19 de jul. de 2016

Grandes Verdades em Pequenos Quotes

 
 "QUOTE" é uma palavra em inglês que significa "citação"; "to quote", o verbo, é "citar".

Portanto, "quote", num fórum, significa que você está incluindo, ou foi incluído, no texto um trecho de outro autor. Pode ser parte de outra mensagem  que esteja sendo respondida, por exemplo.


Mas o QUOTE a qual nos referimos aqui são frases, poemas e citações transformados em imagens e compartilhados aos milhões nas redes sociais. Começou lá no finalzinho de vida do Orkut, com mensagenzinhas simples como um "bom dia", algumas vezes ilustradas com imagens de gosto duvidoso, algumas verdadeiras tosqueiras mesmo. Daí veio o tumbl., o FaceBook, o Instagram, o Pinterest... e essas frasezinhas evoluíram, algumas até confundidas com arte, feitas a mãos com materiais tradicionais, fotografias, designer mais elaborado e por aí vai. E a mensagem em si, que varia entre o humor, o mau humor, coisa séria, coisa vazia e bobajada em geral, sempre se consegue encontrar aquela que se encaixa exatamente com o momento em que vive.

Separei alguns quotes publicados no Pinterest para ir postando aqui no PatriciaDo de acordo com o assunto, de coice de divas à genialidades de grandes gênios. Algumas citações realmente tocam fundo na alma e pode ser exatamente aquilo que você precisava ouvir/ler...
Embora eu não tenha o hábito de ingerir álcool nem de vez em quando (somente muito excepcionalmente, porque realmente não gosto da coisa, não por algum moralismo fajuto qualquer), tenho que concordar com a sabedoria expressa nesse quote... tem coisas na vida que não dá pra encarar sóbrio, não mesmo!



AMÉM! Essa é pra imprimir e pendurar na parede, em lugar que todo mundo veja! 


É verdade que se não der uns ataques de vez em quando, você surta de vez! Igualmente como o primeiro quote, nem tudo na vida dá pra encarar sóbrio o.O


Verdade verdadeira! E essa aprendi com os outros fazendo, porque a otária aqui sempre gostou de compartilhar tudo, de conhecimento a planejamentos! Mas as pessoas que se dão bem na vida são exatamente aquelas que não compartilham nada com ninguém, que guardam tudo para si, que comem quietas e só avisam quando a coisa está pronta.


Vivemos o momento mais caótico da História Humana, ou melhor, os últimos cem anos mais caóticos. Acreditamos que já vivenciamos o final dos tempos, quando uma nova realidade florescerá... como é dito, a bonança sempre vem após a tempestade, o sol após a noite fria, a primavera após o rigoroso inverno. Há uma grande mudança terrestre em curso, logo vivemos esse momento tão caótico em todos os aspectos da vida humana.


 Sim, "eu prefiro seeeer essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..." Ninguém precisa da opinião dos outros para viver, nem os outros das nossas opiniões. Por que, diabos, tanto desespero para se tecer opinião a respeito de qualquer bostinha insignificante??


Isso é algo que deveríamos saber desde tenra idade! Quanto tempo nos seria poupado, quanto de saúde emocional nos seria preservada! Não dê segunda chance para ninguém que te diminua, pois você poderá acabar debaixo dos pés dessa pessoa! É claro que discernimento é necessário, afinal ser arrogante é uma bosta. Ter noção de que todos têm suas riquezas peculiares é de vital importância, isso inclui não se expandir se achando melhor do que todos, ou achando que possui virtudes que não possui.


Afinal, ninguém merece café ruim!


Espero que sim... u.u


Sim, mesmo porque nem tudo precisamos falar, ouvir ou ver. Muitas vezes é melhor se fazer de mudo, surdo e cego. Às vezes, de retardado também O.o


É aí que a coisa dói mais!

18 de jul. de 2016

Teatro - Passional no Sesc Tijuca


Sábado passado, dia 16, foi dia de curti um espetáculo no Sesc Tijuca: Passional, que estreou no dia 8 de julho e se estenderá até o dia 31, com espetáculos todas as sextas, sábados e domingos durante esse período, tendo início às 20h e com uma hora de duração.
Sinopse:

Dentro de um bar decadente em Copacabana, acompanhamos o desenrolar de um triangulo amoroso formado por uma cantora, uma garçonete e um escritor. Eugênio, um jovem roteirista, que busca inspiração pelas madrugadas. Lavínia, uma cantora de bar sonhadora e Miranda, uma garçonete com vasta experiência na vida noturna.

