22 de jul de 2013

Resenha – Relações de Sangue, de Martha Argel

Para quem não é fã de vampiros, as minhas últimas leituras têm sido um bocado “vampirescas”... até um mangá com essa temática me aguarda na fila!

Então, Relações de Sangue, de Martha Argel, é um livro com e sobre vampiros, mas que foi escrito e publicado há muito tempo, em 2002, bem antes dessa atual (e já nem tanto) moda, e um dos primeiros Romances nacionais a abordar o tema.

De forma leve, descontraída e até bem humorada, a Autora apresenta Maria Clara Baumgarten e seus dois vampiros de estimação (como a protagonista costuma mencionar... com ironia, claro!), Lucila e Daniel.

Clara levava uma vida bem legal e tranquila, trabalhando como tradutora em casa, quando um acaso acontece e a vampirinha Lucila entra na vida da moça em circunstâncias não bem explicadas. “Até aí, tudo bem”. Clara continuou normal, não-mordida, e Lucila virou sua amiga (ao menos era o que ela acreditava!). Até que um belo dia qualquer, Daniel, um vampiro gostosão, aparece em sua porta, sob indicação de Lucila... e se você pensa que Clara viverá um lindo e tórrido romance com o vampiro “moreno, alto, bonito e sensual” se enganou redondinho, assim como eu!

Daniel é um “vampiro de programa”, que vende seus serviços de chupar pescoços (!) para a mulherada rica, carente e com esse bizarro fetiche. Ele só toma o necessário, a mulherada paga por isso e todos ficam felizes e saciados – e todos vivos. Até que um tal de “Vampirão” entra na jogada e começa a assassinar as clientes de Daniel.

E Clara, graças a sua mui amiga Lucila, é feita de isca para atrair Willian, o Vampirão, que na verdade é um vampiro psíquico que se alimenta das emoções e da bioenergia de suas vítimas.

Meu Achismo:

Os vampiros de Relações de Sangue são o do tipo clássico: temem cruz, água benta e outros acessórios religiosos; matam sem dó nem piedade quando querem; queimam à luz do sol; têm habilidades especiais; são imortais até ter seus corações arrancados ou atravessados por uma estaca.

O livro começou leve e até divertido, e assim se manteve até um pouco depois da metade. Depois se tornou violento, bárbaro e traumático. Para Clara, apesar de ter sobrevivido a três vampiros e a farsa de um relacionamento com Estevão, um pseudo-namorado, não foi um happy and... nem de longe!

Eu acho que a Martha Argel poderia ter sido mais boazinha com seus personagens - todo mundo se ferrou ali!

Não sei se ainda é possível adquirir o livro, mas vale uma visita ao site pessoal da Autora. Ela tem uma bagagem admirável, que precisamos conhecer :)

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