gente grande. E o desenho, que era a minha paixão obsessiva, se tornou o meu mais odioso inimigo, e todas aquelas frustrações acumuladas em relação a tudo (vida, família, falta de empregos e oportunidades, e outras merrecas desse porte) acabaram sendo descontadas no pobre desenho. Consegui formar um bloqueio tão grande em relação a isso que, literalmente, eu passava mal só em pegar num lápis! Sabe o que é ter náuseas e alteração de pressão só em cogitar a possibilidade de praticar determinada ação? Isso é estresse pós-traumático grave! Só faltava o ataque epilético, hehe!

Mas o tempo passou e algo se operou. Uma cura ocorreu, ou melhor, está em processo, encaminhando. Após ter estado mais de um ano sem produzir qualquer coisa (nem postagem para os blogs, como pode notar no Arquivo de Postagens), comecei a me desesperar com isso. Quando você nasce com determinada predisposição, se você for contra a esse fluxo vital, você pira, adoece. E isso é sério. Quando você contém um fluxo, ele ou cessa de jorrar até secar ou ele continua a jorrar, mas fica preso numa barragem. Em ambos os casos, o prejuízo existencial é grande, ocasionando doenças, inclusive mentais. E a estagnação é a PIOR coisa que pode ocorrer a qualquer criatura.

E se a cura está se operando, está também se operando em outros níveis, especialmente o emocional. Pois não apenas cogito a possibilidade de voltar a me dedicar ao desenho e pintura, mas também percebo a leveza que está acompanhado disso: não estou preocupada em fazem algo bom e perfeito, mas apenas em FAZER. Quero apenas desenhar e trabalhar a Criatividade, seja isso conveniente ou não, interessante ao mundo ou não. Quero apenas fazer, e apenas por mim. Se atingir outras pessoas, será lucro inesperado. Sem comparações, sem ilusões de alcançar uma qualidade e uma perfeição de que não sou capaz.

Penso nisso como na Parábola dos Talentos, contada por Jesus, que diz o seguinte:
Mateus 25:14—30 — A Parábola dos Talentos

14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.

15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.

16 O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.

17 Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.

18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.

20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.

21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.

23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

24 Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,

25 receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.

26 Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?
27 Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.

28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez.

29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

30 E o servo inútil, lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.
Claro que estou exagerando, mas tenho pensado muito no que eu vou apresentar aos meus Superiores quando "voltar pra casa"! Além de não ter feito nada para melhorar o mundo o mínimo que fosse, ainda enterrei um "talento" que me foi confiado o.O

Bom, depois dessa introdução que mais parece capítulo de livro, vamos ao objetivo principal desta postagem. Sim, com essa coisa de Cura e Desbloqueio, estou ficando mais eloquente ¬¬ sei que isso não é apreciável à essa geração dos 180 caracteres.

Com o processo de Cura ocorrendo, veio primeiro a ideia de fazer um curso de pintura, pois sempre quis aprender a pintar telas. Veio como uma ideia que não dei importância, mas agora percebo que isso deveria ser alguma sugestão sendo sussurrada em meu ouvido. A sugestão continuou encoando, pois precisava fazer algo em oposição ao nada que fiz desde o luto das eleições presidenciais passadas (foi aí que começou a minha troca de pés pelas mãos no ano passado). Mas ainda era uma ideia distante, mera sugestão. Onde farei um curso desses? E quanto custa um treco desses? Pois bem, não dei importância. Até outro dia... acredite ou não, tudo emergiu, veio à tona, no dia 29 de fevereiro!

Será que há mesmo algum poder oculto nessa data??

Precisava fazer uma postagem sobre o 29 de fevereiro, afinal era um dia peculiar. Não tinha nada a dizer, mas precisava. E a coisa toda aconteceu por causa do Doodle do Google daquele dia. Queria colocar o gif na postagem e fui procurar no Google Imagens, foi então que descobri o que é, realmente, um Doodle! Pronto, a coisa eclodiu :D

No dia seguinte, fui à rua à cata de material de desenho. Apesar de ainda ter alguma coisa em estoque, eu precisava de material novo, como um caderno de croquis que jamais fiz uso antes, pois sempre usei folhas avulsas. Choveu muito naquele dia e preferi não me arriscar a descer para o Centro do Rio, onde eu encontraria uma maior quantidade de oferta de material. Fui num bairro ali perto de casa, pois onde moro não há lojas que vendem esse tipo de material. Não encontrei grandes coisas, mas o suficiente para dar algum estímulo. 

