4 de set. de 2012

Arquivo-resenha - Tempo Paralelo, por Milla Palmeira

O Arquivo-resenha de hoje trás a resenha feita pela amiga Milla Palmeira, do blog parceiro Daily of Books, e que foi publicada em 29 de fevereiro de 2012 (um dia auspicioso, uma vez que ocorre apenas a cada 4 anos... talvez seja algum presságio de que TP ainda será comentado daqui ao próximo ano bissexto, rs).
 
Bom meus amigos, posso dizer que amei o livro à partir da dedicatória contida nele, e o que mais achei legal também é a explicação contida no Prólogo sobre tempo paralelo.
 
Á principio somos apresentados a Evangelina, uma feiticeira poderosa, destemida, que não tem medo de nada e enfrenta varias situações que qualquer impuro não suportaria, faz questão de continuar sua vida e seus estudos normalmente apesar da guerra.
 
Hardock Lobo é seu ex-professor e feiticeiro poderoso, conhecedor das artes obscuras e espião do Resistência Autônoma, infiltrado no Exército Negro, á principio o achei chato e ranzinza, apesar de suas constantes “guerras pessoais” quanto a Evangelina. Gostei mais do Jovem Lobo.
 
Lobo sente uma atração por ela, mais não sabe por que isso esta acontecendo, presente que deve protegê-la e que algo de ruim vai acontecer.
 
Logo depois Evangelina é atacada numa loja de antiguidades e o inevitável acontece, ela é salva por Lobo Jovem em 1991, quando ele ainda era um Soldado Escuro, e quando ela acorda leva um susto enorme, pois não conhece nada e aos poucos percebe que não esta em 2012. Evangelina reconhece alguns traços no Jovem lobo e não demora a perceber o que esta acontecendo e por que esta ali, ela tenta a todo custo salvar o Jovem Lobo das trevas e aos poucos eles vão se envolvendo, apesar de ele achar que ela pode ser uma espiã, por saber de mais de sua vida.

Quer me dizer que você, a sua presença, vai contra todos os ideais que eu acreditava serem os certos a seguir. O que você é tem me mostrado a estupidez que eu venho cometendo em nome desse ideal absurdo!”

“... e justamente alguém como você me fez despertar sentimentos que jamais imaginei possuir, como se algo em mim voltasse a viver... e não quero que isso acabe!”

Vamos intercalando na história entre 1991 e 2012, e aos poucos a memória do Lobo de 2012 vai ganhando espaço à medida que as coisas vão acontecendo em 1991, por que poderíamos pensar se Evangelina conheceu o Jovem lobo no passado, por que ele a trata tão mal?
 
Lobo fica preocupadíssimo com Evangelina, pois se ela não voltar para o presente, ela pode morrer, é uma aventura, ação, suspense, é muito bom, e vamos lendo o livro para saber cada vez mais, sofremos junto com o Lobo do presente vivendo todas as experiências de 1991 novamente e como se fosse a primeira vez, extasiado de amor e ao mesmo tempo preocupado com Evangelina.

“Você precisa voltar, Evangelina, precisa ir até ao antiquário... Precisa voltar pra Aland o quanto antes... Por favor, retorne... Você tem muito o que viver ainda, muito!”

Sofremos com Evangelina na sua luta do que contar ao jovem Lobo para não alterar seu futuro, sua angustia quando as Trevas parecem possuí-lo.

Eu recomendo muito este livro, é uma leitura empolgante e emocionante!!
Obrigada Pat, por me proporcionar esta linda experiência!! ^^

3 de set. de 2012

PROMO - Semana da Independência - livros com 25% de desconto!

Mais uma super promo do Clube de Autores.
Mais uma chance para você adquirir os livros dessa autora que vos blogueia.
Raptores, Tempo Paralelo, Contos Sem Classe e Projeto Encatados estão com até 25% de desconto em seus valores.
Aproveite que ainda é início de mês, ainda há algum trocado do salário, ainda há algum crédito no cartão - que, por acaso, nas compras com cartão de crédito, há a possibilidade de parcelamento em até 12 vezes (o que nem é necessário, afinal os livros estão com preços de mercado e não são tão caros assim - nada fora do normal).

1 de set. de 2012

"Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno"

Jamais pensei que um dia eu concordaria com o ponto de vista de um bandido, menos ainda que conspurcaria este blog comentando a respeito disso! Isso é apenas para lembrar, mais uma vez, do provérbio "Nunca digas que jamais beberás dessa água".