Mergulhado em crise, criativa e financeira, Eugenio se vê pressionado a escrever um roteiro que odeia e, por conta disso, não consegue sair da introdução de seu livro.

Dentro de um deserto criativo sem precedente, Eugênio que é frequentador assíduo de um bar decadente em Copacabana, onde Miranda trabalha, conhece Lavínia que é contratada como dançarina e cantora para fazer um show.

O cenário muda com a chegada de Lavínia, jovem dançarina eleita a inspiração para seu próximo livro. Da obsessão de Eugênio por Lavínia nasce um jogo de poder entre eles e Miranda, companheira de longa data. A vida dos três se entrelaça e mescla ficção com realidade, tornando esse jogo perigoso e potencialmente fatal.
Diante da dificuldade do artista em criar sua obra, Eugênio mistura realidade com a ficção. Relacionamentos, amor doentio e as consequências que isso pode gerar, são abordados através de uma série de intrigas, manipulações e mistérios que cercam a trama.

Meu Achismo:

Espetáculos são sempre emocionantes, seja Teatro, seja Dança, seja Música. Nada como ver os artistas atuando ali à sua frente, em carne e osso, sujeitos a todo tipo de sorte, tendo que contar exclusivamente com seu talento e sem retoques infinitos para ficar nos conformes, como é na televisão e cinema. As apresentações são sempre únicas, pois não é possível repetição de atuação, mesmo que o espetáculo seja exibido há anos, afinal são pessoas humanas ali e não robôs, não vídeos, não photoshops. Se acontecer um erro, apenas o talento e desenvoltura do artista poderá corrigir na hora com sua capacidade de improvisação. Por esses e outros motivos, assistir qualquer espetáculo ao vivo é sempre uma experiência gratificante.

Passional é uma história que poderia pertencer a qualquer pessoa, com seus dramas e paixões, o amor patológico que se torna obsessão e é levado às últimas consequências. Definitivamente, não é original. Ao menos, os clichês faz a história honesta. Não acredito que quisesse chocar em algum momento, tampouco passar alguma grande mensagem. Pode ser deprimente como um Film Noir, ou deprimente como as vidas banais que se perdem por conta de um sentimento meramente instintivo.


O espetáculo estará em cartaz no Sesc Tijuca até o dia 31 de julho, sendo apresentado sempre às sextas, sábados (às 20h) e domingos (às 19h), contando com uma hora de apresentação.

O Sesc Tijuca fica na R. Barão de Mesquita, 539. O espetáculo custa R$ 20 a inteira, para todos, ou R$ 10 a meia, ou R$ 5 para associados. Para maiores informações, basta ligar para (21) 3238-2139 e se informar.

Passional é estrelado por Anna Sant'Ana, Bruno Quaresma e Karen Mota, sob a direção de Renato Livera, com texto dele e de Rafael Sardão, Danielle Reule e Alexandre Mota. A faixa etária é de 14 anos, mas aconselho que não sejam levados menores de 16 - há insinuação de ato sexual e alguns palavrões (embora os adolescentes de hoje saibam muito mais sobre isso do que nós, coroas nascidos no milênio passado, mas, enfim...).

Todo espetáculo vale a pena, sempre.

Foto da entrada do Teatro I, no Sesc Tijuca, onde foi apresentada a peça Passional.


Vou te dizer uma coisa (uma confissão de crime...): é proibido fazer fotos e filmagens... mas, poxa, não é legal isso? Assim as pessoas têm várias fotos exclusivas - e o espetáculo é divulgado de graça em todos os lugares, por várias pessoas diferentes! Claro que ninguém vai tirar fotos ou filmar um espetáculo inteiro, né? Pena que não... Em cena, as atrizes Anna Sant'Anna e Karen Mota, e o ator Bruno Quaresma.  

Apesar dessa iluminação azulada ter aparecido nas duas únicas fotos que fiz, não era esse azul o tempo todo. Era bem Noir mesmo, um claro intenso mergulhado na escuridão. Na cena, o ator Bruno Quaresma.

16 de jul. de 2016

Passarinhos nos fios


Algo que sempre recordo com saudades, do período da minha infância, eram os bandos de passarinhos - pardais - que ficavam empoleirados na fiação aérea de frente à casa onde morava. Achava lindo todos eles ali, juntinhos. Também tinha as rolinhas, e às vezes conseguia pegar alguma com as próprias mãos, feito um gato à espreita da caça, apenas para ter o prazer de soltá-la logo em seguida e vê-la voar das minhas mãos.