Não encontrei nenhum Moleskini, e mesmo se encontrasse, não poderia comprar de qualquer forma, haha. Mas fiquei muito satisfeita de encontrar um sketchbook da Canson, e havia em quatro tamanhos diferentes e optei por um intermediário, no formato pequeno do A5. Para o que pretendo fazer, não preciso e nem é conveniente dimensões maiores, e até devia ter optado pelo menorzinho, no tamanho de uma caderneta normal.

E veio os lápis grafite, que sempre prefiro de maior gramatura, mais macios, pois tenho a mão muito leve e acabo não enxergando o que estou fazendo com lápis em gramaturas menores. Minhas opçãos são do 6B em diante. Peguei apenas dois da linha profissional da Faber Castel e um do Koh-I-Noor de gramatura 8B para experimentar, já que nunca usei a marca.

Uma lapiseira com borracha plástica comum, três canetas hidrográficas de ponta finíssima que achei avulsas e em promoção (pretendo rabiscar uns patchworks e mandalas), e duas canetas-nanquim, que são muito úteis e indispensáveis, embora eu ainda prefira o clássico bico de pena com tinta nanquim líquida que, modéstia a parte, domino bem a técnica.

Dois dias depois, na minha outra folga, comprei uma caixa pequena de lápis de cor, que veio com dois brindezinhos extras, da Staedtler, para testar a qualidade. O que me motivou a compra foi o fato da caixa ser importada da Alemanha, considerada uma das melhores fabricantes de material artístico do mundo. Fiz um pequeno teste quando cheguei em casa e, realmente, apesar de ser lápis de cor escolar, a qualidade do material é satisfatória, sendo uma boa opção para quem não pode pagar por uma caixa de lápis profissional, que não sai por menos de R$ 100 com apenas 12 cores... e olha que eu tinha uma caixa com 48 cores da linha Polychromos da Faber Castell, e vendi por R$ 70, sendo que custa mais de R$ 400 na loja!! Pelo menos soube que fiz uma desenhista feliz e que estava fazendo muito bom uso do material, coisa que muito mal fiz, embora tivesse o estojo há uns 20 anos!

Bem, é isso. Nem dá pra chamar de resumo da ópera, pois que a postagem virou uma ópera inteira! Mas, que seja! Já estive contida por tempo demais :)

Depois retorno com mais aquisição de materiais de desenho e pintura, além dos primeiros trabalhos após todo esse celibato!




5 de mar. de 2016

Capa e Wallpaper

Esta é a última postagem com Fanart feita das Fanfics de Snake Eyes. 

Nesta postagem, estão a capa e o wallpaper da Fanfic, ou melhor, SongFic, Totalmente Demais, tendo como protagonista a Gina Weasley. Foi a Fanfic mais ridícula que escrevemos, tanto que foi abolida do FF.net (meio picante, pois achava a Gina uma vagaba, então sofreu uma denúncia e a Fic foi expulsa do site). Ficou publicada no site oficial do Snake, que não existe mais, e depois disso caiu no limbo. As Fanarts, pelo menos, prevaleceram.



4 de mar. de 2016

Capa da Fanfic Caleidoscópio


Voltando com a sessão saudosista da época de Fanfics e Fanarts, hoje trago três artes feitas para Caleidoscópio.

A Fanfic Caleidoscópio foi o primeiro texto desse porte que escrevi, iniciado exatamente em 6 de fevereiro de 2004, data que determinei como sendo o nascimento de Snake Eyes. Por coincidência (?), Snake é um aquariano típico em sua criatividade e sociabilidade.

Caleidoscópio foi o primeiro Romance que escrevi, mas nem por isso foi o meu favorito. Muito pelo contrário. Sempre tive uma relação de amor e ódio com essa Fic. Não gosto dessa Hermione que foi criada na história, por ser pedante e vitimista. E também acho que o sacrifício que fizeram por ela, não foi merecido. Enfim, há muitas coisas que detestei nessa história, mas por algum milagre ou mesmo experiência adquirida, a Fic toma outros ares e outros rumos da metade para o final, como se deixasse de ser um dramalhão mexicano nas tardes do SBT para se transformar num Ação Policial de Tela Quente. Isso se explica por ela ter levado de dois a três anos para ser concluída, ficando alguns períodos em hiatus.

Para conhecer a Fanfic Caleidoscópio, basta entrar no FanFictin.net. Para conhecer a adaptação para Romance autoral, encontrará o livro impresso a venda no Clube de Autores e a versão ebook no Amazon Kindle Store.