É, o mundo gira. E quanto mais ele gira, pior me parece. E coisas desse tipo não combinam, de forma alguma, com a beleza que é este mundo, com o sábado ensolarado que hoje está, com o ventinho fresco e os passarinhos cantando lá fora. Não combina, mas não é uma opção nossa que tais coisas não façam parte da nossa sobrevida. Elas fazem parte, de uma forma ou outra, a gente querendo ou não, gostando ou não.

O texto que você lerá abaixo é antigo. Trata-se de uma polêmica entrevista publicada no Jornal O Globo feita com o líder do PCC (que, pasmem!, há até uma página detalhada na Wikipédia!) Marcos Willians Herbas Camacho, vulgo Marcola.

Recebi esse texto por email, num pps. Raramente leio os pps, mas como esse era um arquivo pequeno, abri só por curiosidade e, depois da primeira página, tive que ler todo o texto. Então fui fazer uma pequisa, pois fiquei, no mínimo, intrigada. O texto, a entrevista, é verídico. Porém, pasma mesmo fiquei ao ver que havia pessoas que se indignaram foi com o jornal ter entrevistado um bandido!

Cara, indignação mesmo é saber que charfundamos na merda e não há meios de sair disso! Não só pela dimensão e abrangência que o crime organizado no país toma, mas, principalmente, por isso ser o resultado de décadas de descaso do poder público!

Lamento MUITO concordar com o tal Marcola, mas estamos mesmo todos no inferno!

E nós aqui preocupados com Literatura...

O Globo entrevista o traficante Marcola 

O jornal O Globo entrevistou o traficante Marcola, “capo” do PCC de São Paulo. A entrevista foi publicada em maio, mas deve ser revista de vez em quando para que não nos esqueçamos das razões que nos levaram a criar o Instituto Brasil Verdade.

Você é do PCC ?

- Mais o que isso? Eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e
invisível... Vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias. A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer" essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu só? Sou culto... Leio Dante na prisão...

* Mas... a solução  seria...

- Solução? Não há mais solução, cara... A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política,  crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de  ser sob a batuta quase que de uma tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou  você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC...)  e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios...) E  tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.

* Você não tem medo de morrer?

- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar... mas eu posso mandar matar vocês lá fora... Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba... Estamos no centro do Insolúvel, mesmo...  Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira.   Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala... Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha...Vocês  nunca esperavam esses guerreiros do pó, né ?  Eu sou inteligente.  Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante... mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma  terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo se diplomando nas cadeias, como um  monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.  Vocês não ouvem as gravações feitas com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

* O que mudou nas periferias?

- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$ 40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no microondas"... ha, ha... Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de  três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de  palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos devocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

* Mas o que devemos fazer?

-Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo... Já pensou? Ipanema radioativa?

* Mas... não haveria  solução?

- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a normalidade". Não há mais  normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... na boa... na moral... Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês... não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema.

Como escreveu o divino Dante: "Lasciate ogna speranza voi che entrate!" Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.
 
Entrevista retirada do site do Instituto Brasil Verdade.
     

31 de ago. de 2012

Para encerrar agosto: [Where Is The Love?] de Black Eyed Peas

Chegamos a mais um fim de semana e esta é a última sexta-feita do mês do cachorro louco, Agosto - que, seja por sugestão mental ou mesmo vibratória espiritual, é um mês de desgostos.

Mas, acabou; mesmo que ainda tenhamos que conseguir sobreviver ao mês de Agosto até às 24 horas. Então, entrará Setembro: mês das flores, da Primavera, em que tudo se renova e renasce, e os sobreviventes do Inverno saem de suas tocas para uma nova época, para se aquecer ao Sol e dar continuidade à Vida.

Descobri um outro dia um novo (?) canal da tv aberta, aos moldes da balzaca MTV: Mix TV, que por aqui, no RJ, passa no canal 16.

Tudo bem que já passei muito da idade de ficar assistindo programação de tv musical, mas na falta de coisas prestáveis na tv aberta (e eu não jogo fora meu dindim com tvs por assinatura), até que esse Mix TV quebra um galho quando se bate a vontade de ficar com a televisão ligada (uma vontade cada vez mais rara, mas ainda assim aparece, mesmo que muito de vez em quando). Então, já umas 3 vezes, assisti ao clipe de Black Eyed Peas, "Where Is The Love?"...

Sou completamente por fora do que há de novo em termos de música. Sei do populesco quando ouço repetidamente pelas ruas, e o que é menos popular, aí que não sei mesmo. A minha playlist é a mesma de alguns anos e, quando sofre acrescimos, é de iguais velharias - uma vez que acredito que música boa é atemporal.

