13 de dez de 2012

Homenagem - 100 Anos de Luiz Gonzaga

Ilustração de Willian Medeiros
Este ano muitas personalidades de relativa importância à Arte e Cultura do Brasil completam centenário de nascimento: Jorge Amado, Nelson Rodrigues, Amácio Mazzaropi e Luiz Gonzaga. E também um fato histórico, pouco ou nunca ensinado nas escolas, completa os seus 100 anos: a Guerra do Contestado.

Entretanto, hoje, esclusivamente, quem faz (ou faria, se ainda caminhasse por aqui) 100 aninhos é o Músico e Criador Musical (sim! depois explico!) LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO, ou simplesmente Gonzagão.

Nascido na cidade de Exu, interior de Pernambuco, o Rei do Baião, como é muito conhecido, recriou a música nordestina, projetando essa Cultura para todo o Brasil. Mesclou a música regional festiva com a religiosa do catolicismo; deu maior ênfase ao arcodeão, instrumento que vem desaparecendo juntamente com a viola por falta de "tocadores"; usou sua Arte para mostrar ao Brasil e Mundo os flagelos do Nordeste, a dura vida sem esperança do povo. Sim, Gonzagão usou sua música como protesto e como alerta, qualidades que vemos desaparecer na música e demais Artes hoje em dia, todas apenas se voltando ao "pão e circo".

Gonzagão, o Rei do Baião, que - à propósito – não era gigante apenas no apelido carinhoso a ele dedicado. Em seu longo reinado, o velho “Lua”, como também era conhecido, redimensionou o papel da sanfona na música brasileira, “inventou” a nação nordestina no mapa cultural ao alcançar sucesso nacional mesclando ritmos arcaicos com escalas modais litúrgicas oriundas das ladainhas religiosas, criou  um cancioneiro particular e encarnou personagens sertanejos que habitam nosso imaginário até hoje, entronizou nas classes média e alta gêneros populares como o forró, xote, baião, xaxado e a marcação de quadrilha. Verdadeiro ícone de nossa brasilidade, Gonzaga merece cada frase escrita ou produzida musicalmente em sua reverência.
Fonte: Forró Fest 2012

Com 45 álbuns lançados em 49 anos de carreira, até sua morte em 1989, aos 76 anos de idade, influênciou outros grande nomes da Música Brasileira, como Gonzaguinha (seu filho), Gilberto Gil, Caetano Veloso, Geraldo Vandré, Fagner, Raul Seixas, Dominguinho, Elba Ramalho, Bob Nelson, Marinês e Abdias dos Oito Baixos.

Hoje, qual dos novos músicos serão relembrados em seus aniversários, mesmo depois de mortos? E, melhor: quais serão escola para outros tão talentosos quanto?

Aqui fica a simplória homenagem ao ícone da verdadeira Cultura da nossa terra.




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