Lembro que chamavam essas criaturas adoráveis de praga... da mesma forma que hoje chamam aos pombos, aos micos, gambás e quaisquer dos outros animais que estão demais para o ser humano suportar a convivência e a aproximação.

Os pardais e rolinhas, pragas no início dos anos 1980, desapareceram e parece que ninguém notou isso. Logo serão os pombos, praga do início do século agora, também desaparecerão. E as joaninhas. As cigarras. Os vaga-lumes. Os marimbondos. As borboletas. Até mesmo os cupins estão desaparecendo, esses que eram criaturinhas certas a anunciar o início do Verão e que colocava todo mundo em pânico, quando eles rodeavam as lâmpadas até caírem exaustos.

Todas essas criaturinhas consideradas pragas foram sendo vencidas pela praga maior: o ser humano, que, a bem da verdade, em sua maioria apenas ainda é humanoide: um bípede tricerebrado, como descreveu Samael Aun Weor.

Um bípede tricerebrado, um símio que apenas acabou de descer das árvores e colocar-se ereto sobre as patas traseira, e que a Natureza lhe concedeu um dedo polegar a cada pata dianteira, para lhe ajudar na evolução material.

Vemos dessas criaturas aos milhares, espalhados por aí. Atropelando multidão de pais, crianças e velhos em Nice (França). Cravando uma faca no pescoço de uma mãe com sua garotinha, no Estácio (RJ). Levando ao caos moral e material uma nação que começava a se agigantar e brilhar, como fez PT e partidos afins nos últimos 15 anos. Manipulando mentes fragmentárias. Confundindo o certo e o errado. Incriminando a vítima, absolvendo culpados.

É o caos do fim. Um fim que já não se demora mais, e cada vez mais é ansiando e rezado para que venha logo. Será o chacoalhar de mentes e corpos. Será o retorno ao eixo, após tantos milênios cambaleando de forma torta, inclinado como um ébrio pré-comatoso a se arrastar pelas ruas, pois assim o é a humanidade que ainda não se tornou Humana.

Não há mais passarinhos nas fiações elétricas. Joaninhas. Vaga-lumes. Marimbondos. Há novas pragas, estas sim nocivas aos humanos, quando não é o próprio humano em sua condição de canibalismo. O homem não é o lobo do homem, mas sim o demônio de si mesmo.


 

 

10 de jul. de 2016

Resenha de Livro - Garota Exemplar, de Gillian Flynn

Sinopse:
 
Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta Tons de Cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

Informações Técnicas:
 
Título Garota Exemplar
ISBN 9788580572902
Páginas 448
Editora Intrinseca
Ano 2013
Assunto Literatura Estrangeira -Romances


Meu Achismo:

Este foi o primeiro livro selecionado para a leitura do mês (abril) do grupo de leituras do qual participo, e fiquei imensamente feliz de não ter gasto um centavo com ele, encontrando para baixar em PDF, sem o mínimo peso na consciência de possivelmente estar contribuindo com produto pirata... best-sellers tem mesmo que ser disponibilizados gratuitamente na internet, e livros ruins merecem ser pirateados!

Ruim, a que me refiro, é por sua baixa qualidade moral. O livro é bem escrito, a trama bem desenvolvida, como o é qualquer novela que está ali só para vender produto. E é isso que Garota Exemplar é: apenas mais um livro-produto, um pré-roteiro para mais um filmeco hollywoodiano.

A trama é bem elaborada do ponto em que você não consegue matar a charada logo de início e nem pelo meio do livro. Leva-se muito tempo para isso. É bem amarrado a narrativa do presente com a narrativa do passado através do diário de Amy. Aliás, tudo é construído através desse diário. E a apatia e falta de força de caráter do personagem Nick Dunne acaba por nos enganar, até que a própria Amy entra em cena "ao vivo", além do que é narrado de si em seu diário. 

Após ler metade do livro, que é dividido em 3 partes, já pode esquecer tudo, pois nada dali é verdadeiro para a trama.

Amy é irreal, no sentido literário. É realmente a garota perfeita, como qual não existe, mas perfeita de forma distorcida. Um gênio como poucos que houveram na humanidade. Não pude desassociar da antiga música do Raimundos, "complicada e perfeitinha"... trilha sonora perfeita para Amy.