Então, falando dessa música do Black Eyed Peas... Nossa, Gente do Céu: é uma letra que mescla materialismo e espiritualismo dentro da cruel atualidade que vivenciamos!

Onde está o amor?

Provavelmente, onde sempre esteve: bem longe dessa humanidade. Mas, seja por facilidade de comunicação, excesso de informação e conhecimentos (finalmente!) ao alcance de todos, a Maldade e a Falta de Amor têm pesado sobre a humanidade como jamais pesou... tudo, porque, hoje se é mau porque se quer! Hoje se comete erros, porque se quer! A Maldade se tornou opcional.

Não estamos mais na Era das Trevas. O Iluminismo chegou a todos. Não há mais a verdade do Céu que pune ou do Inferno que castiga. A Crença e a Fé se transformaram, e aquele que possue verdadeiramente, o faz pela certeza de que a Bondade realmente existe, mas que o ser humano precisa fazer a parte dele, porque não estamos mais na era dos deuses indolentes.

Leia a letra e pensa sobre isso...

Where Is The Love? Black Eyed Peas
What's wrong with the world, mama
People livin' like they ain't got no mamas
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma
Overseas, yeah, we try to stop terrorism
But we still got terrorists here livin'
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK
But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah
Badness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
Nigga, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all

People killing, people dying
Children hurt and you hear them crying
would you practice what you preach
or would you turn the other cheek

Father, Father, Father help us
send us some guidance from above
'Cause people got me, got me questioning
Where is the love (Love)

Where is the love (The love)
Where is the love (The love)
Where is the love
The love, the love

It just ain't the same, always unchanged
New days are strange, is the world insane
If love and peace is so strong
Why are there pieces of love that don't belong
Nations droppin' bombs
Chemical gasses fillin' lungs of little ones
With the on going suffering as the youth die young
So ask yourself is the loving really gone
So I could ask myself really what is going wrong
In this world that we livin' in people keep on giving
in
Making wrong decisions, only visions of them dividends
Not respecting each other, deny thy brother
A war is going on but the reason's undercover
The truth is kept secret, it's swept under the rug
If you never know truth then you never know love
Where's the love, y'all, come on (I don't know)
Where's the truth, y'all, come on (I don't know)
Where's the love, y'all

People killing, people dying
Children hurt and you hear them crying
would you practice what you preach
or would you turn the other cheek

Father, Father, Father help us
send us some guidance from above
'Cause people got me, got me questioning
Where is the love (Love)

Where is the love (The love)
Where is the love (The love)
Where is the love
The love, the love

I feel the weight of the world on my shoulder
As I'm getting older, y'all, people gets colder
Most of us only care about money making
Selfishness got us followin' in the wrong direction
Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids act like what they see in the cinema
Yo', whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness in equality
Instead in spreading love we spreading animosity
Lack of understanding, leading lives away from unity
That's the reason why sometimes I'm feeling under
That's the reason why sometimes I'm feeling down
There's no wonder why sometimes I'm feeling under
Gotta keep my faith alive till love is found

People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
would you practice what you preach
or would you turn the other cheek

Father, Father, Father help us
send us some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)

Where is the love (The love)
Where is the love (The love)
Where is the love (The love)

Where is the love (The love)
Where is the love (The love)
Where is the love (The love) 
 
Onde está o Amor Black Eyed Peas 
O que há de errado com o mundo, mãe
Pessoas vivendo como se não tivessem mãe
Acho que o mundo todo se viciou no drama
Somente atraído pelas coisas que irão lhe trazer traumas
Estrangeiro, sim, nós tentamos parar o terrorismo
Mas nós ainda temos terroristas vivendo aqui,
Nos Estados Unidos, a grande CIA
"O Bloods" e "O Crips" e a "KKK"
Mas se você somente tiver amor pela sua própria raça
Então você apenas deixa espaço para a discriminação
E discriminar gera somente ódio
E quando você odeia então você está impelido a ficar irado, sim
Maldade é o que você demonstra
E é exatamente assim que os raivosos trabalham e agem
Neguinho, você tem que amar apenas para ser correto
Tenha controle de sua mente e medite
Deixe sua alma gravitar para o amor, todos vocês, todos vocês

Pessoas matando, pessoas morrendo
Crianças feridas e você pode ouvi-las chorando
Você pode praticar o que você prega?
E mudar sua personalidade

Pai, Pai, Pai nos ajude
Nos mande alguma orientação do Céu
Porque as pessoas me tem, elas me tem questionado
Onde esta o amor? (Amor)

Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor?
O amor, o amor

Isso não é apenas o mesmo, sempre está mudando
Nossos dias estão estranhos, o mundo está estranho
Se amor e paz são tão fortes
Porque as peças do amor não se encaixam?
Nações lançando bombas,
Gases químicos enchendo nossos pulmões
Com o progressivo sofrimento a juventude morre cedo
Então pergunte a si mesmo, o amor realmente se foi?
Então eu poderia perguntar a mim mesmo, o que realmente está errado?
Neste mundo que nos vivemos as pessoas reprimem o altruismo
Tomando decisões erradas, apenas visando seus lucros
Não respeitando o próximo, negando seu irmão
A guerra está acontecendo, mas as razões são secretas
A verdade é mantida em segredo, varrida pra debaixo do tapete
Se voce não conhece a verdade, então você não conhece o amor
Onde está o amor, todos vocês, vamos lá (Eu não sei)
Onde está o amor, todos vocês, vamos lá (Eu não sei)
Onde esta o amor, todos vocês

Pessoas matando, pessoas morrendo
Crianças feridas e você pode ouvi-las chorando
Você pode praticar o que você prega?
E mudar sua personalidade

Pai, Pai, Pai nos ajude
Nos mande alguma orientação do Céu
Porque as pessoas me tem, elas me tem questionado
Onde esta o amor? (Amor)

Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor?
O amor, o amor

Eu sinto o peso do mundo em meu ombro
Estou ficando tão velho, todos vocês, pessoas frias
Muitos de nós apenas preocupados em fazer dinheiro
O egoísmo nos faz seguir nosso próprio caminho
Informações erradas são sempre mostradas pela mídia
Imagens negativas são os critérios principais
Infectando rapidamente jovens mentes como bactéria
Crianças agem como o que veem no cinema
O que quer que tenha acontecido com os valores da humanidade
O que quer que tenha acontecido com a justiça na igualdade
em vez de espalhar amor, nós espalhamos hostilidade
A falta da compreensão, conduzindo vidas afastadas da união
Esta é a razão pela qual as vezes me sinto pra baixo
Esta é a razão pela qual as vezes me sinto desanimado
Não é de se admirar porque as vezes me sinto pra baixo
Manterei minha fé viva para o amor

Pessoas matando, pessoas morrendo
Crianças feridas e você pode ouvi-las chorando
Você pode praticar o que você prega?
E mudar sua personalidade

Pai, Pai, Pai nos ajude
Nos mande alguma orientação do Céu
Porque as pessoas me tem, elas me tem questionado
Onde esta o amor? (Amor)

Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor? (O amor)

Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor? (O amor)
Onde está o amor? (O amor)
 

30 de ago. de 2012

Relações Intrarraciais - Parte 3 e última

As Religiões do Brasil - Sincretismo religioso, sincretismo de pessoas.

Durante quatro séculos o Brasil foi um pais oficialmente católico. Porém, ao contrário dos países europeus em que a Igreja atuava como Estado, aqui ela era subordinada ao Estado.

Quando Portugal começou as suas navegações no intuito de descobrir novas terras, o Vaticano havia concedido a ele o direito de padroado sobre as igrejas que seriam instaladas nas novas terras conquistadas, uma extensão das Cruzadas, atingindo lugares jamais antes imaginados, fazendo com que a Igreja alongasse as suas asas imperialistas a todos os povos do mundo. Portugal descobria, invadia, saqueava e colocava sob jugo as novas terras e, de bônus, angariava novas almas para a Igreja – à força.

O padroado concedia a Portugal o controle sobre as igrejas e aos religiosos nas novas terras, portanto, no período colonial, a Igreja dependia muito mais do Estado do que do papado, pois era o rei de Portugal que construía os templos e mosteiros, dotava-os de padres e religiosos e nomeava os bispos. O clero fazia parte do funcionalismo público, remunerado pelo Estado.

Em 1827, o padroado passou da Coroa Portuguesa para o Imperador Dom Pedro I, tornando o catolicismo a religião oficial do Estado Brasileiro. Mas o jugo religioso acabaria em 1889.

Com a proclamação da República em 1889, foi institucionalizada a neutralidade do Estado com as questões religiosas, tornando o Brasil um Estado laico. Já na primeira Constituição, de 1891, foi redigida a liberdade de culto, o que implica à liberdade de associação, reunião, expressão e à livre concorrência entre as organizações religiosas. Portanto, com a laicização do Estado, novas religiões puderam aportar no Brasil e, inclusive, criar-se uma legitimamente brasileira e, tal qual o seu povo, tão sincrética e miscigenada quanto!

Umbanda, a Religião brasileira.

Surgida no Rio de Janeiro na década de 1920 com o nome de “Macumba”, apenar de ser uma das vertentes do Candomblé, é uma religião aberta a todos e não somente aos afro-descendentes, como as outras religiões afros no Brasil.

