26 de out de 2012

Lua Crescente e Árvore da Vida

Apesar de muita inutilidade, o Faceboook é realmente um bom local para se descobrir fotos interessantes.

A foto interessante de hoje é dessa duplinha super fofa que vai arrancar muito "oooownnnn" de quem ver, tenho certeza. Mas não é sobre a fofura dos dois filhotes, num encontro no mínimo peculiar, que quero comentar.

Olhe bem pra cara do veadinho (no bom sentido; se preferir, pode chamá-lo de 'cervo'). O que vê?

Achei muito, mas muito interessante o padrão desenhado na testa do animal. Pesquisei com o São Google outras fotos de gamos, cervos, veados etc, pra ver se encontrava animais com o mesmo padrão. Bem, as fotos que achei não ajudaram muito nisso, então deixa as outras pra lá e vamos nos focar nessa aqui.

O padrão da pelagem da testa do veadinho me lembra duas figuras emblemáticas, uma presente nos antigos cultos Celtas à Grande Mãe e ao Deus Cornífero, Cernunnos: A meia-lua ou Lua Crescente; e a outra, a Árvore da Vida, que é um sistema criado na Cabala. Forçando um pouco mais a barra (pois é isto mesmo que estou fazendo, rs), eu ousaria até mais: que na testa do bichinho está tatuado um tridente de Pombagira, que é erredondado na base... hehe, apelei!