Nick Dunne é perfeito também, só que um perfeito babaca e otário. A personalidade dele não parece ser bem desenvolvida pela autora, pois ele parece ser três personagens distintos: o apático e sonso marido suspeito de matar a esposa; o amante-quase-tarado cheio de testosterona como um adolescente; o cara safo e inteligente que saca qual é a da esposa, a ponto de saber como ela pensa.

Definitivamente, Garota Exemplar é um livro que não vale pagar para ler. Serve de entretenimento e nisso faz bem o papel. Bem escrito, te prende na leitura. Mas moralmente é nojento e desesperançoso como qualquer notícia sensacionalista de telejornal da tarde. 

O pior de tudo é o livro acabar sem qualquer resolução, ficando o mais do mesmo. 

Para quem gosta de thriller de suspense, com certa dose de baixo nível, e com uma trama que faz o autor parecer brilhante e inteligente aos seus leitores e críticos babões, sem dúvida é uma leitura imperdível. 

4 de jul. de 2016

Orquestra Rio Camerata no Sesc Tijuca

Tenho uma vida social inexistente e estou tentando reverter essa realidade, ao menos para uma vida cultural mais digna e ampla. E a inscrição no Sesc veio em ótima hora para isso! Já havia determinado não passar os domingos em branco, socada dentro de casa. O engraçado que, para essa resolução, o resultado foi quase que imediato o.O isso quer dizer que não devo estar tão sem créditos Lá em Cima, como imaginava!

A instituição em que trabalho fechou parceria com o Sesc já há alguns meses, mas só agora resolvi fazer minha inscrição - apatia e lerdeza são meus nomes do meio! E graças ao meu salário milionário, além de conseguir me associar ao Sesc, entrei como gratuidade... sabe aquilo que você nem imagina que é bom e, de repente, fica melhor?? Não estou acostumada a esse tipo de coisa, rs!

O negócio é tão bom que já estou arrependida de ter demorado tanto para fazer minha carteirinha! E também me arrependi de ter perdido o espetáculo do dia 2 (julho), que poderia ter ido mas achei que já não daria mais tempo e preferi continuar no ônibus rumo para casa do que saltar e descobrir que ainda havia lugares no teatro T_T

E mesmo sem muita coragem, fui sem muita coragem mesmo assistir à Orquestra Rio Camerata, ontem, domingo dia 3. A minha falta de coragem era basicamente relacionada a pegar 2 ônibus e fazer uma viagem de mais de duas horas. Sesc Tijuca, próximo ao meu trabalho, mas relativamente longe da minha moradia (e essa realidade não consigo modificar T_T ).

O espetáculo teve apenas uma hora, mas valeu por todas as horas do dia, e das quase 5 horas entre ir e vir! Uma pequena orquestra formada por uns 30 músicos, mas com a mesma emoção que toda música ao vivo proporciona.

Nesse espetáculo, a Orquestra Rio Camerata, fundada em 1986, comemora seus 30 anos de atividade, sob a batuta do Maestro Israel Menezes.  Apenas única apresentação no Sesc Tijuca, não tendo outras nas demais unidades da entidade.

No programa da apresentação, foram orquestradas seis músicas:

  • Rossini: Abertura de “Il Signor Bruschino”. 
  • A.Dvorak – Dança eslava nº 2
  • F. Mendelssohn- As grutas de Fíngal 
  • Manuel de Falla – Dança espanhola de “ La vida breve”. 
  • L.V. Beethoven – Abertura de “A consagração da casa” 
  • Carlos Gardel – Por uma Cabeza
Música instrumental ao vivo proporciona beleza e bem-estar, sempre. Emociona e traz felicidade. Até poucos anos atrás, era muito comum a apresentação de orquestras sinfônicas a céu aberto, gratuitamente em parques e áreas públicas. Ao contrário do que dizem, a música erudita não era servida apenas à "elite privilegiada", pois era oferecida ao público gratuitamente em eventos mensais, como ocorria à Orquestra Sinfônica do Rio, na Quinta da Boa Vista, área de lazer com entrada franca. Como foi que o gosto musical da população desceu a níveis tão grotescos?

Segue abaixo fotos tiradas do espetáculo e das áreas internas do Sesc Tijuca, um lugar lindo e aprazível aberto a todos, e não apenas aos sócios.

Fotinha tirada às escondidas, só que não pode... mas quem resiste?? É o amor que manda :)  

Fotogenia digna de uma top model, hauhuashuahs!






Que canto simpático esse!




Casarão histórico em processo de restauração.

Teatro I, onde aconteceu o espetáculo.