Diferente das outras está também a sua despreocupação em conservar as raízes africanas e com o movimento de reafricanização, como ocorre com o Candomblé e suas congêneres.

A Umbanda é uma religião brasileira e não afro, embora possa chamá-la de Afro-Brasileira. É uma mistura, como é o povo brasileiro. Em seu sincretismo há elementos de religiões dos quatro cantos da Terra, assim como o seu povo: as crenças e tradições das religiões africanas e seu panteão de Orixás (deuses); o Catolicismo popular, o que se miscigenou com o misticismo indígena e africano; e o sincretismo hindu-cristão do Espiritismo “Kardecista”. Esta é a Umbanda, um sincretismo religioso originalmente brasileiro.

O panteão herdado do Candomblé soma-se aos espíritos-guias brasileiros, fazendo da Umbanda uma religião única, singular. Na África, o panteão conta com cerca de 400 Orixás, mas apenas 20 deles são cultuados no Brasil pelas religiões remanescentes: Exu, Ogum, Oxossi, Ossaim, Oxumarê, Omulu, Xangô, Iansã, Oba, Oxum, Logum Edé, Iemanjá, Nanã, Oxaguiã e Obatalá. Além desse panteão, há os espíritos guias, inferiores aos Orixás: Caboclos (índios brasileiros), Pretos-Velhos (espíritos de escravos) e os Baianos, agrupados na Linha das Almas ou Linha Africana.

Esses espíritos guias são os intermediários entre os humanos e os Orixás, e são divididos por falanges denominadas ‘Linhas’, encabeçadas ou não por um Orixá, sendo sete as Linhas mais tradicionais: Linha de Oxalá; Linha de Iemanjá; Linha de Oxossi; Linha de Xangô; Linha de Ogum; Linha do Oriente; Linha das Almas.

Na Linha do Oriente junta-se mais um elemento de outros povos: os ciganos. Em alguns terreiros, a Linha do Oriente é substituída pela Linha das Crianças, que agrupa os Erês (espíritos de crianças) e é presidido pelos Orixás gêmeos Ibejis, que são, na verdade, os santos católicos Cosme e Damião.

A vertente da Umbanda, a Quimbanda, cultua Exus e Pombagiras, que são espíritos guardiães de polaridade masculina e feminina. Nesta vertente, o trabalho religioso tem o auxílio da magia.

A Umbanda continua se sincretizando, cada vez mais abrangente de culturas, cada vez mais singular e totalmente brasileira. Atualmente, tem incorporado outras práticas místicas e até terapêuticas holísticas da Nova Era.

Sem barreiras de classe, escolaridade, origem étnica ou racial, se propaga em todas as regiões do Brasil. A Umbanda só é possível por haver aqui algo igualmente único: o encontro cultural de diversas crenças e religiões dos povos de todo o mundo, contidos numa única nação.

OBS: Este texto foi escrito em meados de 2009 e, na ocasião, o livro utilizado como referência sobre a Umbanda foi o "O livro das religiões", dos autores Jostein Gaarder, Victor Hellern  e Henry Notaker. A versão brasileira do livro trás um apêndice que trata da Umbanda e hoje, depois de alguns estudos e pesquisas sobre o assunto, vemos o quanto o autor de tal apêndice estava desinformado em relação à Umbanda. Portanto, esta última parte do texto não condiz com a realidade e história da religião brasileira, que é muito mais ampla, complexa e rica.

@patkovacs.

29 de ago. de 2012

Relações Intrarraciais - Parte 2

O Brasil é o coração do mundo. Um coração de mãe, que acolhe filhos de todas as terras. País paradisíaco, de belezas e riquezas naturais. É a Terra Sem Mal profetizada pelo caraíba aborígine. É também a Terra Prometida que muitos judeus aqui encontraram. De um ponto a outro encontramos pequenas representações do mundo e um mundo de pessoas.

No Brasil atual não é mais possível afirmar que o seu povo provém de apenas três raças básicas. Não apenas mais o aborígine, o negro africano e o branco português. A riqueza do país não está apenas na terra, mas no gen de cada indivíduo do nosso povo. Um pouquinho do gen de cada povo do mundo. Porém, o que deveria ser entendido como riqueza e beleza singulares, é visto como inferioridade, como uma degradação da espécie humana. Isso tudo porque a nação foi alicerçada sobre a violência e a crueldade de um humano sobre o outro.

