26 de jul de 2013

Resenha – Waverly Hills – Onde Reside o Mal, de Oscar Mendes Filho

Waverly Hills é um thriller de suspense e horror, de leitura rápida e instigante.

No prefácio, Oscar Mendes Filho conta a história – real – do Sanatório Waverly Hills, construído no final do Século XIX pelo Major Thomas H. Hays, em Kentucky, nos Estados Unidos. No início, Waverly era a moradia de Hays e sua família, transformando, pouco tempo depois, em uma escola. Anos mais tarde, durante uma terrível epidemia de tuberculose, a propriedade foi vendida e transformada em hospital para o tratamento das vítimas dessa doença que, naquela época, ainda não havia tratamento eficiente e cura, limitando-se a manter os pacientes o mais afastado possível do restante da população.

O hospital sobreviveu até o início dos anos 60, quando foi desativado. Tempos depois, tornou-se um asilo, que também acabou sendo desativado por conta de abusos contra os idosos.

Em 2001, Waverly Hills foi comprada por Joe Mattingly, que transformou o prédio em atração para curiosos e interessados em fenômenos sobrenaturais, pois, a essa altura, o antigo sanatório já tinha ganhado a fama de ser “mal assombrado”.

Muitas histórias e testemunhos surgiram então, todos de acontecimentos bizarros e tenebrosos, afinal Waverly Hills foi um lugar impregnado de muito sofrimento e “algo mais” que Oscar Mendes nos contará através de seus personagens Eduardo Matoso, Marco Yamashi e Ingrid Castro (estudantes de fenômenos sobrenaturais), Samanta Azevedo, Adriano Cunha, Lara Anastiel e Henrique Chaves (médiuns).

Esse grupo se une na intenção de descobrir se as histórias macabras acerca de Waverly Hills são mesmo verídicas, e partem do Brasil para Kentucky, para investigação e estudos.

O grupo se dividiu em 3, e cada dupla foi percorrer uma determinada área do prédio, exceto Ingrid, que adoeceu na viagem e permaneceu no hotel, auxiliando a distância com suas orações.

Por mais que pensassem estar preparados para o que poderiam encontrar em Waverly Hills, o grupo de pesquisadores não esperava vivenciar algo tão terrível, que acabou de forma muito trágica. O final foi curto, grosso e seco como um soco entre os olhos!

Meu Achismo:

Oscar Mendes Filho se utilizou de uma narrativa interessante: apenas os diálogos em primeira pessoa de todos os personagens, como se ele tivesse transcrito uma gravação de voz autêntica, como se o grupo e a história fossem mesmo reais (eu acho que não, mas parece, rs). Acho que a coisa funcionou bem pelo livro ser curto e a história uma noveleta.

Apesar das parcas descrições dos ambientes e das situações, era como se estivesse assistindo a um filme e não apenas lendo diálogos. Na leitura, se é transportado para a história, sendo possível vivenciar o medo, a angústia e o terror que os personagens passam em sua incursão pelo antigo sanatório.

Eu não esperava o final que teve. Oscar é mesmo um Autor impiedoso >.<

Veja as fotos do lugar.
Leia a entrevista com o Autor.
Conheça o blog Prisioneiro da Eternidade.
Onde comprar o livro.

2 comentários:

Oscar Mendes Filho disse...

Ser impiedoso é uma marca registrada minha.

:)

Arismeire Kümmer Silva disse...

Gostei da sinopse :-)
Fiquei curiosa para ler.
Bj, Aris.
http://arismeire.blogspot.com.br/

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