16 de jul de 2016

Passarinhos nos fios


Algo que sempre recordo com saudades, do período da minha infância, eram os bandos de passarinhos - pardais - que ficavam empoleirados na fiação aérea de frente à casa onde morava. Achava lindo todos eles ali, juntinhos. Também tinha as rolinhas, e às vezes conseguia pegar alguma com as próprias mãos, feito um gato à espreita da caça, apenas para ter o prazer de soltá-la logo em seguida e vê-la voar das minhas mãos.

Lembro que chamavam essas criaturas adoráveis de praga... da mesma forma que hoje chamam aos pombos, aos micos, gambás e quaisquer dos outros animais que estão demais para o ser humano suportar a convivência e a aproximação.

Os pardais e rolinhas, pragas no início dos anos 1980, desapareceram e parece que ninguém notou isso. Logo serão os pombos, praga do início do século agora, também desaparecerão. E as joaninhas. As cigarras. Os vaga-lumes. Os marimbondos. As borboletas. Até mesmo os cupins estão desaparecendo, esses que eram criaturinhas certas a anunciar o início do Verão e que colocava todo mundo em pânico, quando eles rodeavam as lâmpadas até caírem exaustos.

Todas essas criaturinhas consideradas pragas foram sendo vencidas pela praga maior: o ser humano, que, a bem da verdade, em sua maioria apenas ainda é humanoide: um bípede tricerebrado, como descreveu Samael Aun Weor.

Um bípede tricerebrado, um símio que apenas acabou de descer das árvores e colocar-se ereto sobre as patas traseira, e que a Natureza lhe concedeu um dedo polegar a cada pata dianteira, para lhe ajudar na evolução material.

Vemos dessas criaturas aos milhares, espalhados por aí. Atropelando multidão de pais, crianças e velhos em Nice (França). Cravando uma faca no pescoço de uma mãe com sua garotinha, no Estácio (RJ). Levando ao caos moral e material uma nação que começava a se agigantar e brilhar, como fez PT e partidos afins nos últimos 15 anos. Manipulando mentes fragmentárias. Confundindo o certo e o errado. Incriminando a vítima, absolvendo culpados.

É o caos do fim. Um fim que já não se demora mais, e cada vez mais é ansiando e rezado para que venha logo. Será o chacoalhar de mentes e corpos. Será o retorno ao eixo, após tantos milênios cambaleando de forma torta, inclinado como um ébrio pré-comatoso a se arrastar pelas ruas, pois assim o é a humanidade que ainda não se tornou Humana.

Não há mais passarinhos nas fiações elétricas. Joaninhas. Vaga-lumes. Marimbondos. Há novas pragas, estas sim nocivas aos humanos, quando não é o próprio humano em sua condição de canibalismo. O homem não é o lobo do homem, mas sim o demônio de si mesmo.


 

 

Um comentário:

Jossi Slavic Genius disse...

O ser humano não é o 'animal maligno', visto que foi feito à imagem de Deus. Mas sabe como é, tudo o que Deus fez o diabo deu um jeitinho de meter a colher torta e detonar.

Quando eu vejo a barbárie hoje em dia, os crimes, os 100.000 homicídios cometidos no Brasil (vivemos, literalmente, uma guerra civil, ocultada pela mídia!), os muçulmanos invadindo a Europa, o esquerdismo tomando conta de tudo e ainda nos chamando de 'nazistas-fascistas-xenófobos'... eu sinto com absoluta precisão que existem dois tipos de seres, igualmente chamados de 'humanos' por terem ambos a mesma aparência. Mas que não tem de jeito nenhum, o mesmo tipo de ALMA. Existem os humanos, gente normal, gente que só quer viver sua vida tranquilamente, cuidar dos seus amados, da sua família, dos animais, da natureza, do seu trabalho honesto... E existem OS OUTROS, a semente da serpente. Esses são os bandidos, os psicopatas, aproveitadores, farsantes, políticos que se vendem facilmente, comunistas, terroristas, assassinos cruéis, gente sem moral, sem escrúpulos, materialistas, etc.

Muito bom o seu artigo, adorei. É verdade que estamos rodeados por essa corja de monstros... e temos que ter muita fé em Deus para suportar essas novas pragas!

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