A diferença entre a Fanfic e o Romance autoral é basicamente uma reestruturação no pano de fundo da trama e na troca dos personagens. Enquanto na Fanfic, Caleidoscópio trata do Universo Potteriano, tendo personagens da saga Harry Potter como protagonistas, embora em uma realidade alternativa, o Romance autoral recebe novos personagens dentro de um mundo ficcional inspirado no Universo Potteriano.

Já expliquei em outras ocasiões sobre a questão do plágio, o que remeteria toda e qualquer Fanfic e Fanart como objetos plagiados. Para piorar, o Universo criado a partir desses elementos, seriam plágios igualmente piores.

Tanto a Fanfic e Fanart são homenagens feitas por fãs de determinado seguimento artístico (Literatura, Música, Filme, Série etc). Fanfic é corruptela de Fan Fiction, ou Ficção de Fã. Fanart é a Arte de Fã, geralmente desenhos. Quando se gosta demais de um objeto artístico, se quer criar produtos derivados dele, como uma forma de ampliar e trazer para junto de si um Universo específico.

E há obras derivadas sob influenciação, que nem todo mundo admite e assume. Basta ver a enxurrada de livros e filmes parecidos, pipocando após um grande sucesso.

No caso das histórias da Série Snake Stories, o que ocorre é a influenciação do Universo Potteriano. Tive que adaptar todo o pano de fundo, deixando a coisa bastante sem originalidade, rs, para poder aproveitar a trama que, esta sim, foi originalmente criada por nós (Snake e eu).

Segue abaixo o rascunho e capa de Caleidoscópio, a Fanfic em que Hermione e Snape formavam o par romântico da história.




2 de mar. de 2016

Doodle


Não sei dizer se isso é bom ou mau, mas os rabiscos espontâneos feitos pelas pessoas em momentos de tédio ou distração, quando portando um lápis ou caneta e papel em mãos, se elevou à categoria de Arte. Agora, não é mais mero rabisco passível de ir para a lixeira, mas uma Arte que até se incrementa, podendo surgir, dependendo do capricho e talento do artista, desenhos muito interessantes.

Quem nunca fez um Doodle? Todo mundo já rabiscou bordas de caderno e livros, enquanto se entediava com uma aula. Só que nunca ninguém imaginou que isso poderia ser considerado Arte em algum momento... isto é, até chegar a Internet, em que tudo pôde, então, se tornar possível.

A palavra é inglesa significa "desenho" ou "esboço". Nos EUA, recebeu uma conotação pejorativa, significando "tolo", "simplório". Entretanto, o rabisco é um desenho simplório, só que tem artistas que gostam de caprichar e, no fim, não sabemos onde começa o esboço e onde termina a arte final, como pode conferir nos Doodles que ilustram esta postagem ;)



Como pode notar pelos poucos exemplos aqui apresentados, o Doodle, ou simplesmente Rabisco, pode ser muito criativo e muito livre também, sem haver aquela preocupação que é exigida ao desenho clássico. Ótima forma de exercitar a criatividade, libertando-se de algemas que apenas servem de bloqueio criativo. Por não haver regras - basta apenas desenhar! - é possível desenvolver as ideias e ampliar as percepções. Esse exercício pode, inclusive, ser comparado ao Brainstorming, que é um processo para desbloquear a mente para a criação, quanto ao Fluxo de Consciência, que é uma técnica utilizada na Literatura para descrever o que se passa na cabeça dos personagens, mesmo sendo coisas caóticas.
 
 
Quer ver mais do que há na rede? Basta clicar aqui e será direcionado a uma página de busca do Google, com milhares de Doodles para apreciar e, por que não?, se motivar e se inspirar a fazer os seus próprios! :D
 
A beleza da coisa está no capricho que o Artista dá ao desenho. Não é meramente rabisco aleatório sobre uma folha qualquer de desenho, e é isso que torna alguns Doodles tão especiais! Há também os em grande escala, decorando paredes, como fossem Grafites, outra forma de Arte também subversiva e que pode ser muito polêmica.
 