1500 – A invasão do Brasil

Quando os portugueses aqui chegaram de forma massiva, havia mais de mil etnias aborígines distintas, somando algo entre 3 a 5 milhões de habitantes, divididos em diversos grupos, sendo que quatro eram os mais importantes: tupi-guarani, jê, nuaruaque e caraíba. No fim do século XX, esses números reduziram para 300 mil pessoas divididas em 170 grupos lingüísticos, considerando como grupo com, pelo menos, 1 indivíduo que fale o idioma ou dialeto. Com esses números, pode-se afirmar que a população nativa foi dizimada em 4 séculos de jugo e barbárie. Não apenas vidas se perderam, mas algo muito maior, de incalculável prejuízo para a humanidade: as etnias. A dominação pelos brancos, inclusive pelos padres jesuítas, causou o etnocídio: o extermínio total e completo de um povo e todas as referências a ele. Sem esses registros, seremos eternamente órfãos de nossas reais origens e o Brasil jamais saberá de qual semente germinou.

Portanto, quando os portugueses aqui invadiram, encontraram o lugar habitado, com uma organização comunitária simples instituída, embora fosse rudimentar. Pondo à parte o holocausto desses povos, houve a primeira miscigenação que começaria a formar o povo brasileiro: do homem português com a mulher índia.

Houve muitos casamentos, outros apenas acasalamentos, entre portugueses e índias. Com a chegada dos padres da Companhia de Jesus, institucionalizou-se esses casamentos de acordo com a Igreja e as mulheres assumiram um nome cristão e seu passado completamente apagado. Esse foi um fato para não existir tais registros que comprovem a mestiçagem do branco com o aborígine de algumas famílias antigas.

Entre os séculos XVI e XVII, começou a se desenvolver o comércio escravista de pessoas traficadas do Continente Africano, substituindo, gradativamente, o escravo aborígine pelo escravo africano. E nessa época, europeus de outras nacionalidades também começaram a sua invasão às Terras Brasilis: espanhóis, holandeses, franceses. E a cada novo integrante de uma determinada nação que é introduzido no Brasil, mais o sangue se dilui, mais a carne se miscigena. E, apenar dos pesares, mais a cultura se enriquece, embora seja uma cultura fragmentada, formando uma grandiosa colcha de retalhos.

Nas navegações portuguesas eram empregados marinheiros de diversas nacionalidades, tornando a fauna humana brasileira bastante diversificada: italianos, ingleses, franceses e alemães. Grande número de flamengos se fixaram no nordeste, estimulados pelo domínio da Holanda sobre a capitania de Pernambuco, que durou de 1630 até 1654, quando foram derrotados e expulsos por colonos portugueses. Mas é graças a esse curto domínio da Holanda que existe o maior número de registros iconográficos e textuais sobre os aborígines brasileiros ainda existentes na época.

À época, índios e negros não eram considerados gente, no máximo pertenciam a uma sub-raça humana. Se eles que eram indivíduos de sangue-puro, eram considerados inferiores, o que se diria do produto derivado de duas raças distintas ou mesmo entre duas sub-raças? A miscigenação criava seres mais infelizes e desgraçados. Não raro, grandes senhores de terra negavam de todas as formas a sua ascendência, mesmo que os sinais de sua miscigenação estivessem bem impressos em sua face. Qualquer relação de sangue com inferiores seria considerado uma grande vergonha, sem contar que o tal senhor perderia sua moral diante da sociedade branca e superior.

No século XVIII ocorreu a Revolução Industrial e o mundo jamais seria o mesmo: ele mudou, se modernizou, ficou mais acelerado e o capitalismo substitui o antigo sistema. Não havia mais espaço para o arcaico, e isso incluía a escravidão – não por uma questão de ascensão de consciência, mas porque não servia ao novo sistema, pois era necessário pessoas capacitadas para operar máquinas.

Nação modernizada ou embranquecimento da população?

No final do século XVIII, tinha início o capitalismo industrial e a sua maior potência, na época, era a Inglaterra. Enquanto o mundo se transformava e modernizava em conseqüência da Revolução Industrial, o Brasil permanecia com o seu arcaico e obsoleto comércio escravista, o que não era bem visto pelas outras nações, não por uma questão humanista, mas econômica e financeira.

Com uma nova classe social surgida com a R.I., a classe operária, o comércio se expandiu em proporções nunca antes imaginadas, impulsionado pelo advento das grandes embarcações movidas a vapor e a criação de ferrovias. A classe operária era composta de homens livres que vendiam a força do seu trabalho, sendo que eles se transformavam, também, em consumidores das mercadorias e produtos que eles próprios fabricavam; também era os responsáveis por seu sustento e moradia, o que era totalmente inverso do sistema escravista.

