8 de mar de 2016

Testando material de desenho - parte 1

Agora que o mundo todo já sabe que entrei numa vibe de voltar a desenhar, temo que todas as próximas postagens aqui no blog sejam somente desse assunto, rs. Pensei até em fazer uma postagem especial pelo dia de hoje, Dia Internacional da Mulher, mas como acho que essa é só mais uma data institucionalizada para vender tranqueiras e quinquilharias, vamos deixar passar.

Mas se há qualquer pedaço de mulher em você, Feliz Dia, só para não te deixar triste.

Na penúltima postagem, fiz um verdadeiro confecionário aqui, mas acho que ninguém leu (e isso deve ser bom, sei lá). Digitei um capítulo de livro só para contar a minha inglória tragetória no mundo artístico do desenho. E depois de ter parado por muitos anos, desenhando muito esporadicamente só quando alguém me implorava, pensei comigo que jamais voltaria a essa atividade, tanto que dei fim em alguns materiais de desenho, como por exemplo uma caixa metálica com 48 lápis de cor da linha Polychromos da Faber Castell, que hoje custa em média R$ 450 Ô.o'''

Mas, sei lá, está voltando essa vontade de desenhar E pintar. Não apenas rabiscar, mas também trabalhar com pintura e PINTURA TRADICIONAL... nada das pinturas em Photoshop que fazia. Quero é mexer com tinta, com pincel, com lápis de cor, pastel, canetinha. Talvez seja uma bênção de bônus extra que recebi em resposta às minhas orações para despertar minha mente para a criação, que estava hibernando há tempo demais, como já devo ter comentado por aqui. Que as preces foram ouvidas, está mais do que evidente: a prova incontestável está aqui como exemplo, na atualização quase diária do PatriciaDo.

Então, o passo seguinte é a atividade mais divertida da mulherada: ir às compras! Com material guardado há muito tempo, alguns caídos no limbo, outros desfeitos, foi necessário refazer nem que fosse o básico. Embora eu tenha a intenção de não permitir que o perfeccionismo me sabote mais uma vez, não consigo deixar de querer um materialzinho de melhor qualidade, o que não pode ser nem um sulfite, nem um lapisinho escolar qualquer. 

Os lápis de cor já estão adquiridos. Como sou exagerada (e se pudesse comprava mesmo uma caixa de lápis profissional com 120 cores!), peguei logo duas caixas da Faber Castell (não tem escolha, a marca é a melhor substituta aos profissionais, que temos disponível por aqui), uma de mina seca e outra aquarelável. A caixa de lápis da Staedtler que adquiri primeiro, não me satisfez em questão de qualidade, então encarei mesmo o Faber para uma aquisição maior (e mais cara).

Também adquiri dois estojos de caneta hidrocor, a nossa queridinha da infância, canetinhas \o/ As duas foram um grande achado, então não pude deixar passar. Um estojo da Bic, com ponta imitando pincel de sumiê, que para mim é novidade. A outra, hidrocor de ponta fina, de uma marca que não reconheci, que encontrei na Americanas, mas que parece bastante eficiente, e o preço foi bom em comparação às canetas de marcas mais tradicionais, que vi por mais de R$ 60 tendo apenas 10 cores.

Na postagem de hoje, mostrarei a hidrocor com ponta de pincel da Bic. É canetinha para uso escolar, mas o teste que fiz com ela me agradou bastante. O preço que é salgado para uma canetinha: em uma loja de departamentos, achei por R$ 38, mas por sorte encontrei na Kalunga por R$ 26, "só" 12 reais mais barato... Aliás, foi na Kalunga que adquiri as duas caixas da Faber Castell, pois foi onde encontrei o menor preço, sendo quase R$ 20 mais barato até mesmo que na Caçula e Casa Cruz, e outras lojas mais obscuras.

Fiz um teste simples para ver como a tinta se comporta no papel. Não caprichei, sorry, da próxima faço uns testes mais apresentáveis.

Fiz apenas alguns tracejados para testar a ponta da caneta, para conferir se fazia mesmo o efeito de pincel. Ótima surpresa: realmente imita um pincel. É firme, porém macia, o que dá para fazer várias gradações em um único traçado.

As cores são vivas, divertidas. A tinta não se esparrama facilmente no papel, como acontece com algumas canetinhas que parecem ser drenadas ao simples toque. E a maior das surpresas foi constatar que é possível fazer uma pintura imitando aquarela \o/ na embalagem não é dito isso (pelo menos não vi nenhuma informação), mas no corpo da caneta vem informando que é aquarelável. 

A tinta se mescla bem, não secando tão imediatamente e formando aquelas manchar desagradáveis enquanto se pinta um mesmo motivo. É possível mesclar as cores, desde que sejam as claras entre si ou as escuras sobre as claras.

O mais legal de tudo que achei foi mesmo a variação na gradação do traçado, pois não precisa ficar reforçando uma parte que queira mais grosso, quando se quer dar um leve efeito tridimensional ao traçado, para dar a impressão de sombra e volume.

Resumindo: fiquei bastante satisfeita com a aquisição, uma vez que não pretendo fazer nenhuma obra prima, nem teria capacidade, obviamente. Surpreendeu pois excedeu as espectativas. E, depois disso, o precinho salgado nem foi tão ruim assim. Recomendo para quem quiser tentar.


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