Na tradição celta há dois aspectos de Alce ou Veado, o feminino e o masculino. O Hind é o Veado fêmea, também chamado de Eilid na língua gaélica e simboliza a sutileza, feminilidade e graciosidade. Acreditava-se que para chamá-lo até nós deveríamos entrar no reino das fadas e nos libertar das armadilhas materiais da chamada “civilização”. Ao adentrarmos nesse lugar mágico, podemos explorar a nossa natureza mítica e espiritual, pois é na gentileza do Hind o tópico que faz parte dessa tradição. Muitas histórias narram que os Hinds transformam-se em mulheres, por vezes deusas, para protegerem-se e não serem caçados. A lição a ser adquirida aqui é a de que quando nós exploramos a magia e a espiritualidade, ela deve estar sempre precedida de uma boa intenção, ou seja, a de não prejudicar nenhum ser vivo. Isso porque, para entrar no reino das coisas selvagens do espírito é necessário amor e comunhão. Fonte: Espaço Mythos.
Eu tinha achado (isso mesmo, do fenômeno "Achismo"), que tal padrão na pelagem fosse algo comum a alguns cervídeos, mas as fotos que encontrei no me permitiram comprovar isso. Se tal padrão fosse algo comum, seria mais uma forma de entender o porque o Cervo ou Gamo é um animal de grande influência na Cultura Celta. Igualmente importante é a árvore, aliás, para os antigos povos, as árvores são de vital importância e, para os Celtas, elas são como uma conexão com os três mundos: Inferior, Médio e Superior. O primeiro referente aos mundos subterrâneos, ou Submundo, dos Deuses terrenos e as energias telúricas; o segundo mundo é o nosso mundo, o mundo dos humanos; o terceiro é o céu, a abóbada celeste, morada de outros Deuses. De qualquer forma, tanto o Mundo Inferior quanto o Mundo Superior tem igual conotação pois, para nós "moradores" do Mundo Médio, os outros dois são mesmo o "Outro Lado".
É comum encontrarmos na arqueologia o caçador (Kernunos) de costas para uma árvore. Esta arvore é sagrada e simboliza o caminho para os três mundos: o mundo inferior através do desenho das raízes, o mundo médio onde o caçador exibe seu capacete de galhos dando também a impressão de sua cabeça seguir a mesma simbologia dos galhos que apontam para cima em direção ao céu, onde lá se encontram os deuses de devoção. Também é comum o olhar meditativo, num êxtase profundo sinal de religação com outros planos.
Entre os galhos da árvore vemos a figura do Sol e da Lua, um em cada canto, simbolizando não apenas o ciclo da natureza, mas também a importância dos mesmos para a civilização antiga, no qual dependia de suas fases para o plantio e caça. Fonte site Ricardo Draco.
Pois então, temos o animal-simbolo do Deus Cernunnos, portando sobre a testa as figuras da Lua Crescente e da Árvore, que na Mitologia Celta recebe o nome de Bíle, a Árvore Sagrada ou Árvore da Vida, que representa a cosmologia na visão dos Celtas.
O Universo do Xamã Celta um dos mais originais e belos pontos do Xamanismo Celta é a sua cosmovisão, ou seja, o modo como o universo é descrito. Esta cosmovisão compartilha elementos com muitas outras religiões de origem indo-européia (Celtas, nórdicos, etc.), como a divisão do Universo em três esferas, a existência de uma árvore sagrada que liga essas esferas, e por aí vai. No caso específico do conhecimento oferecido pelo Xamanismo Celta, o Cosmo é dividido em três: O Mundo Superior, O Mundo Médio e o Mundo Inferior.
Interligando esses três planos, temos uma árvore, Bíle, a árvore da vida. Passemos então a uma breve descrição desses três mundos. Comecemos pelo eixo que os une, a Árvore da Vida. Erguendo seus galhos rumo aos céus, e lançando suas raízes nas profundezas da terra, a árvore é o verdadeiro Axis Mundi, o Eixo do Mundo, que funciona como ponte entre todos os planos do Universo. Ao redor de seus galhos, órbita o Sol e a Lua, determinando assim a passagem do tempo e das estações, tão importantes para a religião celta (como atesta a Roda do Ano). Em seus galhos temos o Mundo Superior: ao contrário do que se possa imaginar, o Mundo Superior não está hierarquicamente acima dos demais, é apenas "geograficamente" superior. É aqui que encontramos as estrelas e os corpos celestes, que lançam sua influência sobre nós. O Mundo Superior envolve e é envolvido pela copa da Árvore e seus galhos e ramos.
O Mundo Médio é o nosso mundo, nossa dimensão. É nossa morada. Para o xamã celta, este é o ponto de partida. A partir daqui, podemos nos deslocar para cima (Mundo Superior) ou para baixo (Mundo Inferior), e assim interagir com as criaturas deuses, animais totêmicos, espíritos da Natureza - que neles habitam. No Mundo Médio do Xamanismo Celta podemos perceber claramente os elementos da magia O Mundo Médio é representado por um círculo ao redor do tronco da árvore, onde temos as quatro direções (ou Quatro Ventos) Norte, Sul, Leste e Oeste, que por sua vez estão associadas aos quatro elementos. O quinto é a própria Árvore, essência e símbolo da Vida, à qual o Xamã Celta se funde em sua Jornada.
Por fim, temos o Mundo Inferior. Novamente, não se trata de uma inferioridade hierárquica ou de importância pelo contrário, pois o Mundo Inferior é a morada dos deuses do submundo. Ou seja, é aqui que entramos em contato com os Poderes da Terra, suas forças e energias. No Mundo Inferior (por vezes chamado de Submundo, novamente sem nenhuma conotação negativa) Fonte: Chaves do Oculto
 Bem, deixe-me ir. Desta vez me superei em abobrinhas... e tudo que eu queria era postar aquela linda foto XD

2 comentários:

Jossi Slavic Genius disse...

Paaat! Adorei essa postagem!
Vou ter que pedir para você autorização para copiar um trecho dela, a parte que você escreveu, quando eu organizar (futuro projeto, hehe) um ensaio sobre mitologia universal.

Quem conhece ou leu alguma coisa sobre mitologia celta e cultura wicca, vai entender de cara os significados que vc sugeriu. E de fato, a "Mãe/Pai Naturza" parece estar bem ali, na testa do cervo, como que tatuado, braços erguidos, numa espécie de bênção...

Linda foto e suas notas sobre a semelhança com os mitos conhecidos foram ótimas.
:)

Pat Kovacs disse...

Oi, Jo!
Você sabe que tem passe livre aos meus textos e pode usá-los à vontade, infelizmente as partes mais interessante mesmo não são minha, mas de outros sites.
Logo que vi a foto olhei de cara o emblema na testa do bichinho... muito curioso, né? É claro que isso, como veio primeiro, deve ter despertado a criatividade do pessoal da época, como o gato egípsio, que tem um padrão na testa que lembra um escaravelho.
Bjins e sucesso ao novo projeto ^^

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