Para a Inglaterra, o escravismo era um estorvo ao crescimento do capitalismo industrial. Suas fábricas e o seu capital queriam se expandir a novos mercados, queriam mais consumidores de outros países. E como o Brasil era financeiramente dependente da Inglaterra, ele sofre uma enorme pressão para o fim do escravismo – afinal escravo não consome, apenas sub-existe.

Como tirar o Brasil de tal atraso tecnológico, afinal? A resposta foi a abertura aos imigrantes europeus de vários países, que reuniam várias vantagens: eram brancos; eram experientes com o uso da terra; estavam familiarizados com a industrialização.

Graças à imigração, num curto período de apenas 30 anos – de 1890 a 1920 – a população do Brasil dobrou de 14 milhões para 30 milhões, havendo uma expansão acelerada da indústria e a formação da população urbana. Com isso, multiplicou-se os investimentos estrangeiros que transformaram a maior cidade do país, a que abrigou grande parte do contingente imigrante, tornando São Paulo a metrópole industrial do país. Parte de sua população era composta por imigrantes portugueses, espanhóis, italianos, alemães, árabes, judeus e japoneses, com o duplo objetivo de substituir o trabalho escravo e embranquecer a população.

Tabela da imigração no Brasil, entre 1890 e 1929. *
Italianos
1.156.472
Portugueses
1.030.666
Espanhóis
551.385
Alemães
112.593
Russos
108.475
Japoneses
86.577
Austríacos
79.052
Sírio-libaneses
73.690
Romenos
28.110
Poloneses
28.110
Lituanos
26.374
Iuguslavos
22.127
Outros (Húngaros, tchecos, suíços, etc.)
219.444
* Tabela copiada do livro “Cinco Séculos de Brasil”, página 79.

Embora o Brasil inteiro tenha sido tomado pela imigração dos cidadãos do mundo, foi São Paulo o estado mais contemplado com isso. Os imigrantes agruparam-se em comunidades e introduziram seus costumes, sua comida, sua música, suas expressões idiomáticas, suas vestimentas, seus gostos e seus ideais.

As agitações operárias e as reivindicações por melhorias no trabalho entre 1915 e 1930 foram movimentos influenciados por imigrantes italianos e espanhóis. O Partido Comunista Brasileiro, fundado em 1922, estava ligado diretamente com a recém-formada União Soviética. Todas essas agitações provocadas pelos imigrantes eram um choque para a sociedade brasileira que permanecia com a débil mentalidade senhorial e paternalista, típica da era escravista (aliás, resquícios de tal mentalidade ainda permanecem até os dias de hoje).

@patkovacs

28 de ago. de 2012

Relações Intrarraciais - Parte 1

Todos os povos formando uma só nação.

“Olhe de novo:
Não existem brancos.
Não existem amarelos.
Não existem negros.
Somos todos arco-iris.”
(Daltonismo, Ulisses Tavares)

Os conceitos de Raça e Etnia:

    Os grupos sociais são agrupamento de pessoas que se identificam por características externas culturais e físicas, facilitando a identificação de tais indivíduos com tal grupo e diferenciando um grupo de outro.
   
Grupo étnico é uma população cujos indivíduos têm um senso de identidade baseado em padrões culturais distintos e, algumas vezes, com ancestrais comuns entre eles. Conceitos que são atribuídos a determinada etnia acabam por ser um estigma que o indivíduo carregará mesmo não tendo tão característica em sua personalidade.

    No Brasil, são considerados grupos étnicos os pomerânios do Espírito Santo (imigrantes de etnia alemã vindos da Pomerânia, região entre a Prússia, Suécia e Polônia); os poloneses no Paraná; os italianos em São Paulo; os alemães em Santa Catarina; os ianomâmis em Roraima; os pataxós na Bahia; entre outros.

    Raça é um termo que foi largamente utilizado para explorar as diferenças de cor de pele para classificar os seres humanos. Hoje, a sua importância está nos Estudos Sociais, significando uma população cujos indivíduos possuem certas características físicas. No Brasil, são considerados como grupos raciais os caucasianos, negros e asiáticos.

Forma de integração racial:

    As formas de integração entre grupos raciais e étnicos vai desde a assimilação de grupos originais por outros grupos, ocorrendo diversas vezes na História através das guerras invasivas, dominações de territórios e jugos, até a convivência harmoniosa entre culturas diferentes, nos casos das migrações.