 
Diante de tais belezas, é até irônico chamar a isso de rabisco! Mas eis que são! E me diga se não dá vontade de fazer o mesmo? Desenhar o que vier à mente, sem se preocupar com detalhes técnicos, comparações com a realidade ou lógica no que se apresenta? Libertar a mente para exercitar a criatividade, o que pode ser muito útil e até benéfico aos artistas de outras áreas, como da Literatura, por exemplo. E para aqueles que gostam de escrever Ficção Fantástica, pode ser um grande aliado para desenvolver ainda mais as ideias e, até mesmo, ajudar a organizar e visualizar as ideias de Fantasia que, muitas vezes, não se consegue traduzir verbalmente através das palavras.
 

 
Quer misturar desenho e mensagens? Também pode. Quer fazer uma poesia espontânea e ilustrada? Pode. Ao que parece, o Doodle tudo permite. Aliás, a Arte em si tudo permite. Quem coloca barreiras e empecilho somos nós mesmos: nós conosco, os outros conosco ou nós com os outros. Tantas regras e tantas estéticas para quê, afinal?
 

 Será que preciso informar que estou MUITO tentada a "doodlear" por aí? Pois que sim, que até está dando vontade de voltar a desenhar, mas desta vez sem encanamento por questões estéticas e qualidades que jamais alcançarei. Já adquiri uma parte do material para isso, que mostrarei em outra postagem, só para não começar a atividade de qualquer jeito.
 
Convido você a fazer o mesmo, e até proponho um desafio como o que vi em um dos blogs que pesquisei sobre o tema: 365 Doodles, um para cada dia do ano... claro que isso não rola de fazer, a não ser que se faça qualquer coisa que seja meramente rabisco mesmo, o que não deve ser o caso e nem é o que quero... mas, de repente, um desafio do tipo "52 Doodles", um para cada semana do ano, rs.
 
Esse desafio já me propus. Veremos se levarei adiante. E, é claro, irei postando por aqui. Mas gostaria muito, também, da sua participação, assim um incentivaria o outro a progredir :)
 

 

1 de mar. de 2016

451 Anos da Cidade do Rio de Janeiro de São Sebastião



Não tenho nada de bom para comentar em comemoração aos 451 anos do Rio de Janeiro.
A alcunha "cidade maravilhosa" é falácia para enganar desavisados.
E o melhor do Rio de Janeiro, está fora do Rio de Janeiro.
Vamos ficando por aqui.
Feliz Aniversário, pobre cidade de ilusões!

 

Capa e Fanart de Duas Realidades


Continuando a sessão saudosista em que mostrarei tralhas antigas que permearam minha vida entre 2004 e 2012, trago hoje a capa e as fanarts da Fanfic "Duas Realidades", que posteriormente foi adaptada para o texto orginal, rebatizada de "Tempo Paralelo, Uma Vida, Duas Realidades".
A Fanfic foi escrita em 2004 (assim como a maioria) e na época eu assinava como Snake Eyes, publicando exclusivamente no site FF.net.
Mas como ninguém me oferecia Fanarts da Fanfic, eu mesma fui lá e fiz, mas no caso usava o mesmo nome artístico de agora, Pat Kovacs.
A Fanfic, cujo pano de fundo é o Universo Harry Potter (como todas as outras, rs), pode ser lida aqui: https://www.fanfiction.net/s/1802071/1/Duas-Realidades. Aproveite e deixe um review. O tempo passou mas ainda continuo gostando de receber comentários XD

Capa da Fanfic Duas Realidades, virando contra-capa da versão impressa de Tempo Paralelo.




Wallpaper. Hoje sequer existem sites do jurássico provedor  HPG.

29 de fev. de 2016

Hoje é 29 de Fevereiro

Fazendo esta postagem só pelo fato de hoje ser 29 de fevereiro, logo o próximo será daqui quatro anos, isso se o mundo não acabar antes.
Temos um dia a mais no ano, a cada quatro anos, por isso. Mas o que isso significa? Trabalhar mais um dia de graça. É claro que se você faltar ao serviço, será descontado. E se atrasar uma conta nesse dia, virão juros para pagar.
A boa notícia é que o Google faz uns doodles fofos, como este, deste ano.
Temos seis meses com 31 dias, que segundo nos consta, também trabalhamos de graça, afinal o mês comercial possui 30. E temos o fevereiro com seus 28 dias (que na verdade é o número certo de dias para um mês, segundo o calendário lunar, mas usamos o calendário solar e dá nisso). Seria bem mais simples se arrumassem essa bagunça toda e colocassem 30 dias para todos os 12 meses. Por causa de cinco horas mais alguns minutos a mais a cada ano, inventaram essa coisa.
Seja como for, Feliz 29 de Fevereiro!

 

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