Definitivamente, eu deveria fazer botânica! Só tiro foto de planta XD


 Para quem quiser conhecer mais sobre o Sesc e suas unidades espalhadas por todo o Brasil, acesse o site e se informo sobre aqueles mais próximos de sua casa - http://www.sesc.com.br/.

E se quiser conhecer mais sobre a Orquestra Rio Camerata, acesse o site oficial - http://www.orc.art.br/ - e o site pessoal do Maestro Israel Menezes - http://www.israelmenezes.com/ .

2 de jul. de 2016

Algumas considerações sobre introvertidos



As pessoas me acham esquisita. O pior é que tenho que concordar com elas. Algumas até me detestam sem nem saber exatamente o porquê, e mais uma vez tenho que concordar, principalmente por dar motivos para tal (e ultimamente tenho dado muitos motivos para isso, uma vez que resolvi assumir meu autismo e parar de fingir que realmente me importo com o que há a minha volta). Encontrei o texto abaixo por acaso e achei legal compartilhar, tipo um aviso de "cuidado, cão bravo".
É sério que estou de saco cheio da geral e hoje agradeço a Deus pelas pessoas se afastarem por livre e espontânea vontade... afinal, no fundo, apenas ocupam tempo e espaço sem oferecerem nada em troca. E como disse Nietzsche algum dia: "Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia".

É isso. Quantos suportam estar a sós consigo mesmos, sem recorrer a muletas psicológicas?

E é verdade. Não me importo. Mas me incomodo...


<< Traduzido do artigo de Maryann Reid para o site Lifehack. >>

15 coisas que pessoas introvertidas gostariam que pessoas extrovertidas soubessem


Pessoas introvertidas tem uma reputação ruim num mundo que celebra quem é extrovertido e “gente que gosta de gente”.

Há coisas que os introvertidos gostariam que você soubesse sobre eles e que pode ajudar em qualquer relacionamento ou situação.

Por exemplo, não somos antissociais ou deprimidos, somos apenas diferentes. De fato, muitos nos invejam por nosso jeito contido e relaxado que deixa as pessoas ao redor calmas, focadas e seguras.

As pessoas nos amam, em segredo. Sendo introvertidos, temos muitos “jeitos” que só nossos amigos mais íntimos compreendem.

Aqui estão vários fatos sobre pessoas introvertidas que você pode não saber: 

1. Não ligamos para o seu aniversário.

Qualquer introvertido que trabalhe em um escritório sabe como é ser intimado pra contribuir com um bolo de aniversário. A gente se contorce quando uma pessoa aleatória no escritório alegremente informa que é seu aniversário.

Achamos que elas esperam que respondamos com entusiasmo e interesse e até aceitemos o convite para tomar um drinque no meio de outras 300 pessoas aleatórias para comemorar. Trezentas pessoas pode ser exagero, mas é assim que um introvertido se sente.

Só queremos ir para casa.

Se você não nos convidar, não ficaremos ofendidos. Será um alívio. 

2. Não precisamos que você ligue para nosso aniversário.

É, não ligamos.

Temos amigos que nos conhecem de verdade e que se importam, se a gente se importar. Entretanto, uma coisa interessante sobre introvertidos é que nem todos precisam celebrar o aniversário.

Ficamos bem em simplesmente honrar esse dia sozinhos ou com um grupo de amigos escolhidos cuidadosamente. Não precisamos deixar o mundo saber disso.

3. Não prestamos atenção quando você conta do seu fim de semana.

A menos que você faça parte do nosso círculo de amigos, não ligamos para o que você fez no fim de semana.

Temos em mente que todo mundo tem direito a privacidade, e se você escolher passar o fim de semana completamente bêbado ou batendo na porta do seu ex, é problema seu. Não julgamos, e achamos que é gastar energia demais com pessoas que nem conhecemos.

Só porque trabalhamos juntos, não quer dizer que a gente se conheça. 
  
4. Odiamos multidões.

Grupos grandes de pessoas nos deixam cansados.

Todo o estímulo de ter pessoas de todos os tipos e estilos de vida ao redor nos deixa meio zonzos. Alguns introvertidos são como esponjas que absorvem a energia dos outros facilmente.

Temos a sensação de “conhecer” todo mundo numa sala e ficamos facilmente sobrecarregados com toda a agitação.

5. Não gostamos mesmo de eventos para fazer contatos.

Isto é mais difícil para introvertidos que possuem um negócio. Fazer networking dá a sensação de que temos que fingir.

É uma luta dizer a coisa certa e ouvir atentamente.