    Assimilação:
    É o processo de integração em que dois ou mais grupos raciais ou étnicos se unem, tornando-se indistintos. No Brasil, por conta da escravidão e das imigrações, houve um processo de assimilação de vários grupos: os italianos em São Paulo; os açorianos em Santa Catarina; diversas etnias indígenas, processo provocado pela dominação portuguesa e jesuíta; diversos grupos africanos de várias partes do Continente Africano em varias áreas do Brasil; etc.

    Nesse processo, a cultura dominada sempre incorpora elementos da dominante.

    Pluralismo Cultural:
    Quando há uma convivência harmoniosa entre grupos étnicos ou raciais dentro de uma mesma sociedade, ocorre o pluralismo cultural. Nessas sociedades, cada grupo, mesmo interagindo com os outros distintos, mantém suas próprias tradições, costumes e língua.

    No Brasil, há o pluralismo cultural mantido por grupos de imigrantes e seus descendentes (alemães, poloneses, húngaros, italianos, finlandeses, holandeses, letões, japoneses, chineses, coreanos, bolivianos) e de habitantes originais, os aborígines brasileiros (xavantes, parecis, pacaás-novos, ianomâmis, terenas, guaranis, etc).

Arquivo-resenha - Raptores, por Milla Palmeira

Esta é a primeira resenha do livro Raptores, Ep. 1, feita pela parceirona Milla Palmeira, do blog literário Daily of Books, publicada em 23 de maio de 2012, um pouquinho só depois do lançamento pelo Clube de Autores =]
Miguel Escobar é um raptor, metade homem e metade lobo, que tem por objetivo proteger a natureza e todos os seres que vivem nela. Vive um romance com Okami, Raptor de Honshu, juntos vivem um belo amor, mas Escobar precisa partir numa de suas missões e quando retorna encontra sua amada morta, assassinada por caçadores.
 
“A Era de trevas que sua amada Okami, Raptor de Honshu preconizou, desabou também sobre Escobar, fazendo-o cair em definitivo no abismo escuro de seu espirito.”
“E Escobar se corrompeu”
 
Também conhecemos Blasco Uchoa, pupilo de Escobar, porém depois da morte de sua amada, Escobar não é mais o mesmo e abandona sua missão, deixando Uchoa só e este passa a treinar por conta própria. 
 
Uchoa protege sua área, possui um amigo que lhe ajuda nesta missão, Aaron, um garoto-cerval.
 
Luzmarina é bióloga, doutora em biologia da conservação, especializada em Bioética e Biomas, seu caminho se cruza com Uchoa, este a observa, testa sua integridade e dali nasce um grande amor, mas primeiro Uchoa tem que se aproximar e conquistar seu amor.
 
E, como sempre, cada vez com maior frequência de noites do que no inicio, há uns três meses, ele surgia ante ela como uma névoa que se condensava tocando-a com uma gentileza firme, em toques tão suaves que era como se uma seda leve deslizasse por sua pele. Tendo por maior impressão o perfume de almíscar que preencha o quarto e o gosto doce e morno em sua boca de seus beijos, sempre calmos e gentis como tudo que ele lhe fazia
Meus amigos, acho que não posso dizer mais, o livro é lindo, sua leitura em nenhum momento se torna enfadonho. Gostei como a autora conduziu a narrativa, valorizando o amor de um “homem” à natureza, aos animais e ao próximo.

27 de ago. de 2012

Lançamento - A Bruxa Mora Ao Lado, de Jossi Borges


No último sábado, dia 25 de agosto, a escritora JOSSI BORGES lançou seu novo livro infanto-juvenil, A BRUXA MORA AO LADO, pelo Clube de Autores.

Nesse projeto novo e despretencioso da autora, Euzinha tive a honra de ilustrar a capa \o/ E, segundo a minha manamiga Jossi, o desenho ficou perfeitamente caracterizado com a história e os personagens ^^

Mais um lançamento nacional independente, de uma literatura honesta mas bem estruturada.

Ao contrário do que o povo imagina, os autores independentes são muito compromissados com seus trabalhos e fazem de tudo (literalmente) para oferecer o melhor aos seus leitores!
Aos autores independentes não faltam talento e competência. Apenas falta grana para pagar uma gráfica-camuflada-de-editora ou a sorte de possuir um Q.I. vantajoso - um Quem Indica bem relacionado.

Confira o livro à venda no Clube de Autores:

Breve trarei a resenha do livro, que você poderá conferir no Alternativos & Independentes e, mais futuramente, aqui também no Patriciado =]

24 de ago. de 2012

Ganhamos um novo selinho!!

Este selinho nos foi presenteado pela Kamilla Borges, autora do Blog Beijos Adolescentes e da super saga Preciosa, com seu primeiro livro publicado pelo Clube de Autores, Cristal.

Obrigadão, K a a h!


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