Não nos importamos de verdade, já que não conhecemos a pessoa. Mesmo nos negócios, sentimos que precisamos estar conectados a alguém em outro nível para tirar o melhor de um evento de networking. Isso leva tempo, e escolher o evento certo, e criar um plano para oferecer algo de valor para os outros, enquanto conseguimos algum retorno em troca. 

6. Temos de nos forçar para agir como se gostássemos de você.

Esta é a verdade cruel. Sabemos de quem gostamos ou não. Pode ter várias razões para isso, talvez com origem em nossa infância, até o que comemos no café da manhã hoje.

Não leve pro lado pessoal.

Apreciamos honestidade, e às vezes isso dói. Para sobreviver, precisamos suplantar esses sentimentos e sermos legais. Ser legal é mais difícil do que ser verdadeiro.

7. Sabemos como fazer as coisas.

Gastamos nosso tempo a sós com atividades e projetos, ligações, emails, rascunhos e plantas para dominar o mundo com a nossa próxima grande ideia (e temos um monte delas).

Valorizamos a solidão porque ela nos permite testar novos conceitos, planejar e exercitar a imaginação. Qualquer coisa é possível quando passamos um tempo sozinhos, e o que criamos pode mudar nossas vidas – e a sua também. 


8. Gostamos da comunicação escrita.

Amamos emails porque nos ajuda a conseguir o que precisamos sem interrupções. Interrupções nos tiram do prumo, e precisamos gastar mais energia para voltar a nos concentrar.

Então, por favor não nos ligue, a menos que seja questão de vida ou morte. 

9. Nos sentimos seguros com a pessoa certa.

Quando temos as pessoas certas em nossas vidas, nos entregamos totalmente. Damos nosso melhor.

Nos tornamos guerreiros protetores que lutam por qualquer coisa por alguém que amamos. Pergunte a nossos amigos. Desabrochamos e brilhamos com a companhia certa. Leva tempo para encontrar a pessoa certa, e quando conseguimos, não nos seguramos.

10. Temos amigos sim, que realmente gostam de nós.

Introvertidos gostam de pessoas, e as pessoas gostam de nós. Muitos introvertidos não tem problema em sair em grupo, e passar tempo com os outros.

Se temos amigos, é porque os escolhemos conscientemente. Colocamos todo o esforço em nossos relacionamentos, e nossos amigos sabem disso. Vamos a bares, festas, e encontramos pessoas novas. A diferença é que nem todo mundo que conhecemos se torna um amigo. 

11. Conseguimos fazer “coisas extrovertidas”, por um tempo.

Precisamos disso para nos relacionarmos. Podemos ser a alma da festa, sermos o anfitrião de um evento de networking e presidir uma organização de caridade. Fazemos isso espontaneamente, sabendo que no fim do dia poderemos ir para casa.

Quando chegamos lá, pode levar dias ou semanas para recarregar as energias e conseguir fazer isso de novo. 

12. Não somos tímidos, rudes ou nervosos.

À primeira vista, podemos parecer que somos.

Nos conheça, e poderemos fazer você rir de verdade, e manter uma conversa que dure mais que 15 minutos. O problema é que não fazemos isso com todo mundo.

Ser sociável é uma opção, não um estilo de vida.

Não conseguimos fingir felicidade ou animação muito bem, e mostramos o que pensamos na cara, não tanto em nossas palavras.

13. Ficamos bem sozinhos.

Temos muita coisa acontecendo em nossa cabeça e não precisamos de mais.

Ao contrário de nossos companheiros extrovertidos, não precisamos dos outros para nos estimular. Estamos constantemente trabalhando nossa vida em nossas mentes. Nos ocupamos com projetos criativos e sabemos como nos divertir sozinhos. Mais gente significa mais coisas pra lidar, e precisamos preservar nossa energia. 

14. Odiamos papo furado.

Somos pensadores, e apreciamos conversar sobre grandes ideias, teorias e ideais. Raramente entramos numa conversa superficial confortavelmente. 

15. Fizemos a escolha de estar com você. Valorize isso.

Damos valor ao nosso tempo sozinhos e somos exigentes com quem deixamos entrar em nossas vidas.

Aceitar a pessoa errada vai drenar nossa energia, deixando-nos sem nenhuma.

Tendemos a atrair extrovertidos que sugam nossas forças, e eles procuram introvertidos para se sentir com o pé no chão, por pensar profundamente e pela sensação de controle. Apreciamos nosso tempo com outros introvertidos e temos uma compreensão sobre os limites dos outros.

Fonte: lifehack.com.
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